Saturday, November 29, 2008
SÁBADO: A POESIA NÃO PÁRA!
LITERATURA PERIFÉRICA NA FACULDADE DE TABOÃO DA SERRA

Friday, November 28, 2008
SARAU RAP - ÚLTIMO DO ANO

Povo lindo, povo inteligente,.
ontem aconteceu o último Sarau Rap do ano na Ação Educativa, e não sei se, por conta do encerramento, foi o melhor de todos. Não só pelo público que foi o melhor do ano, mas também pela qualidade das poesias.
Olhando para o início das atividades desde janeiro, é possível, a ouvido nu, perceber a evolução de alguns rappers, muitos, são autênticos poetas.
Sem contar que uma parte deles, além de escrever sobre críticas sociais, também enveredaram para o rap mais leve, com teor mais romântico, sem cair na breguice, e no estilo mas bem-humorado, tirando uma onda com o cotidiano.
Acho que falta isso no rap, um pouco de diversidade, apesar de ser uma música séria, também precisa descansar, e, de vez em quando, tirar um sarro também. "Ousar", acho que é esta a palavra certa.
A Noite também foi marcada pelos poetas da "Fundação Casa" (antiga FEBEM) que foram convidados pela Ação Educativa para participar do barato. E Eles não decepcionaram, fizeram poesias da hora, no final nós os presenteamos com livros de autores periféricos.
Eles nos emocionaram com um belo discurso de agradecimento. .
O Sarau rap de ontem foi "poesia à flor da pele".
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Segunda-feira tem Sarau Rap no MEMORIAL DA AMÉRICA LATINA" às 19hs.
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Quem sabe a gente se vê por lá.
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Abs.
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Sérgio Vaz
Thursday, November 27, 2008
4º PRÊMIO COOPERIFA
LIERATURA PERIFÉRICA NA FACULDADE DE TABOÃO DA SERRA
Wednesday, November 26, 2008
SARAU DA COOPERIFA - NOITE DOS AGRADECIMENTOS
SARAU RAP - ÚLTIMO DO ANO!
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Projeto "Poesia das Ruas" Ritmo e Poesia
É um espaço para o exercício da criação poética.Sem música, MCs declamarão suas letras, compartilhando talento literário.
Iniciativa do poeta Sergio Vaz, o Sarau do Rap é realizado em parceria com a AçãoEducativa e acontece toda última quinta-feira do mês.Fundador e coordenador do Sarau da Cooperifa, Vaz, pretende buscar,através da oralidade, um incentivo para a criação poética.
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Rua: General Jardim, 660 - Vila Buarque - SP
Entrada: Gratuita
Capacidade de lotação: 200 pessoas
Tuesday, November 25, 2008
1ª MOSTRA CULTURAL DA COOPERIFA - SARAU DA COOPERIFA E CONVIDADOS
Povo lindo, povo inteligente,.
1ª MOSTRA CULTURAL DA COOPERIFA
1ª MOSTRA CULTURAL DA COOPERIFA - CALDEIRÃO CULTURAL
Povo lindo, povo inteligente,.
no sábado pela manhã, dentro da Mostra Cultural da Cooperifa, fizemos dentro do Caldeirão cultural a nossa 1ª Feira de livros com a presença de vários poetas e escritores autografando seus livros.
O Público não foi o que a gente esperava, pra falar a verdade, pela manhã, tinha mais escritores do leitores, mas não sei porque (acho que porque choveu muito) todos sentiram como se estivesse cheio de gente.
Lá nos combinamos que iremos fazer uma feira dessa por mês, só que itinerante, em várias quebradas, e realmente ir atrás do nosso leitor, onde quer que ele esteja.
Queria gradecer o Sacolinha e a Landi, Silvio Diogo, Alan da Rosa, Rodrigo Círiaco e Tãnia, Michel da Silva, João, Serginho poeta, Fuzzil, Márcio Batista que expuseram seus livros e contribuiram para que este dia entrasse para a nossa história.
Também tivemos uma bela exposição de quadros, que nem mesmo a chuva tirou o brilho, e do Magrela´s Bike que mostraram que as artes-plásticas já está merecendo uma mesa de debate na próxima mostra.
O Artista plástico Jair Guilerme trouxe-nos de presente a bela exposição "Natural da periferia" que recentemente expôs no Monte Azul, e a pintora Carolzinha nos hipnotizou com uma chuva de cores da sua mostra "Revestrés", que recentemente esteve no Sarau da Cooperifa.
Pois é, feira de livros e exposições de artes, num sábado pela manhã, na periferia da Zona Sul de São Paulo, quem poderia imaginar?
Devagarinho, o que era preto e branco na perifeira vai se tornando colorido, e o que é melhor, pintado a várias mãos.
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Estamos aprendendo...
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É nóis na tela.
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Sérgio Vaz
1ª MOSTRA CULTURAL DA COOPERIFA - CALDEIRÃO CULTURAL
O Escritor Sacolinha e sua noiva Landi
Silvio Diogo e Alan da Rosa1ª MOSTRA CULTURAL DA COOPERIFA - FEIRA DE LIVROS E EXPOSIÇÃO
1ª MOSTRA CULTURAL DA COOPERIFA - DANÇA
Umoja.
1ª MOSTRA CULTURAL DA COOPERIFA
Povo lindo, povo inteligente,.
na sexta-feira, dia da Dança na Mostra Cultural da Cooperifa, aconteceu o debate "Realidade e ficção no cotidiano da periferia" com os poetas e escritores Márcio Batista, Michel da Silva e Rodrigo Círiaco, coordenado por Eleílson Leite.
A discussão ficou em torno de o quanto é ficção e o quanto é realidade na escrita periférica, e o bom público que foi até o CEU Campo Limpo não se decepcionou com o ponto de vista dos convidados. Aliás muita gente ficou feliz com o encontro, pois, não é sempre que a gente pode presenciar um debate como esse na periferia de São Paulo, né não?
Foi muito bom.
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Ano que vem tem mais.
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Estamos aprendendo...
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Sérgio Vaz
Monday, November 24, 2008
4º PRÊMIO COOPERIFA
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mal acabou a Mostra Cultural da Cooperifa (estou preparando as fotos para o blog) e já estamos preparando o 4º Prêmio Cooperifa, que visa premiar as pessoas que direta ou indiretamente ajudam a transformar a periferia num lugar melhor para viver. É isso.
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Hoje é folga geral.
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abs.
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Sérgio Vaz

Friday, November 21, 2008
ENSAIO FOTOGRÁFICO SOBRE A 1ª MOSTRA CULTURAL DA COOPERIFA
1ª MOSTRA CULTURAL DA COOPERIFA - DEBATE - DANÇA
17HS:debate: Realidade e ficção no cotidiano da periferia
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Com Márcio Batista (meninos do Brasil), Rodrigo Círiaco (Te pego lá fora) e Michel da Silva (Elo da Corrente)
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Coordenação de Eleilson Leite (Ação Educativa)
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DANÇA
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20HS
Grupo Espírito de Zumbi
Espetáculo: Página de uma história
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21hs
Grupo Instituto Umojá
Espetáculo: Festa Umoja
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local: CEU Campo Limpo
Av. Carlos Lacerda, 678 Campo Limpo
Zona Sul - SP
1ª MOSTRA CULTURAL DA COOPERIFA - CINEMA
Thursday, November 20, 2008
1ª MOSTRA CULTURAL DA COOPERIFA - LITERATURA
*Obs. como a noite não teve sangue na calçada, a imprensa não apareceu para registar a periferia mudando o rumo da prosa.
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Sarau da Cooperifa, ô lugar!
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Viva nóis!
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Sérgio Vaz
Camelô das letras
1ª MOSTRA CULTURAL DA COOPERIFA - LITERATURA

Wednesday, November 19, 2008

MOSTRA CULTURAL DA COOPERIFA - QUARTA-FEIRA
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17HS - DEBATE:
EXISTE UMA ESCRITA PERIFÉRICA?
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Com Sérgio Vaz, Marcelino Freire, Ferréz e Sacolinha
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Local:Casa Popular de Cultura de M´boi MirimRua
Inácio Dias da Silva, s/n - largo de Piraporinha
fone: 55143408
Grátis
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20hs30 - SARAU DA COOPERIFA
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Bar do Zé batidão
Rua Bartolomeu dos Santos, 797 Chácara Santana
Fone: 58916403
MOSTRA COOPERIFA - CINEMA
MOSTRA CULTURAL DA COOPERIFA - QUINTA-FEIRA
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1ª MOSTRA CULTURAL DA COOPERIFA - 1º DIA


1ª MOSTRA CULTURAL DA COOPERIFA - CATARSE!
Tuesday, November 18, 2008
UH, COOPERIFA! UH, COOPERIFA!

MACHADO DE ASSIS - NOITES NEGRAS

Sunday, November 16, 2008
1ª MOSTRA CULTURAL DA COOPERIFA - DEBATE

A BAHIA PRETA DE NELSON MACA E A ESTRATÉGIA QUILOMBOLA
.Friday, November 14, 2008
NOITES MACHADIANAS - SESC CONSOLAÇÃO
Wednesday, November 12, 2008
DE VOLTA À QUEBRADA

Povo lindo, povo inteligente,.
mal cheguei do sul no domingo e na segunda-feira já estava fazendo oficinas de poesia com os alunos da EMEF Carlos de Andrade Rizzini, aqui no bairro de Santo Amaro. As ocinas correram na segunda e terça-feira no Paidéia, projeto de teatro coordenado pelo Amauri -grande guerreiro-, e tutelado pelo SESC Santo Amaro.
A Oficina foi baseada nas fotos belíssimas de Pipo Gialluisi que estavam expostas no espaço reservado para a gente.
Aliás, as fotos já são belas poesias, não precisava nem das palavras, mas poeta sem palavra...
Fizemos uma poesia coletiva e depois cada um fez a sua e fizemos um pequeno sarau, mas a formatura será no sarau da Cooperifa, em breve.
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Dá-lhe poesia!
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Valeu Amauri, Jussara, Clarissa, Vinícius, Jéssica, Tábata, Carol, Stephanie.
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De volta à quebrada,
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Sérgio Vaz
Vira-lata da literatura
Meu time de poesia
ESCRITORES DA LIBERDADE - NOVO HAMBURGO-RS
Tuesday, November 11, 2008
PORTO ALEGRE, QUE LUGAR!
desculpaí pela demora, mas como eu disse antes, o barato está lôco, e as coisas não param de acontecer:" tudo ao mesmo tempo agora." Mas está valendo a pena. Viver aquilo que se escreve, tem seu preço.
A feira do livro de Porto alegre foi uma das coisas mais bacanas que eu já fiz, porque já tinha ido aos pampas outras duas vezes, mas só agora sobrou um tempo para conhecer o lugar - pelo menos uma parte.
Daqui de sampa tudo que a gente sabe da terra do Inter e Grêmio é que só tem alemão, e que o povo é muito fechado. Que nada! O Povo é maravilhoso. Não sei se São Paulo tem essa hospitalidade. Aliás, nem sei se temos hospitalidade. Bah tchê, foi da hora!
Na sexta-feira minha participação foi junto com o pessoal do "Sarau do Bezerra", inspirado na Cooperifa, e comandado pelo Rapper/ativista da Nação Hip Hop, Mano Oxi.
Eu explico: É que uma vez o Toni C., nosso parceiro, levou o Mano Oxi e o Malik, ambos de PA para conhecer o Sarau da Cooperifa, chegando lá os dois piraram e resolveram criar um também, no mesmo dia, e no mesmo horário. Assim como o pessoal do "Coletivoz" de Belo Horizonte. Ou seja, toda quarta-feira, às 21hs, SP, PA e BH estão sintonizados na poesia. Quem pode com nós? Uai meu, não é tri legal?
O Time de mano Oxi é muito bom, Isadora lembra a Rose, é pau para toda obra. Tem a Rita, Nitro Di, o rapper Big (tenho que entregar o cd dele para o Brow) que tem uma puta vocação para a rima, e uma rapa de caxias do Sul que eu também fiquei amigo lá na cidade baixa.
Sei que estou esquecendo o nome de alguns, por isso, se a Isa estiver lendo este texto, por favor me envie o nome da rapaziada.
No Sábado participei de uma mesa sobre "Literatura de periferia" com Mano Oxi e o argentino Washington Cucurto. Não entendia muito o que ele dizia, por conta do idioma, mas sei que ele tem um puta trampo em Buenos Aires, mais especificamente, no bairro de Bomboneira. Ele recita no mesmo estilo do Pablo Neruda. Muito bom.
Lá conheci úma das minhas heroína, a Educadora Maria Esther, de Novo Hamburgo.
Depois do debate saímos eu, Marcelino Freire, o poeta Valmir Jordão de Pernambuco, Cucurto e fomos para um sarau lá não sei aonde, num lugar que eu também não sei o nome, organizado pelo Fernando, do jornal da Vaia. Lá já estavam uma outra rapa da poesia e o poeta gaúcho, Carpinejar. E dá-lhe mais poesia.
No mais, os bate-papos com Valmir Jordão e Marcelino Freire foram de extrema relevância, para um monte de coisas que pretendo fazer em 2009. Quem Viver verá.
No mais, é isso.
Espero um dia conquistar Porto Alegre, assim como a cidade me conquistou.
Um abraço do amigo que acaba de chegar,
Sérgio Vaz
Daqui a pouco eu volto
SV
Saturday, November 08, 2008
Feira do livro de Porto Alegre
por aqui está tri bom.
Depois conto tudo.
vaz
Thursday, November 06, 2008
ELIANE BRUM LANÇA NOVO LIVRO
1ª MOSTRA CULTURAL DA COOPERIFA
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Tuesday, November 04, 2008
1ª MOSTRA CULTURAL DA COOPERIFA
Monday, November 03, 2008
DIA DE FINADOS - SÉRGIO VAZ
Preto Jota (Sabedoria de vida) - in memorian.
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Dia de finados - Sérgio vaz
.O dia de finados sempre passou batido pra mim, nunca fui frequentador de cemitério, nem tampouco de cultuar cadáveres.
Nada contra ninguém ou contra qualquer tipo de religião, eu só não gosto.
Gosto de deixar as pessoas vivas na minha memória, como se vivessem para sempre, assim como fiz com a minha mãe há alguns anos, no seu enterro, depedi-me de seu corpo, mas sempre que posso lembro de como era sua alma. Como era esperta a danada. Não sei como não enganou a morte.
Mesmo depois de falecer, minha mãe ainda estava mais viva do que muita gente que conheço, não só porque era minha mãe, mas pela paixão que tinha pelos dias. Ela era daquelas pessoas que sofriam, mas que sequer desconfiavam. De tão distraída, ria, como se fosse uma pessoa feliz.
Pois é, vai vendo os paradoxos: muita gente morta está viva, enquanto muita gente viva...
Quando era mais novo sempre tive medo dos mortos, e para piorar, o campinho onde eu jogava bola na infância e que mantinha vivo o sonho de virar jogador de futebol, virou cemitério, lá no Jardim São Luiz, periferia da Zona sul de São Paulo. Lugar que me ensinou que os fantasmas mais assustadores são aqueles que estão vivos, fingindo-se de mortos.
Hoje muitos sonhos estão enterrados ali, e a maioria, de jovens que morreram assassinados, por armas de fogo, ou pela frieza do estado. Acredito que lá tenha a mior quantidade de chumbo debaixo da terra por metro quadrado no país. E se juntássemos todas as lágrimas das mães que enterraram seus filhos ali, o mar seria pouco pra guardar.
Lembrando rapidamente das pessoas que se foram eu fiquei pensando: "será que estas pessoas que passaram em minha vida existiram de verdade, ou foi apenas minha imaginação?"
O Wilsinho, Bacamarte, Baianinho, Marcílio, Marcelo, Drácula, Ricardo, Meningite, Rina, Seu Hélio, Pelézinho, Miltinho, Chaca, Juarez e tantos outros, será que não foi invenção minha, poemas que não escrevi? Vai saber... este negócio de lembranças...
Gonzaguinha morreu. Nunca foi meu amigo, mas era como se fosse, fiquei muito triste com a sua morte. James Brow também.
Cartola ia fazer cem anos e não o conheci por um dia sequer, mas é como se estivesse vivo.
Silvio meu irmão morreu antes de conhecê-lo. Silmara também
China foi o primeiro cadáver que eu vi.
Morreu sobre as garrafas com um tiro na testa. Dizem que tentou reagir a um assalto. Demorei para esquecer esta cena, este morto me seguiu por vários anos, tempo em que me escondia debaixo das cobertas.
Tenho saudades da Cássia Eller. Da Elis. Do Quinho, meu cachorro.
Queria que o Preto Jota e o Jhay estivessem aqui para ler este texto, mas foram baleados pelo destino traiçoeiro das vielas escuras da deselegância.
Acho que se não fosse pelo Código Penal e os tratados de paz, metade da raça humana já teria sido assassinada, pela outra metade da raça humana. Que raça!
Não acredito em vida após a morte.
Só durante a vida.
Jaz.
52ª BIENAL DO LIVRO DE PORTO ALEGRE-RS
este final de semana vou participar da 52ª BIENAL DO LIVRO DE PORTO ALEGRE, se alguém quiser chegar... lá vou encontrar alguns amigos para colocar os assuntos em dia, e aproveitar para lançar o Colecionador de pedras lá nos pampas.
Vou participar do "sarau do Bezerra da Silva", sarau inspirado na Cooperifa, e que já começa a dar alguns resultados poéticos. Vai ser da hora.
É isso.
Sérgio Vaz
Sunday, November 02, 2008
PERDIDOS NA NOITE - O FILME
quando puderem, para quem curte cinema, assistam este filme. A Trilha sonora "Everybodys talking" de Glen Campbell, já diz o quanto é maravilhoso a história.
Por muitas vezes o fime dói na gente, mas a amizade dos dois "perdidos na noite" é de lavar a alma. E nos faz lembrar daqueles velhos e bons amigos que já não aparecem mais, aos montes, como antes.
Não deixem de ver. Escutem só a música de abertura, depois vocês me falam.
é isso.
Sérgio Vaz
O Cowboy da Meia Noite/Midnight Cowboy
EUA/1969/Drama/113′Realizador: John Schlesinger
Elenco: Dustin Hoffman, Jon Voight, Sylvia Miles
Sinopse: Um cowboy (Jon Voight) texano, bonito e inocente, tenta ganhar a vida em Nova York prostituindo-se com mulheres. Através da amizade de um marginal (Dustin Hoffman) descobre a face cruel da vida.
Prêmios: Ganhou 3 Óscares nas categorias de Melhor Filme, Jerome Hellman; Melhor Realizador, John Schlesinger e Melhor Argumento Adaptado, Waldo Salt, além de ter recebido outras 4 nomeações, Melhor Actor, Jon Voight e Dustin Hoffman; Melhor Montagem, Hugh A. Robertson e Melhor Actriz Secundária, Sylvia Miles.
- Ganhou o Globo de Ouro de Melhor Revelação Masculina, Jon Voight, além de ter sido nomeado nas seguinte categorias, Melhor Filme - Drama, Melhor Realizador, Melhor Actor - Drama, Dustin Hoffman e Jon Voight, Melhor Actriz Secundária, Brenda Vaccaro e Melhor Argumento Adaptado.
- Ganhou o Prémio OCIC, no Festival de Berlim.
Curiosidades
- Dustin Hoffman usou pedras no seu sapato durante toda filmagem para que a sua personagem (que é manca) ficasse convincente em todas as cenas.
- O Cowboy da Meia Noite foi o único filme classificado como “X” nos EUA a vencer o Óscar de Melhor Filme. Pouco após a premiação a sua classificação mudou para “R”.
- A participação de Sylvia Miles é a mais curta jamais nomeada ao Óscar. Ela aparece numa cena por apenas 6 minutos.
- Em 1994 o filme foi relançado numa edição especial remasterizada deste clássico, que inclui também um pequeno documentário e os trailers do mesmo. O lançamento aconteceu por ocasião do aniversário de 25 anos do lançamento do filme.
COLECIONADOR DE PEDRAS
Aristeu, otorrino.
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Ari era dono de uma boca pequena
E de um olho bem grande.
Zeca era dono de uma boca grande
Falava pelos cotovelos,
Mas não ouvia direito.
Então Ari
Meteu-lhe uma pernada
bem no meio da cara.
Sem dentes pra cuspir
Zeca perdeu a cabeça.
Agora com duas bocas
Ari trata melhor o nariz alheio.
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Sérgio Vaz








































































































































































































