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estou pensando em lançar um novo livro, só que desta vez de crônicas, sei que é muita ousadia, e não é a minha praia, mas não custa tentar. São coisas que venho aguardando já algum tempo e queria dividir com outras pessoas. Tá pronto. Ontem dei o primeiro passo, depois passo a caminhada. Ainda não tem título. Vocês tem alguma sugestão?
São textos como "Gol contra" que lembram de um tempo da infância, que apesar da alegria da idade, era uma época em que o algodão não era tão doce.
Em breve. Muito breve..
Abs.
Sérgio Vaz

Gol contra - Sérgio Vaz
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No meu tempo de moleque ninguém tinha uma profissão em mente para se apegar no futuro, e todos, sem exceção queriam ser jogadores de futebol. E olha que naquela época nem dava tanto dinheiro assim. Mas não sei se pelo romantismo, pela magia ou simplesmente pela falta de perspectiva... sei lá, só sei que todos nós queríamos ser jogadores de futebol. Eu apesar da idade confesso que ainda quero.
Mas tempo passou, o Morumbi e o Maracanã envelheceram em mim e a memória, esse estádio vazio, toma dribles maravilhosos da lembrança, e tudo que me lembro foram os gols perdidos. Perdi muitos gols cara a cara com o goleiro, por isso não sou jogador, por isso não sou doutor. Tomei muita vaia do destino.
Não lembro de nenhum amigo desta época que tenha sequer passado na peneira de algum time profissional, poucos viraram doutores e uns tantos não "lerão" este artigo, se é que vocês me entendem.
A Violência sempre fez muitas faltas no nosso jogo, e quase todas por trás. Dói só de lembrar.
Apesar dos intervalos, lembro-me de partidas inesquecíveis, dessas que começavam pela manhã e seguiam tortuosas pela tarde, interrompidas apenas pelo almoço e o café das três.
São momentos inenarráveis passados com estes parceiros de time, esses meninos sábios e imortais, sem presente e sem futuro deslizando os pés descalços pelo chão. Corpos quase nus riscávamos a paisagem com nossas peles cravejadas de ossos e temperadas de suor. Eram os melhores momentos de um tempo em que o destino entrava de sola em nossas vidas.
Hoje em dia, aquele campinho de terra que esculpimos com as nossas próprias mãos é um grande cemitério, e muitos deles, craques interrompidos, estão ali, enterrados com seus sonhos, antes mesmo do jogo acabar.
Outros, por desrespeitarem as regras cometeram pênaltis desnecessários (?), e, por ordem dos juízes, foram mais cedo para o chuveiro.
Para minha tristeza muitos ainda continuam a cometerem faltas, sem medo de tomar cartões vermelhos ou amarelos, sem se importar com a força do adversário, sem se importar com a cor da camisa, sem se importar com os derrotados, se importando apenas em vencer, e vencer a qualquer preço.
Às vezes, muitos são substituídos com o jogo em andamento, alguns, antes mesmo de tocarem na bola.
Quando fecham-se as cortinas, perder sem jogar é uma derrota difícil de aceitar.
Por isso, quando a dor sai do vestiário e a saudade entra em campo, faço um minuto de silêncio, deixo uma lágrima rolar e jogo por eles a prorrogação.
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Sérgio Vaz


25 comentários:
"Os Bruttos Também Amam" é um bom titulo sem contar que é a sua cara!
Abraços Canto
Gostaria de deixar um grande abraço para você. Acompanho você pelo blog, e nunca fui ainda em uma noite literária no Zé batidão mas o tempo nunca é tanto quando você vê coisa boa acontecendo. Você foi uma grande alegria na Marilia Gabriela para mim achei o máximo a periferia chegando na CNT.
GOstaria que você desse uma olhada no nosso trabalho da Capoeira que é o Griô Urbano, interessante. http://www.projetoafrofuturismo.blogspot.com/
E vou deixar meu contato...
Grande abraço do marinheiro
marinheirocultura@gmail.com
Gostaria de deixar um grande abraço para você. Acompanho você pelo blog, e nunca fui ainda em uma noite literária no Zé batidão mas o tempo nunca é tanto quando você vê coisa boa acontecendo. Você foi uma grande alegria na Marilia Gabriela para mim achei o máximo a periferia chegando na CNT.
GOstaria que você desse uma olhada no nosso trabalho da Capoeira que é o Griô Urbano, interessante. http://www.projetoafrofuturismo.blogspot.com/
E vou deixar meu contato...
Grande abraço do marinheiro
marinheirocultura@gmail.com
Olá Sérgio;
Leio sempre suas postagens e tenho aprendido muito com você.
Sou de falar pouco, mas gosto muito de ouvir e ler, porque a gente aprende mais. Você têm sido um exemplo de luta, humildade, realização e respeito; sua força e convicção também me fazem forte e confiante.
Sobre o livro de crônicas, ouse! Sua ousadia é que nos move!
E como mulher, também adoro dar palpites! Essa é minha sugestão: “VISÃO PERISFÉRICA”,
O que remete a periferia e a esfera global, mundial, ou seja, uma visão periférica do mundo.
Fica aí minha sugestão, mas quando precisar de alguém pra ajudar a carregar o piano, pode contar comigo também, tamo junto, é só chamar! A gente é família!
Bjo
Olá Sérgio;
Leio sempre suas postagens e tenho aprendido muito com você.
Sou de falar pouco, mas gosto muito de ouvir e ler, porque a gente aprende mais. Você têm sido um exemplo de luta, humildade, realização e respeito; sua força e convicção também me fazem forte e confiante.
Sobre o livro de crônicas, ouse! Sua ousadia é que nos move!
E como mulher, também adoro dar palpites! Essa é minha sugestão: “VISÃO PERISFÉRICA”,
O que remete a periferia e a esfera global, mundial, ou seja, uma visão periférica do mundo.
Fica aí minha sugestão, mas quando precisar de alguém pra ajudar a carregar o piano, pode contar comigo também, tamo junto, é só chamar! A gente é família!
Bjo
Um filme? De quem é o filme? É da DGT? Por que se não for tá tomado!
É tudo nosso... Digo tudo no seu nome!!!
"O Riso do palhaço sem alegria"
também é um bom titulo e é a tua cara!
Mais eu sei que vc já tá com o livro pronto com titulo e tudo cê tá com um carta na manga senhor Poeta
Muita gente cresce querendo vencer a qualquer custo. Cresce no tamanho e na força, e na esperteza também. Tem aqueles que resolvem andar com más companhias, aprendem a cheirar, a usar uma arma, assaltar, matar. Mas o Eleilson não disse que isso faz parte da periferia? É isso. Muita gente cresce sem medo de cartões verdes, amarelos ou vermelhos, chega chegando com revólver ou fuzil, assalta trabalhadores em seus carros no Grajaú-Jacarezinho, chegam na favela com as coisas roubadas e se mostram como os heróis do morro. É mesmo, Vaz, muita gente cresce e não mede o que faz para vencer!! Aí, um dia, o BOPE sobe e, na briga, acerta com uma bala 762 a cabeça do guri que queria sempre vencer. Tristeza. Mas e aí, o maluco de revólver não queria se dar bem e assaltar para ter dinheiro fácil?
Falta cartão vermelho para bandido nesse país. Só tem cartão verde, para bandido rico e bandido pobre. Se depender do morro, bandido pobre nunca vai preso. [por Júlio Vargas[
"VOZES DO CORAÇÃO"
Acho interessante pois é assim que te vejo...vc fala com o coração...
Te admiro,pela força,pela vontade,pela determinação...Um grande abraço...(Mas fala logo,qdo vamos ter esse imenso prazer) de ter mais um livro seu...
Roseli(Lú Magalhaes)
Eba! Livro de crônicas! Mal posso esperar...
Acho a sugestão do Robson Canto ótima: Os brutos tambem amam
mas vou pensar em opções
abração
Eliane Brum
Olá Sérgio!! Como sempre, muita emoção nas suas palavras. Quando estiver pronto avise-nos pra adquiri-lo. Sucesso sempre. Alguns palpites, srrsrsr, se é que vc precisa. "Periferia em Cena", "Palco de Memórias", "Palavras que Movem", "Atitude". Grande abraço, Ester.
Ôpa, Sérgio Vaz!
Gosto de suas crõnicas. Boa de ler: muita memória emotiva pessoal (mas transferível - rsrs) e muito tempo concreto coletivo presente. Já te falei, não é? Você tem boas tiradas estéticas, principalmente nos jogos e trocadilhos linguísticos; na maneira fluída e, muitas vezes, irônica das citações e intertextualidades diversas; e, logicamente, no flagrante delito de temas e asuntos presentes e vitais na vida periférica. Porém sempre sem guetização.
Na questão da sugestão do título, você tá tirando nóis, né, Mon!?
Assim mesmo vai lá, vamos jogar: "Confissões de um Viralata"
Já existe, né? Mas que se foda: "Colecionador de pedras" também, né?"
Nelson Maca -
Cão da Raça Negra
"Boka Aberta...Lingua Solta"
Que tal esse nome!Tem tudo a ver com vc!!
Parabens!!!Abraços.
Lú Magalhaes.
Sergio, acabei de assistir sua entrevista no canal GNT.Não conhecia a cooperifa e achei fantástica.
Moro em Sorocaba interior de São Paulo e seu trabalho me inspirou a fazer algo pela pela periferia daqui.
Obrigada!
Mariana
Todo mundo acha qualquer trabalho na periferia fantástico. Pode ser Coopeerifa, pode ser Ferréz, pode ser Mano Brown, pode ser Guiomar, pode ser qualquer, mas qualquer coisa. Nossa antropologia petista ensinou que, quando pobre faz qualquer coisa, é tudo muito lindo. Foram-se aqueles gênios Pixinguinha, Noel Rosa, etc. Eles não existem mais. Pode ser qualquer coisa agora. O lulopetismo ensinou aos brasileiros que, desde que haja pobreza no meio, tudo fica lindo, maravilhoso. E sabemos que não é bem assim. Muitos funkeiros no Rio de Janeiro fazem propaganda do Comando Vermelho, como se o crime cometido pelos pobres fosse menos criminoso do que aqueles praticados pelos ricos. E sabemos que não é. Um rapaz pobre que pega num fuzil para matar outro rapaz da favela, isso é bonito? Para a esquerda é. E para a literatura periférica também. Se um rapaz negro e pobre entra para uma facção criminosa e vira bandido com fuzil, quem de vocês dirá que isso não é bonito? Vocês sabem condenar a burguesia que não paga imposto, mas vocês não tem um pingo de coragem para condenar as ações criminosas dos jovens criminosos. Tua entrevista na GNT enganou todo mundo, mas não me enganou, Sérgio Vaz. Tua entrevista na GNT me lembra o Lula quando pôs terno e gravata: você é como o Lula, tenta se fazer de gente decente. Mas tuas palavras não me enganam.
Daniela Seres
Daniela Seres, Azevedo, matias, etc.,
sempre a mesma pessoa, mas em nomes diferentes, não importa, quem viu um de vocês, viu todos.
Seus comentários são importantes pra mim, pois mostram que estou no caminho certo, e que tipo de pesoa não quero ser.
Puxa, vai vendo a ironia do destino, até mesmo uma pessoinha pequena como você é capaz de ajudar, mesmo sem querer, uma outra pessoa. Obrigado.
Heil Hitler!!!!
*Hi hi hi hi,desculpe, mas não resisti à brincadeira.
Abraços,
Sérgio Vaz
Vira-lata da literatura
caro sérgio,
muito bom ouvir você falar no gnt. nao conhecia nada do cooperifa, grande surpresa. que bom!
abrço,
gabriela
Olá Sergio Vaz!
Já estou ansiosa para ler este livro. Um nome que pensei pro livro é esse "Socializando Sonhos", pois vc é assim,suas idéias, pensamentos, sonhos, sempre socializa com as pessoas. Espero que goste.
Salve Serjão, essa idéia de um livro de cronicas é loca, já pensei nessa hipotese, até comentei com o Robson, demorô, é isso aí. O titulo sugerido por mim seria,Simplismente Vaz, é por aí. Paz!
fantimanumilde@hotmail.com
www.myspace.com/fantisolo
Salve Serjão é isso aí, esse livro estava demorando!
Fiquei sem palavras... e continuei sem elas por um tempo!
Um abraço,
Elis
O mistério do porvir será desvendado pelo passado e presente. Por isso, escreva o que você não escreveu ainda, mas gostaria de ter escrito; depois, reúna o que você já escreveu e gostaria de compartilhar com seus leitores em um livro de crônicas; finalmente, após organizar os textos que serão publicados, releia-os... Eles lhe dirão, talvez à noite, talvez de madrugada, sei lá, qual será o título mais plausível.
Se não ajudou, espero que não atrapalhe.
PS: Sérgio, não ligue para Daniela Seres.
Eu sugiro "Retalhos de Infância" ou... sem ler o livro como dar um título? Abraço forte e boa sorte.
Olá Sérgio.
Puta idéia, um livro de Crônicas, obrigado por isso, literalmente obrigado por isso. rs...
Crônivaz - Crônicas de Sérgio Vaz
Forte abraço.
Crônica Mendes.
OPs.
ou então, o livros poderia se chamar:
Fragmentos - Crônicas de Sérgio Vaz.
Dia após dia - Crônicas de Sérgio Vaz.
Bom, além do Crônivaz, pensei nesses outros dois nomes ae, somando-se assim, 3 sugestões.
Crônivaz.
Fragmentos.
Dia após dia.
É isso.
Abç
Crônica Mendes.
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