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ontem no sarau da cooperifa foi a noite de comungar a palavra, a poesia e principalmente, a periferia. Não adianta, tudo que a Cooperifa faz, é em nome dela, pra ela, e quem mais chegar.
E olha que chegou gente de tudo quanto é lugar, desde de Assis, interior de São Paulo, a Porto Rico. Além dos nossos amigos e amigas de todas as quebradas de Sampa.
Foi uma noite maravilhosa, linda e inenarrável. E como diz Wésley Noóg: "É festa de favela, tem que saber chegar, chega no miudinho, chega devagar!"
Aí. Vocês precisam ver o clima de harmonia, mesmo com poemas fortes e poetas de personalidade, acho que ontem a comunidade foi tratada com o devido respeito. Eu acho que é isso que está fazendo a diferença: o respeito.
Estamos aprendendo com nossos erros. Também, já estava mais do que na hora, são quase oito anos de atividade, o que da mais ou menos 350 saraus. Pois é.
E pra quem não nos conhece, a gente ainda faz a chuva de livros, prêmio Cooperifa, Cinema na laje, mostra cultural, ajoelhaço, poesia no ar, sarau nas escolas, mas tudo feito com amor. E vocês sabem, quem ama erra.
A periferia está aprendendo a gozar. Fazer filho a gente já sabe.
É isso. Não é nada demais, é só o milagre da poesia.
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Abs.
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Sérgio Vaz
Vira-lata da literatura






















1 comentários:
Olá!
Conheci o blog através do site do Itaú Cultural, e gostaria de saber como poderia ter uma participação mais direta. Escrevo poesias em torno de 9 anos.
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