Saturday, April 29, 2006

Lançamento do cd da Cooperifa

Foto: marco pezão
Nosso povo da Cooperifa

Lançamento do cd da Cooperifa

Foto: marco pezão
Marcio Batista, Sérgio Vaz, Edson Natale, Juliana e Saron do Itau Cultural

Nelson Maka da Blackitude apresenta a nova geração de poetas de Salvador-Ba

O início do fim


Tiago Araújo (Grupo Só Lamento Roubando a Cena)

O início do fim começa agora
Porque os pulsos marcados pelas algemas ainda doem
E as feridas não cicatrizarão tão facilmente
O início do fim começa agora
Porque o racismo não tira férias
E a consciência adquirida não está a venda
Só ela pode corra as amarras e tirar as vendas
Para fazer você entender, compreender
Que
O início do fim começa agora
E não é hora de brincar
Mas sim de matar
Matar as princesas brancas de nossa histórias
Da nossa história
Trazendo toda nossa ira negra à tona
Para marcar sua presença
O início do fim começa agora
O dia hoje será negro
Tão negro como meu black cabelo
Que virou moda
Tão negro como meu corpo
Que é o padrão
Padrão mna mira da bala perdisada
Da chacina
Que nos elimina
Todo santo dia
De orixá
E assim não alimenta ninguém
Mas engorda muitas estatísticas
O início do fim começa agora
E você não percebeu?
Olhe-se no espelho e tente
Tente perceber o que o rolo compressor do racismo
Vem fazendo a você
Pare para pensar
Hoje será um dia negro
O início do fim começa agora
E essa revolução tv nenhuma vai transmitir
E nem malhação vai reproduzir na ficção
Ficção que a minha vida real
Não se encaixa
Em nada
Em nada
Lembrando que as mulheres negras estão presentes
Fortalecendo os laços de nossa unidade
O início do fim começa agora
Porque a revolução boa começa em casa
Racismo eu só lamento
O início do fim começa agora

*O “Grupo Só Lamento Roubando a Cena” é:

Caliane Moura, Cíntia Souza, Ejigbô Barbosa,
Iara Nascimento, Tiago Araújo e Vinicius Alves

Thursday, April 27, 2006

Cooperifa ergue a taça!

Por Robson Canto.

Ontem quarta-feira, enquanto alguns comemoravam os gols de seus times, nos bares da periferia. Nesse mesmo instante um outro time que não tem reservas porque todos são titulares, e cada um veste a camisa do time por amor, entrou em campo.
No campo de várzea da Chácara Santana o time da Cooperifa aplicou uma goleada em seu adversário por 27 x 0. Os gols foram de vinte seis Cooperifericos e um do Itaú Cultural. A taça do time Cooperiferico é um CD erguido antes mesmo da partida começar, pois o adversário reconheceu a superioridade do time da Cooperifa.
Assim que o jogo começou o capitão do time da Cooperifa, intimou o adversário ao dizer 'Quem quiser ir embora pode ir ainda dá tempo.' E depois incitou a torcida Cooperiferica dizer 'Povo lindo, povo inteligente! É tudo nosso, É tudo nosso!'
E foi assim que aconteceu um bonito jogo, sem porrada do Tropa de Choque, sem briga de torcida, e sem brigas por ingresso.
E por falar em ingresso, você já adquiriu o seu pra próxima partida do time campeão?
Que será realizada no Itaú Cultural no próximo sábado e domingo?
Pois corra que os ingressos estão acabando, depois só na mão de cambista a trezentos reais. Parabéns Cooperifa pelo primeiro CD.
Parabéns Itaú Cultural.

CINEBECOS APRESENTA

Acampamento Chico Mendes - Uma dignidade que não se rende

Direitos Esquecidos: Moradia na Periferia
Filmes sobre o cotidiano do acampamento Chico Mendes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) em Taboão da Serra.

Venha saber qual é a reivindicação do movimento e a sua condição atual.

DIA 1° DE MAIO. 17h. GRÁTIS.
Na sede do Becos e Vielas Z/S ¿ A Voz da Periferia
Av. Ivirapema, 42-A, Jd. Ranieri - 2 pontos após o Term. Jd. Ângela
Fone: 5831 5954
à tarde Proximo a padaria Francesinha

Netuno

Enquanto Netuno dormia
os meninos esconderam o mar.
Colocaram-no em várias conchinhas
e presentearam as meninas com um belo colar.

Sérgio Vaz
O milagre da poesia

Sou poeta,
e como poeta posso ser engenheiro
e como engenheiro
posso construir pontes com versos
para que pessoas possam passar sobre rios
ou servir de abrigo aos indigentes.
Sou poeta,
e como poeta posso ser médico
e como médico
posso fazer transplante de coração
para que pessoas amem novamente
ou simplesmente receitar poemas
para tristezas com alergia
e alegrias sem satisfação.
Sou poeta,
e como poeta posso ser um operário
e como operário
posso acordar antes do sol e dar corda no dia
e quando a noite chegar, serena e calma,
descansar a ferramenta do corpo
no consolo da família, auto-peças de minha alma.
Sou poeta,
e como poeta posso ser um assassino
e como um assassino posso esfaquear os tiranos
e com o aço das minhas palavras
disparar versos de grosso calibre na cabeça da multidão
sem me preocupar com padre, juiz ou prisão.
Sou poeta,
e como poeta posso ser Jesus
e como Jesus
posso descrucificar-me
e sem os pregos nas mãos e os fanáticos nos pés
andar livremente sobre terra e mar
recitando poesias em vez de sermão.
Onde não tiver milagres
ensinar o pão
onde faltar a palavra
repartir a ação.

Sérgio Vaz

Se liga!

O SARAU DO VLADO MUDOU DE ENDEREÇO


Sopa de Letrinhas

O Sarau do Clube Caiubi
Rua Treze de Maio, 180 - Bixiga - São Paulo

28 de Abril - 21h
Entrada: 1 kg de Farinha do Trigo ou R$ 3,00

Poeta Homenageado:
ALDO MILETTO

POESIA
MÚSICA
BREJA GELADA
GENTE BONITA
(não obrigatoriamente nesta ordem)

Confirmando o Novo Endereço das Atividades do Clube Caiubi
RUA 13 DE MAIO, 180, BIXIGA

Tendo em vista a recente mudança de endereço..
repasse para os amigos!
provavelmente eles ainda não sabem para onde fomos!
Silvia Lorenso envia textos escritos por moradores do Morro do papagaio BH-MG






“ Cadê a caninana?
Diz que o menino acordou
com o baruio da teia
a teia tava estalano
com coisa que o sol ta quente!”

(Na voz de D. Tunica, minha vó – BH/MG)
05/06/2001


“Quando nasci
A médica me deu o peito esquerdo
Pr’eu mamar
Por isso eu sou canhoto.”

Vando, 9 anos (Barragem Santa Lucia, BH/MG, 2001)



“ Acabei de descer o beco; sao quase meia-noite Aqui na favela o barulho do vento tem um valor diferente Quando voce ouve o vento é porque está andando sozinho ninguém na rua e então parece que a gente ouve também o barulho de uma bala achando suas costas e pondo um ponto final em todos os seus projetos em todos os amores que você ainda não teve no carro que vai levar as amigas para as paqueras básicas no filho negro que voce quer ter na próxima lua cheia que não mete mais medo...
Aqui na favela é estranho o sentimento da gente Aqui a dor é como a comida que hoje não tem o medo é tão intenso que às vezes faz sentido matar uma reunião para curtir um prazer que a vida oferece enquanto você esta vivo...
Só sabe o que é morar na favela quem mora A favela é um quilombo onde resistência e solidariedade dão a tônica a todas as vidas que estão lá Mas a favela também é um mar revoltado uma grande poça de areia movediça ou lama apodrecida Você nasce estatística e passa a vida toda Duradoura ou não sendo um número Um dado qualquer esquecido em algum relatório que vai gerar a promoção de alguém que não faz idéia de como é andar no escuro de um beco-super-beco sem saber se sua respiração vai disparar um revolver na sua cara...
Morar aqui é ficar isolado do resto do mundo Nao recebo o jornal e a revista que quero assinar O telefone fica mudo porque cortaram o fio e venderam o cobre no ferro-velho Não faz nem recebe chamadas mas o valor da assinatura vem todo mês na conta Morar na favela ‘e...”

Morro do Papagaio/Barragem Santa Luciaa
Belo Horizonte/MG 09/07/2001



“A escuridao lacrimeja meus olhos e seca a garganta
Passo por entre revólveres da revolta
Por entre odios disseminados no estilhaco da lampada
Percorro o caminho queimado dos fios vendidos de dominio brutal
Piso nos restos de falas cortadas nesses becos
Labirintos que aprisionam
Se isso nao ‘e o inferno ele nao existe mais que o Carandiru e um rap pr’o Brown nacionalizar
Aqui ‘e uma ilha de fel
Sua respiracao pode apertar o gatilho na sua cara ou na sua costas depende de qual lado voce esta pois uma bala que dizem perdida vai se achar em voce cuidado
Manchetes sao manchetes e voce e sempre o mesmo suspeito de envolvimento com o trafico de drogas ora
Falar ou morrer
Morrer e calar
Quem sabe sua bela opinao de happy end ‘e ocupar a pagina enquanto vazia e torcer as palavras e torcer..
Para que algum dia alguem leia e nao sinta somente pena”.

Morro do Papagaio/Barragem Santa Luciaa
Belo Horizonte/MG 22/07/2001

Por Silvia Lorenso

Monday, April 24, 2006


"Não é na resignação, mas na rebeldia frente às injustiças
que nos afirmamos e mudamos o mundo".
Paulo Freire
LEIA MATÉRIA SOBRE A COOPERIFA NA REVISTA ÉPOCA
BENGALAS E MULETAS
Um cego
com o polegar sujo
recebe o r.g.
vê a letra A
e não entende nada.
Olha a letra N
com desconfiança
e esbarra novamente
na letra A
indignado
tateia a letra L
Triste,
pensa como é F
não enxergar.
Sem óculos,
tropeça de novo
na letra A
no dorso da letra B.
E pensou em se matar
na letra T
com o nó da letra O.
Aleijados,
tiramos de letra,
ao dar as costas.
Sérgio Vaz
Foto: marco pezão
Poetas da cooperifa ajoelhados no dia da mulher
É preciso sugar da arte um novo tipo de artista: o artista cidadão.
Aquele que na sua arte não revoluciona o mundo,
mas também não compactua com a mediocridade
que imbeciliza um povo desprovido de oportunidades.
Um artista a serviço da comunidade, do país.
Que armado da verdade, por si só,
exercita a revolução.
Sérgio vaz

PANELAFRO NA CASA DE CULTURA DO M´BOI MIRIM

Panelafro:

Promover, difundir ,cultivar e preservar a cultura afro brasileira.

maracatu,
samba de roda,
maculele,
capoeira
mpb,
rap,
poesia,
ciranda,
côco...
Cia. Teatral Manicômicos
Poetas da Cooperifa

Dia 28/04 apartir das 19hs

Prato tipico da noite:
(gratuito) Feijoada

convidados: Cia Tearal manicomicos
Samba da hora
Espirito de zumbi
Cooperifa

Casa de Cultura M'Boi-Mirim.
Rua Inácio Dias da Silva, s/nº, Piraporinha
São Paulo - SP
Tel.: 5514-3408.
Atendimento: 2ª a 6ª, das 7h às 22h; sábado e domingo, das 8h às 22h.

Eviado por Júnior Salvador-Ba

Uma noite, um sentimento e uma caneta!


É madrugada! O silêncio é incomodado pelo barulho do ferrolho. O portão é aberto e mais uma vez o silêncio é incomodado pelos passos dos guardas. É madrugada! O sono não vem. E quando chega não me encontra. É madrugada! Meus pensamentos vão longe, a procura da cura... A luz apagada, o frio incomoda, a tristeza chega. A claridade dos refletores dá a impressão de ser dia. Do lado minha caneta e meu caderno sentindo minha falta. É madrugada! E a saudade é voraz. Ouço uma voz e não esqueço. De tinta azul escrevo. É dia de visita. É madrugada! O silencio é quebrado. Ouço gritos, batidas, chutes na porta chamando a atenção dos guardas. “O mano vai morrer!”, problema no coração. O clima é de tensão, preocupação com nosso irmão. Luzes apagadas voltaram a clarear. Da janela da cela vejo pássaros cantar. A muralha cheia de pombas. E a escuridão vai dando lugar para a luz do dia raiar. Os pássaros voam e voltam para o mesmo lugar. O céu coberto de nuvens. O vento traz a umidade. A chuva cai sobre a quadra. O PM em cima das muralhas. É manhã de segunda-feira. O corpo quente, o banho frio. Ouço os louvores dos crentes. O clamor do irmão pelo perdão. 7:00 da manhã - a tranca é aberta e o pátio parece uma arena. Em cada rosto uma expressão. Tristeza, revolta dos anos afastados das suas famílias. Sem leitura, a maioria chora, implora, ora. O frio incomoda. Os pássaros no céu abrem uma roda. Fazem a dança do acasalamento. O desespero e a dor. A falsidade e a maldade. A esperança e o amor. À vontade e o desejo de um velho guerreiro. A paciência é a humildade. De um pobre sonhador. Que se deparou com as injustiças da sociedade. Pássaro que voa pensando. Que vive o dia preocupado. Que vive sentenciado. Cansado de ver tanta maldade, tanta tortura psicológica, tanta falta de oportunidade. Eu vivo sonhando. E o anjo não me encontra. O pesadelo me pega acordado. É o guarda abrindo o cadeado. E trazendo o recado: aquele irmão morreu. Ataque cardíaco. O silencio novamente prevaleceu.


MC TATÁ
Rapper, Poeta
É interno da Penitenciária Lemos Brito – Salvador/BA, está trabalhando para gravar seu primeiro CD.
www.videolog.tv/mctata
É chegada a hora!!!!

Espalhem a notícia!

LANÇAMENTO DO CD DA COOPERIFA

26 poetas, sem cortes, sem censura e sem massagem

No Sarau da Cooperifa

Dia 26 de abril quarta-feira 20hs30

Bar Zé Batidão
Rua Bartolomeu dos Santos, 797
Chácara Santana
perto da igreja de piraporinha/zona sul
São Paulo-SP


No Itau Cultural

Dias 29 e 30 de abril (sábado e domingo) 19hs30
Av. Paulista, 149
São Paulo - SP
entrada franca
*retirar ingressos com meia hora de antecedência(255 lugares)

Saturday, April 22, 2006

OLP,Organização para Libertação da Poesia

ORGANIZAÇÃO PARA LIBERTAÇÃO DA POESIA

José Neto, Rose, Marco Pezão, Cocão, Sérgio Vaz, Prof Lu, Mavotsirc, Vilma Negra Drama e suas filhas

A Cooperifa cria a sua OLP, Organização para Libertação da Poesia, para realizar vários atentados poéticos pela cidade de São Paulo. Altamente treinados, pela simplicidade e respeito à periferia, os guerreiros e guerreiros apresentam algumas de suas armas no CD de poesia que vão lançar no dia 26 de abril no sarau da Cooperifa. Com medo de represálias da mediocridade, seus líderes, o sonho e a luta, apenas apresentaram estes soldados, mas a comunidade garante que os cooperifèricos já são mais de trezentos soldados. Há milicias entricheiradas em outros bairros, municìpios, estados, talvez até em outros países. É difícil contá-los. Muitos são OLP e nem sabem. Esta facção literária, financiada pela coragem, age nas noites de quartas e ocasionamente nos finais-de-semanas a pedido de outras células irmãs. Juntas planejam obter de volta seus territórios ocupados: a escola, a cultura, o trabalho, a terra, um país justo e igual. São fanáticos, disso não tenham dúvida. Querem a liberdade do corpo e da mente, e estão dispostos a ir até as últimas consequências. "A Poesia é o esconderijo do áçucar e da pólvora, um doce uma bomba, depende de quem devora", Sérgio Vaz.

Para obterem seus propósitos, alguns estão com os corpos cobertos de livros e planejam explodir seus conhecimentos em praças públicas, shopping centers, ruas, bares e afins. E posso garantir que eles não respeitam crianças, idosos, paraplégicos, negros, brancos, índios, nada e nem ninguém. São extremamente bárbaros.

Ervas daninhas, se misturaram ao trigo sem estragar o pão. E com versos de grosso calibre querem atingir a cabeça da multidão. Estão cagando e andando pra ONU, esta é a única influência americana do grupo poético que se apropria de mentes desocupadas. Latinos assumidos, são becos e vielas na mais pura elegância, apesar de se acharem o centro do universo.

Direto do campo dos sonhos,

Sérgio Vaz (militante da poesia)




AS PEDRAS NÃO FALAM, MAS QUEBRAM VIDRAÇAS.
Sérgio Vaz

Averdadeira Bahia para o verdadeiro Bahiano

Macuxi muita onda (Eu sou negão)


Nelson Maca (Blackitude – BA)

Macuxi - mita unda .
Ainda lembro do verão de 87: terminal de ônibus da Lapa lotado, filas quilométricas. Emacuxi - muita onda . Fui tocado espiritualmente por um hino não-autorizado da cidade de Salvador. E aí chegaram os negros com toda sua beleza. Falo da constância da sonoridade que vem de sua musicalidade ininterrupta. Com toda sua cultura. Anti-trilha sonora da cidade. Com toda sua tradição. Sons que ferem, cotidianamente, os incontáveis ouvidos desejosos de silêncios de templo grego. Com toda sua religião. Acima de todo o emaranhado de ruídos daquele terminal rodoviário, meu ouvido captou uma música na qual me vi. Que, até hoje, pulsa no ritmo de meu coração.
E no bum bum, bumm bum bum bum. A música é do cantor e compositor Gerônimo. E o negão assumiu o microfone. Muita gente não conhece e não conhecerá o Gerônimo, porque ele não freqüenta os banquetes dos palácios imperiais da cultura brasileira. Alô rapaziada, esse é o nosso bloco afro. Então, são cultuados parcos ídolos. Que fiquem com Ricardo, Ivete, Durval, Daniela, Bel, Claudia. Falsos brilhantes: que são vidro e um dia se quebrarão.
Vamo curti agora o nosso som. E eu, devidamente, tomado pelo ritmo e melodia. A nossa levada. Já alinhado nas Negrícias. Eu sou negão!!
Ouvi a letra e a música como uma Oriki descatólico. Eu sou negão!! Decididamente fiquei intrigado. Meu coração é a Liberdade . Sabia que voltava par casa. Sou do Curuzu – Ilê. Vislumbrei uma África possível aqui, agora, dentro e fora de mim. Sou do Curuzu – Ilê. Eu sou um templo. Igualdade na cor - essa é a minha verdade. Eu sou uma verdade.
Igualdade na cor - essa é a nossa verdade.

Você conhece a Bahia de qual verdade?

* Conselho (de graça): busque Gerônimo como quem busca a cooperifa. Analisados pelo IMETRO da comunidade rebelde, portam o selo de felicidade garantida e honestidade artística comprovada.

* O nome da música que recorto acima é Macuxi muita onda (Eu sou negão).

* Gerônimo costuma se apresentar na escadaria do Paço no Centro Histórico de Salvador (genericamente falando, o Pelourinho). A igreja é aquela do filme O pagador de promessas. É ao ar livre, entrada franca e não exige "boa aparência" nem é só para "gente bonita". Você encontra as pessoas que pensa em encontrar quando o assunto é Gerônimo. Aredito que, na coperifa, não seja diferente.

One Love!!

Friday, April 21, 2006

APERITIVO

Leia texto de abertura do cd da Cooperifa


O sarau


A literatura é dama triste que atravessa a rua sem olhar para os pedintes, famintos por conhecimento, que se amontoam nas calçadas frias da senzala moderna chamada periferia. Freqüenta os casarões, bibliotecas inacessíveis ao olho nu e prateleiras de livrarias que crianças não alcançam com os pés descalços.
Dentro do livro ou sob o cárcere do privilégio, ela se deita com Victor Hugo, mas não com os Miseráveis. Beija a boca de Dante, mas não desce até o inferno. Faz sexo com Cervantes e ri da cara do Quixote. É triste, mas A rosa do povo não floresce no jardim plantado por
Drummond.
Quanto a nós, Capitães da areia e amados por Jorge, não restou outra alternativa a não ser criar o nosso próprio espaço para a morada da poesia. Assim nasceu o sarau da Cooperifa. Nasceu da mesma Emergência de Mário Quintana e antes que todos fossem embora pra Passárgada, transformamos o boteco do Zé Batidão num grande centro cultural.
Agora, todas às quartas-feiras, guerreiros e guerreiras de todos os lados e de todas as quebradas vem comungar o pão da sabedoria que é repartido em partes iguais, entre velhos e novos poetas sob a benção da comunidade.
Professores, metalúrgicos, donas de casa, taxistas, vigilantes, bancários, desempregados, aposentados, mecânicos, estudantes, jornalistas, advogados, entre outros, exercem a sua cidadania através da poesia. Muita gente que nunca havia lido um livro, nunca tinha assistido uma peça de teatro, ou que nunca tinha feito um poema, começou, a partir desse instante, a se interessar por arte e cultura.
O sarau da cooperifa é nosso quilombo cultural. A bússola que guia a nossa nau pela selva escura da mediocridade. Somos o grito de um povo que se recusa a andar de cabeça baixa e andar de joelhos. Somos O poema sujo de Ferreira Gullar. Somos o Rastilho da pólvora.
Somos Um punhado de ossos, de Ivan Junqueira Tecendo a manhã de João Cabral de Melo Neto.
Neste instante, somos nós a poesia.


É tudo nosso!


Sérgio Vaz, poeta da periferia


Cooperifa

VEJA MATÉRIA SOBRE O SARAU DA COOPERIFA NA REVISTA ÉPOCA DESTA SEMANA


*tô atualizando a vida, depois eu atualizo o blog

Wednesday, April 19, 2006

É chegada a hora!!!!

Espalhem a notícia!

LANÇAMENTO DO CD DA COOPERIFA

26 poetas, sem cortes, sem censura e sem massagem

No Sarau da Cooperifa

Dia 26 de abril quarta-feira 20hs30

Bar Zé Batidão
Rua Bartolomeu dos Santos, 797 Chácara Santana
perto da igreja de piraporinha/zona sul

São Paulo-SP


No Itau Cultural

Dias 29 e 30 de abril (sábado e domingo) 19hs30

Av. Paulista, 149
São Paulo - SP
entrada franca *retirar ingressos com meia hora de antecedência
(255 lugares)

GOG e Gato Preto no Sarau

O Sarau da Cooperifa da última quarta já estava loko, mais de 300 pessoas, e quando menos a gente espera, quem chega? GOG e Gato Preto (Afamilia).
Literatura Suzano

Próximos eventos...Textos de Marcos Cirillo

Release
Assunto: Inscrições abertas para IV Oficina Literária (Curso de Letras)

A Secretaria de Cultura de Suzano está com inscrições abertas para a quarta oficina literária que será iniciada no dia 9 de maio. Serão abertas 30 vagas e os interessados podem se inscrever gratuitamente entre os dias 18 de abril e 8 de maio, das 9h às 16h, no Casarão das Artes (Rua 27 de outubro, 271 – Centro).
Vale ressaltar que os participantes com idade entre 16 e 18 anos devem trazer autorização por escrito do pai ou responsável no ato da inscrição.
De acordo com a Coordenadoria Literária, o foco da oficina será “A produção do conto – Suas origens e técnicas de construção”, que tem como objetivo auxiliar os contistas, prosadores, romancistas e escritores no geral em suas produções. A oficina abordará os seguintes temas: Onde e quando começou o conto; O conceito; Os Personagens; A ambientação; O cenário, além da importância da coerência e a confecção total de um conto.

As aulas serão realizadas todas as terças e quintas-feiras no Centro de Educação e Cultura “Francisco Carlos Moriconi”, das 19h às 21h.

Release

Assunto: Palestra sobre a Literatura norte-americana

Em comemoração aos 57 anos de Suzano, a Coordenadoria Literária da Secretaria de Cultura promove nesta quarta-feira (19/4) uma palestra intitulada “Literatura e Cultura Norte-Americana: Palavra e Imagem em Diálogo”.
O evento será realizado no Centro de Educação e Cultura “Francisco Carlos Moriconi”, a partir das 20h, com entrada gratuita.
Segundo o coordenador Ademiro Alves, o Sacolinha, a Secretaria de Cultura está promovendo parcerias com professores universitários com o intuito de estimular a reflexão sobre educação e cultura. Devido a isso, o professor Roberto Bezerra, mestre em Literatura norte-americana pela USP, estará em Suzano para falar sobre o que influenciou a literatura dos escritores de língua inglesa.
O bate-papo terá a duração de aproximadamente duas horas.
Pretende-se ainda pontuar alguns aspectos importantes da história literária dos Estados Unidos por meio da leitura, discussão e análise de poemas, em diálogo com imagens do cinema, vídeo, pintura e fotografia.
Paralelamente, a palestra abordará alguns valores centrais da sociedade norte-americana.
Temas e autores que serão utilizados na palestra

A tradição puritana: Edward Taylor e Emily Dickinson

Nacionalismo e expansão territorial: Walt Whitman

Modernidade: Carl Sandburg e William Carlos Williams

Contra a corrente I: Langston Hughes

Contra a corrente II: Allen Ginsberg

Literatura e indústria cultural: reflexões sobre o best-seller

Obs.: Para cada um dos tópicos acima haverá a exibição de informações áudio-visuais que estimulem a reflexão sobre os textos literários e sobre a cultura norte-americana.
Release
Assunto: Lançamento do fanzine “Literaturanossa”

A Associação Cultural “Literatura no Brasil”, em parceria com a Secretaria de Cultura de Suzano, lança nesta quinta-feira (20/4) a primeira edição do fanzine “Literaturanossa”. Trata-se de uma revista literária com textos dos membros da associação, incluindo também indicações de livros e uma entrevista exclusiva com o escritor Marcelino Freire.
O evento ocorrerá no Centro de Educação e Cultura “Francisco Carlos Moriconi”, a partir das 19h30, com entrada gratuita.
Neste dia, haverá um sarau que contará com uma apresentação musical de Arismar Santos, a exibição do documentário “Literatura no Brasil”, além de um recital de poesias e distribuição de camisetas.

Tuesday, April 18, 2006

Lei crônica do poeta Marco Pezão

Clicando momentos
Marco Pezão

A cena viva diante do clic da máquina é capturada. O registro da imagem. Há imenso deserto povoando o tempo e espaço que circundam o varzeano campo. Eles não vêem o que eu vejo, sou absoluto ao enxergar através das lentes.
A bola, no seu vai e vem, instiga a torcida. Um apogeu de peles. A mistura gera indisfarçável desconfiança. Quem é quem?
Quando aqui cheguei havia um córrego que se estendia além da lateral deste campo. Do lado esquerdo, o mesmo imponente barranco a subir mais de vinte metros. As moradias que se aglomeram por todos os lados não faziam parte da paisagem. As pessoas eram outras. Eu também era outro.
Estranha melancolia essa que me faz caminhar aleatoriamente por povoadas e estreitas ruas do Jd Leme, em meio à garoa que há muito não sentia salpicar meu rosto.
O domingo da ressurreição passou. É terça feira, e ainda sou recordações. Mas não quero recordar, e, sim, compreender. Compreender o porquê do medo. Olhar a cara feia do medo e dizer: não tenho medo de você. Organizai as turbas, temente voz dentro de mim salta.
A roda está formada. O samba e o rap vivem parceiros de uma mesma aflição. Distingo amigos. Um fala, os demais escutam. A ordem é uma desordem. Alguém se rebela contra o presidenciável nome quatrocentão. A palavra sem ação é como bolha de sabão ao sabor da brisa. Fotografo sentimentos.
Agora me preocupo com a amada, que, talvez, já não seja por mim amada. E tão pouco ela, estando à mesa de passar roupa mantém os olhos distantes da roupa que passa, possa dizer palavras de afeto.
Porque me preocupar com o interior dos arredores ou das pessoas, sendo que para mim só interessa a cópia gráfica do quesito filtrado pelo visor?
Continuo clicando lembranças. Um senhor chato e atormentado pelo álcool, gruda. Irrita! Chama o capital parceiro periférico de: Neguinho!
É morte certa! Vai tombar! Surpresa!
O ofendido não se ofende e com elegância nas palavras afasta o inoportuno. Meus ouvidos registram e não disparo o obturador.
Solicitado, um bolo e uma criança me aguardam. Velinha de aniversário acesa. Ela chora com medo da chama. Não se atreve a soprar. Incentivada, arrisca. Disparo o flash. O número 4 no centro do glacê torna a acender. A menina recompõe o choro. A mãe e o pai a ajudam em sopro único. Ela sorri, e eu capto o instante. Anos irão compor a formosura. Será que a pequena quando grande, ao ver a foto, irá se lembrar de mim?
Minhas duas netas menores colheram no jardim um ramo com pequenas flores de nome Bela Emilia. Colocadas no copo contendo água, elas se mantêm vivas e alegres na soleira do vitrô da pia.
Durante minutos observo as pétalas em azul claro. Deixo-me envolver e sinto florir algo amável. E aí, sim, na quietude desse momento; fotografo minha própria alma.

CD da Cooperifa

Salve, salve, licença pra chegar,
acabei de pegar o cd do Sarau da Cooperifa, é simplesmente maravilhoso.
Só o encarte do cd tem mais de 30 páginas, vixe, o negócio é de outro mundo, o nosso mundo.
Estou dando este toque pra ninguém diga que eu não avisei, é dinamite pura.
É a periferia em versos, nas vozes de seus reais representantes, sem cortes, sem censura e sem massagem.
Não é aconselhável às pessoas alienadas, nem para aqueles que apreciam coisas pequenas, mesquinharias de super-mercado, entendeu?
Aconselho este cd para as pessoas que amam sua causa, não importa qual, mas aqueles que trazem no coração a grandeza da luta. Também não é aconselhável para os falsos super-heróis, que se destacam na multidão pelo marketing dos super-poderes.
Este cd é a vitória do amor. Só isso. Nada mais.
A todos que nos que nos amam, sintam-se abraçados.
mais feliz do que de costume,
sérgio vaz
OFICINA DE TEATRO "ÓPERA HIP-HOP"

OBJETIVOS

Atravéz da montagem de um peça artistas do movimento hip hop terão contato com a linguagem teatral podendo experimentar outras possibilidades de expressão e contar sua própria história.

PÚBLICO ALVO

Artistas ligados aos elementos do Hip Hop.
Vagas limitadas.

INÍCIO

Maio
Sábados das 10hs às 12hs

LOCAL: CASA 10

INSCRIÇÕES E
MAIORES INFORMAÇÕES
c/ Daniele 6331 1275 ou 8357 8280
manah2c@yahoo.com.br
opera_hiphop@yahoogrupos.com.br


Ass. Daniele Jácome


NEGRAS RAÍZES

A secretaria Municipal de Cultura de Itapecerica da Serra
convida para o lançamento do projeto “Negras Raízes”,
o qual promoverá uma variedade de ações como debates, cursos, exposições, oficinas, apresentações artísticas, concurso de trabalhos escolares, feira cultural, fomentando a divulgação e a valorização da cultura afro-brasileira.

O projeto terá a duração de maio a novembro de 2006 e representará o início de um trabalho mais amplo de implementação de políticas afirmativas em prol da plena cidadania cultural da população negra do município.

Programação do lançamento do projeto Negras Raízes:

Data: 04 de maio de 2006 (Quinta-feira)

18h – abertura oficial do evento com fala das autoridades presentes
18h30 – Falas de convidados sobre tema:
Panorama da presença negra na formação étnico-cultural da sociedade brasileira

19h45 – Homenagem a Solano Trindade
20h15 – Apresentações Artísticas:
Poesias - Grupo Itapoesia
Dança Afro - Grupo Espírito Zumbi
Show Musical - Vitor da Trindade e Convidados
22h – Encerramento

Local: Cine Teatro Dr Bento à Rua Vitor Manzini, 125 – Centro
Itapecerica da Serra

Maiores informações: Secretaria de Cultura
Fones: 46664565 / 46679992

clique na foto para ver cartaz do show da tereza

Sunday, April 16, 2006

OS MISERÁVEIS


Victor nasceu
no Jardim das Margaridas.
Erva daninha
nunca teve primavera.
Cresceu sem pai
sem mãe
sem norte
sem seta.
Pés no chão
nunca teve bicicleta.
Hugo não nasceu, estreou.
Pele branquinha
nunca teve inverno.
Tinha pai
tinha mãe
caderno e fada madrinha.
Victor virou ladrão
Hugo salafrário
um roubava pro pão
outro pra reforçar o salário.
Um usava capuz
o outro, gravata.
Um roubava na luz
o outro, em noite de serenata.
Um vivia de cativeiro
o outro de negócio
um não tinha amigo, parceiro
o outro, sócio.
Retrato falado
Victor tinha a cara na notícia.
Enquanto Hugo
fazia pose pra revista.
O da pólvora
apodrece penitente.
O da caneta
enriquece impunemente.
Um,
só resta virar crente
o outro,
é candidato a presidente.

Sérgio Vaz
*do livro a poesia dos deuses inferiores.
O poeta operário

Grita-se ao poeta:
"Queria te ver numa fábrica!
O que? Versos? Pura bobagem".

Talvez ninguém como nós
ponha tanto coração
no trabalho.
Eu sou uma fábrica.
E se chaminés
me faltam
talvez seja preciso
ainda mais coragem.
Sei.Frases vazias não agradam.
Quando serrais madeira
é para fazer lenha.
E nós que somos
senão entalhadores a esculpir
a tora da cabeça humana?
Certamente que a pesca é coisa respeitável.
Atira-se a rede e quem sabe?
Pega-se um esturjão!
Mas o trabalho do poetaé muito mais difícil.
Pescamos gente viva e não peixes.
Penoso é trabalhar nos altos-fornos
onde se tempera o ferro em brasa.
Mas pode alguém
acusar-nos de ociosos?
Nós polimos as almas
com a lixa do verso.
Quem vale mais:
o poeta ou o técnicoque produz comodidades?
Ambos!
Os corações também são motores.
A alma é poderosa força motriz.
Somos iguais.
Camaradas dentro da massa operária.
Proletários do corpo e do espírito.
Somente unidos,
somente juntos remoçaremos o mundo,
fá-lo-emos marchar num ritmo célere.
Diante da vaga de palavras
levantemos um dique!
Mãos à obra!
O trabalho é vivo e novo!
Com os oradores vazios, fora!
Moinho com eles!
Com a água de seus discursos
que façam mover-se a mó!

Maiakovsky

LANÇAMENTO DO CD DE POESIA DA COOPERIFA

foto: marco pezãoSarau da Cooperifa

A Cooperifa, em parceria com o Instituto Itaú Cultural vai lançar um cd de poesia com a participação de 26 poetas do sarau da Cooperifa.
O mês de abril promete ser de intensa agitação cultural para os poetas do sarau da Cooperifa. O sarau é um movimento cultural que transformou um bar, na periferia, em Centro Cultural, e que toda quarta-feira reúne mais de 200 pessoas para comungar a poesia junto com a comunidade.
O CD, sonho antigo, só foi possível por conta da parceria do Itaú Cultural que acreditou no projeto, e por nós que creditamos na força dos nossos poemas. O livro Rastilho da pólvora (2004), com 53 poetas também teve a participação do Instituto e da Associação Básilio da Gama.
Para quem não quer ficar de fora, a Cooperifa e o Itaú Cultural marcaram três datas de lançamento , escolha uma, ou duas, ou quem sabe as três, para adiquirir e conhecer o sarau da Cooperifa.
Lançamentos:
Sarau da Cooperifa
Dia 26 de abril quarta-feira 20hs30
Bar do Zé Batidão
Rua bartolomeu dos Santos, 797 Jd. Guarujá
São paulo/zona sul
F.9333.6508.
Instituto Itau Cultural
Dias 29 e 30 de abril (sábado e domingo) 19hs30
Sala Itau Cultural
Av. Paulista, 149
255 lugares /entrada franca
(ingresso distribuído com meia hora de antecedência)

Friday, April 14, 2006

A Cerca

Foto: fonte suburbano convicto


A Cerca (p/Dexter)

Deus criou o homem
e o homem criou os muros.
Cercou a casa e as varandas
pelos quatro cantos do mundo.
Cercou o tempo,
o passado
o presente
e o futuro.
Cercou o espaço,
os sonhos
a mente
e os pássaros.
Cercou a árvore
que nos dá o fruto,
a sombra
e a penumbra.
Cercou as matas
arou a terra
plantou o trigo
e cercou o pão.
Foi preciso cercar outro homem.


Sérgio Vaz

Wednesday, April 12, 2006

CINE POPULAR CIDADE TIRADENTES

Zezé Mota, no Caroloina de Jesus de Jeferson De

CPC Tiradentes – Cine Popular Cidade Tiradentes

apresenta

I Mostra de Cinema ao Ar Livre da Cidade Tiradentes



Filmes em 35mm
Toda sexta-feira do mês de abril
No início da noite
Escola Técnica de Saúde Pública Cidade Tiradentes - Av. dos Metalúrgicos, 1945
Entrada gratuita

Ocorrerá no início da noite das sextas-feiras do mês de abril (07/04 , 14/04 , 21/04 e 28/04), na Escola Técnica Clube da Comunidade Tiradentes, a I Mostra de Cinema ao Ar Livre da Cidade Tiradentes, primeira atividade do Projeto Cine Popular Cidade Tiradentes, iniciativa de agentes culturais da comunidade, com o apoio do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão da Universidade de São Paulo e da Subprefeitura de Cidade Tiradentes.

A Mostra de cinema popular terá projeções gratuitas de filmes em 35 mm e será realizada num espaço público de fácil acesso na região. Serão exibidos filmes de longa e curta metragem de produção mais recente, e também importantes obras da história do cinema brasileiro, com a qualidade técnica e fotográfica de uma sala de cinema profissional.

A Mostra pretende ser um primeiro passo para constituir um espaço permanente de exibição e debate da produção cinematográfica, chamando a atenção da opinião pública para esta região da zona leste de alto contingente populacional, grande efervescência cultural e nenhuma sala de cinema. O projeto do Cine Popular Cidade Tiradentes quer incentivar o interesse da comunidade pela cultura cinematográfica, inserindo o audiovisual no campo das atividades locais, buscando promover um espaço de reflexão crítica sobre este imaginário.


Programação 14/Abril:
Carolina, de Jeferson De
Narciso Rap, de Jeferson De
De Passagem, de Ricardo Elias





Sinopses :


Carolina
(2003/14min/35mm)

Direção: Jeferson De
Sinopse: Brasil, final dos anos 50. Carolina de Jesus registra num diário a fome, o preconceito e a miséria do seu dia-a-dia. Publicado, tornou-se sucesso editorial, traduzido para diversas línguas.




Narciso Rap
(2004/15 min/35 mm)

Direção: Jefferson De
Sinopse: Narciso, um garoto negro da periferia, ganha uma lâmpada mágica. Ao esfregá-la, surge um gênio, que lhe concede um único desejo: ser visto branco pelos brancos e negro pelos negros. A confusão começa quando um outro garoto, branco e rico, encontra a lâmpada e faz o mesmo pedido.Elenco: João Acaiabe e Luciano Chirolli.



De Passagem
(2003/87min/35mm)

Direção: Ricardo Elias
Sinopse: De Passagem entrelaça dois momentos bem distintos e marcantes na vida de três jovens da periferia paulistana. Jeferson (Silvio Guindane) e Washington (Gesiu Amadeu) são irmãos e amigos de Kennedy (Fabio Nepomuceno) desde crianças. Quando crescem, Jeferson entra no colégio militar no Rio de Janeiro e Washington e Kennedy começam no tráfico de drogas. Após receber a notícia da morte de Washington, Jeferson volta a São Paulo e com Kennedy parte numa viagem pela cidade procurando o corpo do amigo. Nessa viagem, Jeferson e Kennedy lembram um acontecimento importante do passado.

Vencedor do Festival de Gramado como Melhor Filme, Diretor, Ator Coadjuvante (Fabio Nepomuceno) e Roteiro, em 2003.


Apoio:
Associação Esportiva e Cultural Nova Era
Associação Cultural e Ecológica Tio Pac
Subprefeitura de Cidade Tiradentes
Departamento de Cinema, Rádio e Televisão da USP
Centro Cultural São Paulo
Alessandro Buzo, criador do Favela toma conta


Suburbano Convicto Produções, Enraizados SP e MHHOB orgulhosamente apresentam:

9º FAVELA TOMA CONTA

O maior evento de hip hop realizado na rua, do Brasil.

DIA 21 de MAIO no Itaim Paulista (Extremo Leste de SP).

Apresentação: Escritor Alessandro Buzo.

Graffit: Mc Tabaco.
DJS: Zóio e Guga.
SERGIO VAZ E OS POETAS DA COOPERIFA.
KING NINO BROWN nas pick ups com As 10 + DOS ANOS 70, EM HOMENAGEM A JAMES BROWN.

Shows:

EXPRESSÃO ATIVA
CLÃ NORDESTINO
DI FUNÇÃO
HORUS
FIELL (RJ)
SPAINY E TRUTTY
REALISTAS
NPN (MG)
ANA PAULA_
A LIGA
GUERRILHA URBANA
DCM
CONEXÃO POPULAR
D'ELEMENTOS
CARLÃO + 1 GUERREIRO DA LESTE
VISÃO URBANA
REVÉS
Local: Rua Antonio Castanho da Silva, s/n -
Em frente aos prédios do CDHU

Como chegar: Ônibus Jd Nazaré no Metrô Penha, descer 1 ponto antes de pegar a Estr. Dom João Nery, ir de pé até ela e pagar uma rua depois da ponte.
Lotação Guaianazes no centro do Itaim Paulista em frente a CX ECON/FED.

Apoio: Secretária Estadual de Cultura, CONDUTA, Movimento Enraizados, Portal Rap Nacional, MHHOB, REVISTA RAP BRASIL, Porte Ilegal, ZULU NATION BRASIL, COOPERIFA, CLAM (RJ).

Tuesday, April 11, 2006

SARAU DA COOPERIFA


Dia 12 de abril (quarta-feira) 20hs30

Lançamento do cd do grupo PERIAFRICANIA
Aniversário do poeta Allan da Rosa (bolo)

Bar do Zé BatidãoRua Bartolomeu dos Santos, 797 Jd. Guarujá/chácara SantanaPerto da Igreja de piraporinha zona/sulf 5891.7403


CASA DOS MENINOS
Apresenta:
Oficina poética com o poeta SÉRGIO VAZ
Incentivo à Leitura e Criação poética
dia 13 de abril 14hs (quinta-feira)
Entrada Franca
Rua Yoshimara Minamoto, 656 Jd. Fim de semanaSão Paulo_SPinf.5511.30.60

A Casa dos Meninos:
é uma entidade filantrópica, sem fins lucrativos, fundada em 1962, com sede a Rua Yoshimara Minamoto, 656 – Jardim Fim de Semana, realiza trabalhos com crianças e adolescentes, com atividades sócio educativas e culturais, atendendo atualmente a 350 jovens. Nosso público é em sua maioria morador da favela do Jardim Fim de Semana e encontram-se na faixa etária de 06 a 24 anos.
Nosso trabalho com crianças e adolescentes, visa a construção de espaços de inclusão social, cultural, para o exercício da cidadania.
Atualmente desenvolvemos o Projeto Ponto de Cultura com oficinas de Percussão, Cinema, Teatro, Artes Plásticas, Dança e Violão.
Projeto Agente Jovem, Núcleo Sócio Educativo para crianças e adolescentes.
Infs. 5511.3060

TOKE DIVINAL ACÚSTICO

Diney do Gueto, vocalista do grupo Toke Divinal


CASA DE SHOWS O CAIPIRÃO
APRESENTA:


GRUPO TOKE DIVINAL ACÚSTICO

Um dos grupo de sambas mais imprtantes da região se apresenta na quinta MIX do André Matte.
Para quem curte o melhor do samba do grupo vai poder curtir todas as músicas da carreira num arranjo mais intimista e popular

Dia 20 de abril 23hs (quinta-feira)

O Caipirão
Av. Elias Yasbeck,s/n
Embu das Artes-SP
Reservas: 4701.2323
Toke Divinal/contato:3228.1322

Saturday, April 08, 2006

GUERREIROS

Thaíde, no sarau da Cooperifa

Friday, April 07, 2006

Cotas, a luta não pára

O Guerreiro Milton Barbosa, ao fundo, no Sarau da Cooperifa




Um dia marcado na história


O dia 5 de abril ficou definitivamente marcado na história do Espírito Santo. Nós negros já sabíamos que a luta travada contra o racismo na sociedade capixaba seria dura e implacável. De um lado a Universidade Federal do Espírito Santo, berço de formação da inteligentizia capixaba, que vem reforçando historicamente e com respaldo científico as relações de privilégios dos eurodescendentes. Do outro a comunidade negra sedenta de direitos lutando para conseguir acesso numa instituição de ensino público superior.

Os grupos se estranharam..
A comunidade acadêmica há muito tempo não via um movimento tão legítimo e ao mesmo tempo tão assustador. Quantos mesmos são eles? Têm negros no Espírito Santo? Será que devemos temê-los?
O racismo se manifestou...
Seguranças contratados faziam a proteção dos alunos “contrários” as cotas para negros e pobres na universidade.

Será que o movimento estudantil mudou? Jovens de origens sociais e étnicas diferentes se encontraram frente a frente.
Escondido debaixo do tapete ou no estado latente de consciência pudemos ouvir as frases que feririam o princípio da igualdade.
Porque vocês não voltam para a África? gritava uma estudante secundarista de escola particular.
Cotas já! A Ufes vai mudar! reinvidicava a massa de estudantes negros desuniformizados.
A universidade rejeitou o nosso sonho. Numa votação de 21 votos contrários a 16 favoráveis o acesso de 52% da população discriminada historicamente a um dos redutos mais fechado da sociedade foi negado.

A decepção na cara dos jovens pretos e brancos era visível.
Também não eram para ser bem assim, falavam os alunos das escolas particulares.
Rascistas! gritavam os estudantes negros.
A porta da Pró- reitoria de Graduação foi arrombada, num gesto simbólico dos excluídos. Nós queremos entrar!
A manhã do dia 5 de abril de 2006 foi um dia de atos heróicos de um povo que tem a sua história marcada pela resistência.
A comunidade negra capixaba está de parabéns pela luta. Sacudimos a opinião pública e colocamos na ordem do dia o preconceito racial que permeia as relações de negros e brancos no Espírito Santo.

Os nossos ancestrais estão orgulhosos de todos nós.

Carla Osório

Thursday, April 06, 2006

Pablo Neruda
SER POETA
NÃO É ESCREVER POEMAS,
É SER POESIA.
SÉRGIO VAZ
Martin Luther King
PAREÇA
COM O QUE VOCÊ ACREDITA.
SE NÃO CONSEGUE,
MEDITA.
SÉRGIO VAZ

PAZ


A Guerra dos botões
Permito-me sonhar
vendo soldados plantados nas trincheiras
descansando sob as sombras
de um enorme cogumelo de pétalas
explodindo no céu.
A Primavera
invadindo campos minados
com suas guerreiras margaridas
fardadas pela seda pura da manhã,
marchando para um novo dia.
E os senhores da guerra
aguardando ansiosos
o momento de apertarem os seus botões...
lindos botões de rosas
estampados na lapela.
Sérgio Vaz

Nelson Maka manda este poema direto de Salvador/BA

Foto: nelson maka-BA
O rapper GOG e o Guerreiro Hamilton Borges do movimento Reaj@/ Salvador-BA
Camiquase
- Para Genival

Sei que sou
Bem intencionado
Sei que sou
Bem verdadeiro
Sei que sou
Bem correto
Sei
O quanto invisto de matéria e sonho
No movimento
Na irmandade
Neste fronte negro
Na vivência
Nesta frente de onde vim
Na libertação
De onde estou

Sei da super-estima
De alguns irmãos
Aniquilados
Pela herança de nossa humanidade tão desumana
Tem me dedicado
Sei
Que me supõem o Homem
E assim me tratam
Maior do que sou

Sei
Da arrogância
De alguns irmãos
Altivos
Na sua ilusão de grandeza
Me supõem o pequeno
E assim me tratam
Menor do que sou

Sei
Da malandragem
De alguns irmãos que
Espertos
Na sua sabedoria extraviada
Me supõem o otário da praça
E assim me tratam
Negativo do que sou.

Tudo é pequeno demais na lente dos que miram de cima

A pequenez
Olho no olho
Como diz Seu Chico Soldador
Pode se tornar a necessária ferrugem
A bala na agulha
A trinca
A fadiga do aço dessa selva perversa

Uma pequena verdade
Dente por dente
Como diz Geraldo Rasta
Pode arrombar as portas
Da Babilônia
Como a mega força
Das trombetas
Que derrubam as muralhas
De Jericó

Instaladas nas falhas geológicas dos palácios opulentos
Os vazios do solo preparam seu terremoto
Enquanto
Nos ares
Aviões carregados de sementes grávidas de um clã
Miram todas as torres de certezas do primeiro mundo
Camiquase
Um sonho
Para deitar
Nas fissuras da terra devastada
Todos os jardins perdidos nas dobras sombrias de toda e qualquer escravidão.
Nelson Maka

Sacolinha prepara novo livro


O livro "85 Letras e um Disparo",

segundo livro do escritor Sacolinha, que será lançado em breve, terá a participação do escritor Moacyr Scliar, (Academia Brasileira de Letras), autor de 74 livros e professor de Medicina na Universidade Pública de Porto Alegre, (R.S).
E como se trata de um livro de contos não poderia faltar a participação de um dos maiores contistas do Brasil... Aguardem!E no dia 22 de abril (sábado), o escritor Sacolinha estará dando uma palestra para as internas da Penitenciária Feminina do Butantã.
O livro "Graduado em Marginalidade" está rodando as cadeias de São Paulo e acabou caindo nas mãos dessas internas, que conseguiram negociar a ida do escritor através do Projeto "Leitura Livre" da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, (FESPSP).
Para contratar palestras do escritor: (11) 4747-4180 / (11) 8325-2368
e-mail: sacolagraduado@bol.com.br

MV BILL LANÇA LIVRO NA DASLU

Rapper lançou o livro "Falcão - Meninos do Tráfico";

durante o encontro, houve bate-bocaMV Bill une manos e patricinhas na DasluMarlene

Bergamo/Folha Imagem

De costas, o rapper e co-diretor do documentário "Falcão", MV Bill, é abraçado por Eliane Tranchesi, dona da Daslu

LAURA CAPRIGLIONEDA REPORTAGEM
LOCAL UIRÁ MACHADOCOORDENADOR DE ARTIGOS E EVENTOS

Negros, pobres e favelados entraram, enfim, pela porta da frente no paraíso do consumo. Foi no lançamento do livro "Falcão - Meninos do Tráfico", do rapper global MV Bill, ontem, na Villa Daslu, a loja multimarcas da chiqueria paulistana, quando cerca de 30 deles, na condição de convidados, subiram ao 4º andar do prédio. Nunca a Daslu esteve tão colorida. "É engraçado ver os manos de boné andando ao lado das patricinhas", disse a estudante Mariana Baccarin, 28, referindo-se à presença de convidados negros em um evento no terraço da loja.
O motivo do encontro "dos manos com a loiras" foi o documentário "Falcão", produzido por MV Bill e veiculado na TV Globo há três semanas, mostrando a rotina de 17 meninos recrutados pelo tráfico de drogas. Dos 17 garotos, 16 já tinham morrido quando o documentário foi ao ar.
"Não estamos aqui para encontrar culpados pela tragédia em que vivem essas crianças", disse a empresária Eliana Tranchesi, uma das proprietárias da Daslu, ao abrir o encontro, que reuniu, além de MV Bill, o rapper Aliado G, recém-saído do gueto (foi a estrela da recente propaganda política gratuita do PC do B). "Estamos aqui para juntar todo mundo, ricos e pobres, as forças de todo mundo", disse Tranchesi.
Para a Daslu, acossada por acusações de sonegação fiscal, foi a oportunidade de mostrar o trabalho que vem desenvolvendo em parceria com a Central Única de Favelas, movimento organizado pelo próprio Bill. A Daslu colabora desde setembro do ano passado com a Cufa, e já financiou a construção de uma sede para a associação dos moradores da favela Coliseu, grudada no terreno da loja. Também está ajudando a levantar dois galpões para a realização de oficinas de hip hop, corte e costura e cabeleireiro.
Os 250 convidados ouviram Bill lançar a "culpa" pela miséria dos meninos do tráfico no passado escravocrata do país: "Eu não quero identificar culpados. Quando os negros vieram para cá, seqüestrados da África, a sociedade se partiu. Criou-se o estigma, a raiva e o ódio que persistem até hoje", disse. Aliado G defendeu a "união" de todos, ricos e pobres, brancos e negros para resolver o drama.
Na platéia, havia quem chorasse. No final do encontro, veio a pergunta fatal: "O consumismo é uma das causas dessa tragédia. Estamos no templo do consumo. Isso aqui é responsável. Se eu lembrar do país e da desigualdade em que vivemos, esse local é uma violência". Enquanto a pergunta era feita, o público começou a se agitar. Um estalava o dedo, outro comentava com quem estava ao lado, outra enrolava o cabelo.
MV Bill ouvia, impassível, sentado no trono branco em que foi instalado pela organização do evento. Lucia Pinheiro, 52, líder do Projeto Travessia, ONG que cuida de crianças de rua, prosseguiu: "Para satisfazer o sonho de consumo de comprar um tênis, quem está na favela às vezes tem de matar. Mas não para comprar um tênis da Daslu, porque aí ia ter de matar muito mais." E então, um gigantesco "xiiiiiiii" levantou-se na sala e a pancadaria começou.
O empresário Francisco Ventura, proprietário das Óticas Ventura, atacou: "Pergunta logo!". Alguém acrescentou: "Cala a boca." Um garoto no fundão saiu em defesa de Lúcia: "Deixa ela falar", ao que Ventura respondeu: "Cala a boca você, seu tapado."Desafiando o coro, Lucia continuava: "Numa próxima vez, tem de mostrar o lado bom, o lado bonito da favela".
A audiência fazia mímica de tesoura com os dedos, pedindo para a produção cortar o microfone. Outros faziam giravam os dedos em volta da orelha, como se dissessem "é doida".
De repente, levanta-se Rosana Maria dos Santos, 36, secretária, negra, desempregada, líder comunitária da favela Coliseu, moradora de uma casa sem acabamento de um cômodo, que divide com a mãe, os dois filhos e a irmã -ah, Eliana Tranchesi diz que Rosana é sua "melhor amiga".
"Bill e Eliana foram os primeiros a entrar na favela. Ofereceram coisas que ninguém nos ofereceu antes. Deram brincadeiras, cursos, ajudaram a concluir estudos. São os primeiros a nos dar valor. Eles vieram para nos ajudar." Sob aplausos, ela disse que Eliana entrou no seu barraco para ver a situação em que morava. "Ela é rica porque trabalhou muito para ser rica. Não rouba, não mata." Lavou a alma da platéia que urrava e aplaudia, vingada.Irmã de Rosana, Rosemarie Maria dos Santos emendou: "Se a Eliana deve ou não para a Receita, é problema dela com a Receita. Dizem que ela está nos dando migalhas da Daslu, mas eu queria saber se essa dona já deu pelo menos a sua migalha.
" Sobre o encontro, Bill considerou ter cumprido uma missão: "Temos de levar a discussão para todos, inclusive à Daslu." A paz está selada.

posted by Eu Quero é guerra! at

Wednesday, April 05, 2006

Dia do perdão

Foto: Marco Pezão
Poetas da Cooperifa pedem desculpas às mulheres joelhados no sarau da Cooperifa
Blackitude, movimento de Consciência e Atitude de Salvador-BA



Consciência e Atitude


Que a pele escura
não seja escudo
para os covardes que habitam
a senzala do silêncio.
por que nascer negro é consequência
ser, é consciência.


Sérgio Vaz

Tuesday, April 04, 2006

CAFÉ LITERÁRIO EM TABOÃO DA SERRA

O Dramaturgo e ator Danyel Dias no último café
CAFÉ LITERÁRIO


dia 10 de Abril (segunda-feira) 19hs

Apresentação Sérgio Vaz

Local: SMECCT - Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia.
Rua Elizabeta Lips, 166 Jd. Bom Tempo
Taboão da Serra- SP
Fone: 4788.5822

PROGRAMAÇÃO DA SEMANA

SARAU DA COOPERIFA
dia 05.04 Quarta-feira 20hs30
Exibição de documentário
Campanha CD do Wésley Noog
Todos os livros " A poesia dos deuses inferiores" e " Vão" de Sérgio Vaz e Allan da Rosa que forem vendidos no Sarau serão revertidos para a campanha do CD do Wésley Noog.
Local: Zé BatidãoRua Bartolomeu dos Santos, 797 Chácara Santana
ref: perto da Igreja de Piraporinha Zona sul
São Paulo- SP
***

COOPERIFA NO PARQUE IBIRAPUERA
DIA 09 DE ABRIL (DOMINGO) 18HS
INAUGURAÇÃO DO ESPAÇO PRETO GHÓEZ
VER PROGRAMAÇÃO COMPLETA NO BLOG

PARQUE DO IBIRAPUERA
PAVILHÃO DA BIENAL
***
CAFÉ LITERÁRIO
dia 10 de Abril (segunda-feira) 19hs
Apresentação Sérgio Vaz
Local: SMECCT - Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia.
Rua Elizabeta Lips, 166 Jd. Bom Tempo
Taboão da Serra- SP
Fone: 4788.5822

Cooperifa no espaço Preto Ghóez

foto: peguei do ferréz
Preto Ghóez



BIENAL DO IBIRAPUERA PROGRAMAÇÃO DO ESPAÇO PRETO GHÓEZ

06 de abril de 2006.

09:30 às 11:30h - Oficina de Comunicação Comunitária - Núcleo Barreto / RJ
11:30 às 13:30h - Oficina de Grafite - MHHOB
14:30h - 01 Apresentações de Esquete de Teatrais dos Agentes Cultura Viva, Cuca/SP
16h - Bate Papo com os Agentes Cultura Viva Debate sobre Juventude e Empreendedorismo com a presença da Associação Paulista de Empreendedores Culturais APEC e do MH2O do Brasil
18h - Abertura do Espaço Preto Ghoéz: Apresentação do Preto Ghóez por Ferréz Lançamento da prévia do Livro: A Sociedade do Código de Barras: o mundo dos mesmos Autor: Preto Ghóez Apresentação do Grupo Clãnordestino

07 de abril de 2006.
09:30 às 11:30h - Oficina de Musicalização - Campo da Tuca / RS Oficina de Breack - MHHOB Oficina de Intervenção Artística - Cuca/BA (acontecendo pela Bienal com os jovens)
11:30 às 13:30h - Oficina Ciranda das Cores - Centro de Cultura e Educação Ludica da Rocinha/RJ
14h - Apresentação da Peça Teatral "O Pacto" Cuca/RS
16h - Debate sobre Cultura e Educação com a presença do Secretário Executivo do Ministério da Cultura, Juca Ferreira
18h : Apresentações: Apresentação da Peça Teatral - "Marias que vão Marias que ficam" - Projeto Casulo/SP Dança Cearense ao Som dos Tambores - Projeto Circo/CE

08 de abril de 2006.

09:30 às 11:30h - Oficina de Dj - MHHOB Oficina de Intervenção Artística - Cuca/BA (acontecendo pela Bienal com os jovens)
11:30 às 13:30h - Oficina de Percussão - Projeto Casulo
14h - Apresentação da Peça Teatral "Dar não Dói... O que Dói é Resistir" - Tá na Rua/RJ
16h - Debate sobre Cidadania Emancipatória com a presença do Secretário da Secretaria de Programas e Projetos Culturais, Célio Turino
18h - Apresentações: Grupo Meninos da Casa Grande - Fund. Casa Grande Memorial do Homem do Kariri/CE Apresentação da Banda Coco de Roda - Cuca/PE

09 de abril de 2006. 09:30

às 11:30h - Oficina de Produção Cultural - Cuca/PE Oficina de Intervenção Artística- Cuca/BA (acontecendo pela Bienal com os jovens)
11:30 às 13:30h - Oficina de Literatura - "Enfim, a periferia escreve" MHHOB, part. dos escritores Sacolinha e Alessandro Buzo
14:30h - Apresentação do vídeo do Ponto de Cultura Centro de Convergência Novas Mídias - UFMG Apresentação dos Griôs e Bate Papo com a juventude
16h - Debate sobre Protagonismo da Juventude com a presença da Regina Novaes presidente do Conselho Nacional de Juventude e da União Brasileira de Estudantes Secundaristas - UBES
18h - Apresentações: Dança Brasileira e Percussão - Projeto Casulo Apresentação Musical - Cuca/PB e SARAU DA COOPERIFA.

E mais: Participação da Cufa, Zulu Nation Brasil, Nação Hip Hop do Brasil, Casa do Hip Hop de Diadema, MH2O do Brasil e Grupo de Hip Hop da Secretaria de Cultura de Indaiatuba, nas atividades do Espaço Preto Ghóez Cobertura 24 horas realizada pelos Agentes Cultura Viva do Projeto Casulo Programa de rádio Preto Ghóez na Rádio Teia Exposições de Artes Visuais

LOCAL: PARQUE IBIRAPUERA
PAVILHÃO DA BIENAL

Monday, April 03, 2006

SARAU DA COOPERIFA
DIA 05.04 QUARTA-FEIRA 20HS30
EXIBIÇÃO DE DOCUMENTÁRIOS
CAMPANHA CD WÉSLEY NOOG
BAR ZÉ BATIDÃO
RUA BARTOLOMEU DOS SANTOS, 797 CHÁCARA SANTANA
SÃO PAULO- SP
Mari faz aniversário e sinto dor de cabeça, por quê será?
Muita luz!
Muito amor!
MARIANA GRAMACHO VAZ

Saturday, April 01, 2006

Ninguém tem o direito
de aprisionar um pensamento.
Por mais vadio que ele seja.
Sérgio Vaz

Idéias que vem do Sul do País

Marcelo - PR

O sol raio vamos cantar juntos, vamos dar as mãos
O sol raio e nas periferias num só coração
Da lincença truta aqui é o rap não o crime
Não vim trocar tiro, vim falar de um mundo livre
Guarde sua maldade, descance seu calibre
é tudo nosso irmandade nós somos do mesmo time
Sempre usei a rima de maneira positiva
Não vai ser agora que eu vou trocar de camisa
Sempre tive um sonho essa é minha obsessão
Ver o amor vencendo a guerra e a flor o canhão
É... um so amor tudo tudo igualdade,
eu peço na humildade é o fim da vaidade
Imagina só como seria diferente
se Adão e Eva não ouvissem a serpente
Sem derrotado e sem vencedor
Sem explorado e sem explorador
Um coral de anjos, serafins, querobins
tocando harpa o dia inteiro pra vocês e pra mim

Marcelo

Estamos chegando. Digam aos inimigos que não faremos prisioneiros!

Foto: marco pezão
Mário Bibiano e Claudia do grupo Periafricania
PRÉ-LANÇAMENTO DO CD DO PERIAFRICANIA
O grupo de rap Periafricania realiza pré-lançamento do seu primeiro cd no Sarau da Cooperifa. O grupo é formado por Jairo, Claudia, Mário e Kênia, e teve suas raízes fincadas na Cooperifa, já que foi ali, sob à benção da poesia, que foi formado o grupo.
" não é um lançamento oficial do cd, mas é uma forma de dizer obrigado a todas as pessoas da Cooperifa, que direta ou indiretamente contribuiram para o nosso trabalho", afirma Jairo.
Dia 12 de Abril Quarta-feira 20hs30
Local: Bar do Zé Batidão
Rua Bartolomeu dos Santos, 797 Chácara Santana

CAMPANHA "CD DO WESLEY NOOG" NA COOPERIFA

foto: marco pezão
Adunias e filha, Sérgio Vaz, Thaíde, Zé Batidão, Fred Barbosa, Márcio, Wesley Noog e Patricia
Cooperifa lança campanha para cd do Wesley Noog

O cantor e compositor Wesley Noog, parceiro de caminhada da Cooperifa, está terminando seu primeiro cd solo, mas para que isso aconteça está faltando ele pagar uma quantia de R$ 600,00 para que o estúdio libere o cd. Então, nesta quarta-feira, vamos rolar um livro de ouro para tentar arrecadar esta quantia. O Wesley, para quem não conhece, é um dos mais generosos artistas que tocam MPB na periferia, e acima de tudo, é Cooperifa até o osso.

Divulgar, produzir e consumir o que é nosso!
Sérgio Vaz
DESILUSÃO

Carência total, sentimento confuso.
Pensamento em você
Não podia ter acabado assim...
Será que é só eu que sofro ?
Correr atrás, não corro
De jeito nenhum
Se for para sofrer prefiro num canto imundo
Do que ir procurar refúgio
Nas mentiras dos teus lábios.

Valéria Paiva
Literatura além do cárcere!


Confiram a transformação que o HIP HOP tem realizado no pavilhão 3 da Penitenciária Lemos de Brito, Salvador/Ba.

Dia 11.03.2006, foi inaugurado a biblioteca do pavilhão 3 e o Espaço cultural Zumbi dos Palmares, ato possível a partir da soma de esforços dos parceiros que se encotram sem a liberdade, liderado pelo MC TATÁ, junto com os parceiros Junior, Lio N'zumb, Dj Leandro e Hamiltom Borges - CUFA-BA e Campanha Reaj@ ou será mort@!


www.videolog.tv/mctata