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Despedida
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Pai
Faltam-me palavras
A lâmina do medo
Percorre minha garganta
Tenho medo de sopra-las
E manchar meu corpo de sangue....
sigo sem nome.
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Falta-me luz
E a sombra em círculos
Escorre em meu caminho de pedras
Que se amontoam em minha frente
Tenho medo de topa-las
No escuro do deserto
E cair em braços diferentes....
sigo sem rumo.
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Faltam-me gestos
O silêncio do corpo
Devora minha alma
A calma manifesta
Em braços pálidos
E passos curtos.
Tenho receio de dançar
No sustenido mortal desta orquestra
Regida pelo labirinto da vida....
sigo imóvel.
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Falta-me alegria
Os espinhos das lágrimas
Espetam minha face
falida de afagos.
E a adaga triste da solidão
Fere meus lábios.
E com a ferrugem do meu beijo
Tenho medo de contaminar a multidão....
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Sigo triste.
Agora me falta ar,
Adeus.
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Sérgio Vaz
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*do livro "Colecionador de pedras (global editora)
Friday, June 19, 2009
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1 comentários:
O medo, sem dono, sem limite, sem identidade... o medo puro e simples de que todos os medos sejam mais que apenas os pesadelos carregados em nossa vigilia constante... medo, o pior de todos os conselheiros!
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