Friday, July 17, 2009

FUNDAÇÃO CASA - ARTE NA ACASA

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OFICINAS DE POESIA NA FUNDAÇÃO CASA
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Foto da fundação casa Unidade Abaeté/2008
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Povo lindo, povo inteligente, nesta semana -de segunda a quinta-feira-, realizei várias oficinas de poesia/sarau na Fundação Casa (Franco da Rocha, Raposo Tavares e Leopoldina) dentro do projeto "Arte na Casa" coordenado pela CENPEC, por isso andei meio ausente no blog, mas foi por uma boa causa: ajudar a poesia a pular os muros.
Não da muito para explicar sobre isso, só sei que é uma experiêcia muito rica, pra mim e para o meu trabalho. Conversando com os internos nesta semana descobri que mundo gosta de poesia, só que não sabe. É isso que estou fazendo já algum tempo, avisar as pessoas disso.
Quer seja através do sarau da Cooperifa, sarau nas escolas, poesia no ar ou oficinas na fundação casa, e é disso que tenho feito a minha vida.
Apesar de mau poeta, acredito que a gente tem que ajudar na formação de novos e bons leitores. por que se ninguém vai ler, qual a graça de escever?
Sei que alguém vai dizer que escreve para si, o que é muito importante, mas como poeta não posso escolher o leitor, ainda mais eu que quase não tenho. Escrevo pra mim também, mas gosto de dividir com as pessoas.
Eles, os meninos, também estão escrevendo pra caramba, fizemos várias rodas de leitura, e eles tem uma produção bem legal; uma poesia crua, doída, que fala de dor, saudade e de uma tristeza que não estanca nunca. Já disse antes, e repito: não sou juíz, sou poeta!
Distribuí alguns livros de presente para eles, e em uma unidade quis presentear individualmente os internos, mas eles não deixaram, disseram que os livros eram de todos, e que todos iriam ler. Tomara que sim.
No encontro na Raposo Tavares o sarau que fizemos foi tão louco, que no final fui intimado por eles a voltar para a gente realizar um grande sarau com a poesia deles. Disse que voltaria, mas alguns não acreditaram, disseram que a maioria das pessoas que vão lá e volta mais.
Eu, os funcionários pedagógicos, a Clara da CENPEC, a direção ficamos todos emocionados com a demostração de carinho e respeito que eles demostraram. Foi da hora.
Não é nada demais, nem sou advogado nem nada, só queria dizer ao mundão o que acontece por lá.
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Ah!, sabe o que eu respondi, adivinha?
-Tô junto e misturado!
A Clara da CENPEC já agendou mais uma pá de oficinas para agosto. Alguém que colar?
Aos poucos a vida vai me dizendo o porque de estar vivo. Aos poucos, também vou aprendendo a ouvi-la.
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Apesar da dor alheia, foram dias de alegria.
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Sérgio Vaz
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2 comentários:

r.c. said...

Poeta, eu tô nessa.
É só chamar.
Abraço

Maíra said...

Eu quero colar também!!!
me chama...
prof.maira@hotmail.com