Monday, June 29, 2009
PENSAMENTOS VADIOS
OFICINA POÉTICA NO EJA


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A COOPERIFA NÃO PARA
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Cinema na laje é um espaço criado pela COOPERIFA e que acontece quinzenalmente às segundas-feiras para exibições de documentários e filmes alternativos de todas as partes do Brasil e do mundo, exibidos gratuitamente para a comunidade. Também criado principalmente para dar luz ao cinema produzido pelos jovensda região, e levar cidadania através da sétima arte.O cinema Paradiso da periferia também conta com um lanterninha vestido a caráter para dar um charme especial no projeto.
A Entrada é franca. A Pipoca é grátis. E a lua sincera.

Documentário "VERSIFICANDO"
Dia 29 de junho (segunda-feira) 20HS
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Bar do Zé batidão
Rua bartolomeu dos Santos, 797 Chácara Santana
Zona Sul - SP
Inf. 58917403
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13 Produções
Direção: Pedro Caldas
Cor
52 minutos
Friday, June 26, 2009
CRÔNICA DE ANIVERSÁRIO
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São só 16.380 dias, parece pouco, porém de onde venho chegar nesses números são muito importantes. Nada a ver com numerologia, mas com sobrevivência. Nasci contra a vontade dos astros no vale do Jequitinhonha, norte de Minas Gerais, o lugar mais pobre do mundo. Dois irmãos não tiveram a mesma sorte. Minha mãe era negra, meu pai continua branco.
De forma irônica, a parteira que ajudou minha mãe a dar a luz tinha um olho só, mas com espírito iluminado, disse que eu era um bitelão. Era um vinte seis de junho de mil novecentos e sessenta e quatro, inverno no sudeste, as vinte e uma horas e trinta minutos, do signo de câncer. Um dia como outro qualquer, tanto é, que às vezes, até eu esqueço.
Cresci sem bolo, sem vela de aniversário, sem pedidos, sem brinquedos e sem desmerecer ninguém, durante muito tempo o travesseiro foi meu melhor amigo. Ele era triste também. Aprendi a dizer a verdade com ele. Mentir é coisa minha.
Demorei pra gostar de viver e tinha uma tristeza que me visitava até mesmo nos dias de alegria. Por conta disso, aprendi a sorrir com economia. Quando dei por mim, por conta do desuso, alguns dentes me abandonaram. Deixava pra rir aos domingos.
Não tinha nem oito anos vi um homem morto caído nas garrafas dentro de um bar. Ele tinha um buraco na testa. Durante muito tempo achei que os fantasmas que me adotaram saíam dali. Daquele buraco. Não senti pena. Nem medo. Nem inveja.
Como naquela época morria muita gente assim, com buracos no corpo, acharam por bem fazer um cemitério onde meu time jogava bola. Se já não bastassem os meus fantasmas...
Quando o asfalto chegou tatuando as ladeiras, descia de carrinho de rolimã rindo como se fosse feliz, como se fosse outro. Não sei porque, mas o carinho do vento deixava a gente besta. Tinha um amigo que morava num barraco de madeira que ria também. Um vez, eu e ele, fizemos um carrinho com pedaços da sala da mãe dele.
Um dia, cansado de bolinha de gude e empinar pipa em dias sem vento, a maça do amor lambeu meu coração. Achei que estava doente. Tão desacostumado com a alegria, chorei de felicidade. Lágrimas doces. Não é coisa de poeta, eram doces mesmo. Meu travesseiro chorou também. Foi a primeira vez que me senti um bitelão. Não lembro mais do rosto dela. Ela tinha todos os dentes, mas era eu quem ria pelos dois. Como ria naquela época.
Nessa época comecei a trabalhar todos os dias: Sábados, domingos e feriados.
Ainda por cima servi o exército, então não era uma, mas sim, duas senzalas. Um escravo para duas senzalas. Meu irmão fugiu. A escrava Isaura levava uma vida bem melhor que a minha. Ainda por cima ela não tinha que estudar. Era branca. E novela, por mais longa que seja, tem hora pra acabar. Pra mim todo bar tem um pouco de navio negreiro.
Lendo Victor Hugo descobri que já não era escravo de ninguém. De nada. Só de mim mesmo.
Cansado da banda de Chico, "fim de semana no Parque Santo Antônio" dos Racionais me pegou à toa na vida. Analfabeto, escrevi alguns poemas que viraram livros. No lançamento fiz frango frito com salada de maionese. Isso já faz vinte anos. Ou, sete mil duzentos e oitenta dias.
Numa fábrica sobre ruínas ajudei a construir um sonho que tinha, sem saber que tinha, em seguida, o sarau, que ensinou outras pessoas a gostarem de poesia na periferia. O GOG estava nesse dia que a gente botou fogo no pavio. Ele viu.
Tem gente que voltou a estudar só para aprender a escrever poemas. Foi no sarau que conheci o seu Lourival, Dinho Love e Dona Edite. E mais um bando de gente sem noção da realidade. Gente que sonha enquanto faz. Um povo lindo e inteligente.
Tem dias que o sarau tem mais de duzentas pessoas ouvindo e falando poesia. Outras pessoas também escreveram livros na quebrada. Tem gente que não gosta de mim por causa disso. Outras já gostam. Vai entender. Engraçado, de tanto sofrer acabei fazendo outras pessoas felizes.
Uma vez uma estava sorrindo distraidamente e uma pessoa me perguntou por que, naquele tempo não sabia, agora eu sei. O amor de deu uma mulher e uma filha. Família me deixa feliz.
Michael Jackson Acaba de morrer. Gostava mais dele quando era preto. Lá pelos anos setenta, quando eu era triste também. Sabia dançar, agora... Perdi alguns amigos que não sabiam que gostava deles. Devia dito quando vivo. Não acredito em vida após a morte. Gosto de risco de desaparecer.
Está a maior garoa lá fora. Faz frio também. Dias de frio são bons para remoer lembranças. Meu aniversário cai sempre na época de frio. Por isso careço de abraços. E de fogueiras.
Não sei quem me disse que estou ficando velho, desconfio que seja o contrário. Apesar dos cabelos que começam a embranquecer estou aprendendo a ser jovem, mas quando corro não da pra disfarçar que passei dos quarenta.
Queria agradecê-los. São 16380 dias. Sozinho ia ser foda.
Sintam-se abraçados.
A POESIA NÃO PARA
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SARAU RAP
Povo lindo, povo inteligente, a poesia não me da descanso, e tampouco estou cansado, por isso, é pau no gato sem massagem. Ontem rolou mais um sarau rap, evento que faço na Ação Educativa e que me enche de orgulho e esperança na poesia que vem sendo propagada na periferia.Thursday, June 25, 2009
SARAU DA COOPERIFA...
Povo lindo, povo inteligente o sarau da Cooperifa de ontem foi simplesmente maravilhoso, catártico e possivelmente a noite mais maravilhosa do ano. Bom, pelo menos na minha opinião. Tinha umas trezentas pessoas, ou mais, sei lá, só sei que estava lotado, dentro e fora, gente querendo entrar às 22hs30 quando o sarau já está perto do fim. E a gente ainda estava esperando um grupo de 30 pessoas do Itapoesia de Itapecerica da Serra, que não sei porque não vei, já pensou...
gente de tudo quanto é lado, de todas as cores, dores e lugar, tudo no mesmo espaço, convivendo como todo dia deveria ser, com respeito e harmonia. Estamos aprendendo e ensinando ao mesmo tempo.Só de poetas tinha mais de cinquenta, cada qual com seu jeito, com a sua força, seu estilo. E ontem rolou um puta respeito, pois todo mundo conseguiu falar até às 23hs que é o horário que está combinado com a comunidade para acabar. Muita gente não sabe, e acha que é chatice, mais tem dia que algumas pessoas ficam sem falar, aí...
Ontem a palavra foi comungada com elegãncia e a periferia do extremo sul de São paulo teve uma noite repleta de magia, que só a literatura é capaz de proprorcionar. Agora sei porque alguns intelectuais não querem saber de gente pobre se metendo com a literatura. É porque o bagulho é mó da hora. Poesia é do caralho. Poesia deixa a gente mais feliz. literatura deixa a gente mais esperto. Literatura deixa a gente mais humilde, porém com a raiva necessária para suportar as dores do dia a dia.No sarau da Cooperifa a gente usa e abusa de literatura, numa noite como a de ontem, a gente tem quase a certeza que um dia a literatura vai ser democrática, e que ninguém mais vai se incomodar de ouvir palavra bonita na boca de gente "feia".
A POESIA NÃO PARA
SARAU RAP - Poesia das ruasDia 25 de junho (quinta-feira) 20hs
Iniciativa do poeta Sergio Vaz, o Sarau do Rap é realizado em parceria com a Ação Educativa e acontece toda última quinta-feira do mês.
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Wednesday, June 24, 2009
ANTÍDOTO
Violência, pobreza, desigualdade. Qual o antídoto, qual a solução?O que você faria?
Entre hoje e sexta-feira, o Itaú Cultural e o Grupo Cultural AfroReggae promovem debates para discutir possíveis soluções para a violência. Convidados do Afeganistão, do Brasil, do Canadá, do Líbano, da Nigéria, da Palestina e do Sudão contam suas experiências e propõem alternativas na quarta edição do Antídoto - Seminário Internacional de Ações Culturais em Zonas de Conflito. Se você não estiver em São Paulo, assista à transmissão ao vivo dos debates em itaucultural.org.br. Para saber mais, acesse o hotsite Antídoto 2009.
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SARAU DA COOPERIFA
A literatura na periferia não tem descanso, a cada dia chega mais livros. A cada dia chega mais escritores, e, por conseqüência disso, mais leitores.
Só os cegos não querem enxergar este movimento que cresce a olho nu, neste início de século. Só os surdos não querem ouvir o coração deste povo lindo e inteligente zabumbando de amor pela poesia. Só os mudos, sempre eles, não dizem nada. Esses, custam a acreditar.
Não, não é Alice no país da maravilha, mas também não é o inferno de Dante.
Tuesday, June 23, 2009
SEMANA DO MEIO AMBIENTE DO EXTREMO SUL DE SP 2009
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SEMANA do Meio Ambiente 2009
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As novas dimensões das manchas urbanas se tornaram um marco importante do novo ciclo urbano. Em 1960, existiam no mundo 64 cidades com mais de 1 milhão de habitantes; ao final dos anos 80, o número saltou para 272, atingindo em 1995 a marca de 316. E a previsão da ONU, de que 28 aglomerações teriam mais de 10 milhões de habitantes na virada do século, foi confirmada por dados do início desta década.
Assim, observando a cidade de São Paulo a partir dos anos 50 até o final do século XX, e principalmente neste início do XXI, podemos constatar um fenômeno que auxilia a análise de sua conjuntura atual. A história urbana e econômica nos mostra que, no momento de instalação da grande indústria, as regiões mais desenvolvidas do país competiam tendo como parâmetros decisivos os seguintes elementos: disponibilidade de energia barata; presença de grandes glebas para abrigar as plantas industriais; e um sistema rodoviário bem estruturado e conectado a um terminal portuário. Esta conjugação favoreceu o município de São Paulo na década de 1950, quando o governo federal elegeu os municípios vizinhos - o ABC paulista -- como lugar estratégico para a instalação da grande indústria nacional. Ali estavam as unidades indústrias e no município sede se localizou todo o aparato e suporte para a atuação da grande indústria.
Rompida a cadeia produtiva, cuja localização concentrada em distritos industriais suburbanos é definitivamente ultrapassada, uma longa lista de impactos começa a emergir no território urbano. Ao longo da década de 1990, os estudos mostraram que é na cidade e no território urbanizado que o fenômeno da globalização deixa transparecer a sua face mais contraditória.
Explorar o meio ambiente com responsabilidade e sustentabilidade, além de propiciar uma exploração dos recursos disponíveis por tempo muito maior, permite ainda um ganho em qualidade de vida e uma melhoria financeira das populações envolvidas.
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Semana do Meio Ambiente 2009
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A Semana do Meio Ambiente 2009 começa a ser preparada na região de M' Boi Mirim.
Uma série de atividades será realizada no mês de junho, para refletir sobre a sustentabilidade local.
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Tendo sido a região que mais se industrializou no paradigma instaurado nos anos 50, de substituição de importações, a zona sul de São Paulo recebeu um enorme fluxo migratório que, na ausência de uma política pública de desenvolvimento urbano, levou a um crescimento caótico gerando situações de imensa precariedade para extensas camadas da população. Parcela significativa da população vive, circula e trabalha em condições inaceitáveis, incompatíveis com a riqueza gerada pela cidade.
Dr. Augusto Rossini membro da promotoria comunitária e mediador do Grupo Organizado de valorização da vida entende que o seminário pretende trazer para debate questões vinculadas ao desenvolvimento sustentável da cidade, proporcionando intercâmbio de experiências, participação da comunidade no planejamento urbano-ambiental juntamente com poder público, para poder interagir no processo de nossa cidade.
"As práticas socioambientais fazem parte da nossa rotina e é nosso papel atuar como disseminadores de uma postura ambientalmente responsável" comenta Henrique Abreu, membro eleito pela comunidade para representar o conselho de desenvolvimento sustentável, meio ambiente, e cultura de paz de M' Boi Mirim.
O enfoque que norteará as atividades desse ano é moradia nas áreas de mananciais. O evento conta com atividades que envolvem toda a comunidade e contribuem para o desenvolvimento sustentável.
Este evento tem em apreço:
a) o cadastramento de famílias a serem removidas;
b) a apresentação e discussão do projeto de remoção e reassentamento junto aos movimentos e lideranças locais e de moradia;
c) a seleção de áreas para a implantação de novas unidades habitacionais;
d) a elaboração, revisão ou atualização dos projetos específicos (viário, redes de drenagem, sistemas de água e esgoto, iluminação, urbanização,etc.);
e) a regularização jurídica das áreas adquiridas, envolvendo a regularização da posse, se for o caso;
) acompanhamento social.
*27/06/2009 Seminário moradia e meio ambiente, mostra de documentários e debate com poder público no Céu Guarapiranga ás 08hs.
Estr. da Baronesa, 1.120
SARAU DA COOPERIFA
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CAMINHOS POÉTICOS DA EDUCAÇÃO
CAMINHOS POÉTICO DA EDUCAÇÃO.
Dia 26 de junho sexta-feira 19hs30
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Oficina literária com o poeta Sérgio Vaz
EJA
(Escola de jovens e Adultos)
Rua Manoel Leite da Cunha, 70 Parque São Joaquim
Taboão da Serra - SP
F. 41385175
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SARAU RAP
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Dia 25 de junho (quinta-feira) 20hs
Iniciativa do poeta Sergio Vaz, o Sarau do Rap é realizado em parceria com a Ação Educativa e acontece toda última quinta-feira do mês.
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CINEMA NA LAJE
Cinema na laje é um espaço criado pela COOPERIFA e que acontece quinzenalmente às segundas-feiras para exibições de documentários e filmes alternativos de todas as partes do Brasil e do mundo, exibidos gratuitamente para a comunidade. Também criado principalmente para dar luz ao cinema produzido pelos jovensda região, e levar cidadania através da sétima arte.
O cinema Paradiso da periferia também conta com um lanterninha vestido a caráter para dar um charme especial no projeto.
A Entrada é franca. A Pipoca é grátis. E a lua sincera.
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Sinopse:
Todas as grandes culturas orais do mundo desenvolveram formas de improvisação poética. No Brasil das muitas influências étnicas e culturais, isso só poderia ser fonte de uma diversidade sem paralelo.
Uma criação da 13 Produções, Versificando busca captar as origens, as formas e os sentidos do verso improvisado na cultura musical brasileira, convidando a um passeio que percorre desde os gêneros mais antigos do improviso poético no país, como o repente, a embolada, o jongo e o cururu, até os mais recentemente estabelecidos, como, o samba de partido-alto e o hip-hop freestyle, viajando na São Paulo pluralista pelas diferentes vertentes da arte de se cantar de maneira improvisada.
Em saborosas visitas aos principais artistas, estudiosos e conhecedores dos diferentes gêneros musicais do verso improvisado, Versificando é uma porta de entrada para o que há de mágico nessa (nem sempre) efêmera forma de expressão artística.
Monday, June 22, 2009
SEMANA DE ANIVERSÁRIO
Sunday, June 21, 2009
NESTA QUINTA-FEIRA TEM SARAU RAP
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Projeto "Poesia das Ruas" Ritmo e Poesia.
O Projeto Poesia das Ruas é um sarau dirigido a rimadores e rimadorasdo Rap.É um espaço para o exercício da criação poética.Sem música, MCs declamarão suas letras, compartilhando talento literário.
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Fundador e coordenador do Sarau da Cooperifa, Vaz, pretende buscar,através da oralidade, um incentivo para a criação poética.Rap é ritmo e poesia (rythman and poetry).
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Ação Educativa
Rua: General Jardim, 660 - Vila Buarque - SP
Entrada: Gratuita
Capacidade de lotação: 200 pessoas
COTAS JÁ!
Povo lindo, povo inteligente, esta semana de moda "Fashion Week" que aconteceu em São Paulo novamente o assunto sobre cotas de modelos Negros no desfile veio à baila, e como sempre, muita discussão sobre o tema, que pouco avança em solução, mas uma coisa em especial me chamou atenção. É que alguém, não me lembro o nome agora, disse que o negro precisava conseguir o espaço com esforço próprio, e que essa coisa de cota só desvalorizaria o trabalha da pessoa, e coisa e tal.
outro dia também participei de uma reunião com intelectuais da literatura que estavam preparando um novo prêmio para novos e velhos talentos da escrita. Num dado momento alguém que se esbarrou em mim por acaso com o olhar me perguntou o que achava. Disse que era legal, mas que precisávamos fazer uma coisa parecida aqui na periferia, já que a cena literária não para de crescer, e blá, e blá, enfim.
Mas aí um cara me falou:
-Mas aí, se criar um prêmio pra periferia vai criar uma divisão...
-Sim, é isso que eu quero: dividir. - Argumentei.
Lógico que ninguém ouviu o que eu disse, e o mínimo que consegui foi apenas um mal- estar na roda literária. Nunca mais fui.
Por que será que as pessoas tem dificuldades para dividir as coisas?
E se as pessoas não tem oportunidades iguais, como disputar de igual para igual?
Tudo se resume a uma coisa só: falta de generosidade. E o que mais me preocupa é que a maioria das pessoas que são contra, são cristãs, seguidoras de cristo.
Sim, Cristo, aquele mesmo, o que dividiu os pães e distribuiu os peixes com os mais carentes, que faz cego enxergar, surdo ouvir (?) e deficiente andar, que pregou a paz entre os seres humanos.
Já pensou, no que uma pessoa que acredita no diabo é capaz de fazer então?
Xô satanás, já temos demônios demais aqui na terra.
Juro que pra mim é difícil entender porque uma pessoa que já tem sapatos se incomoda
quando alguém descalço também quer um. Essa tal gente do bem, me enche o saco com tanta maldade.
Essa gente prefere que lhes roubem os tênis a entrelaçar os cadarços. Prefere ficar com as mãos para o alto a retirar as pedras do coração. Prefere o medo do semáforo a abrir as portas da escuridão.
Se alguém puder me responder, por favor, responda: "que gente é essa?"
O diabo devia reservar uma cota de 100% no inferno para essas pessoas. Mas não em qualquer inferno, no nosso, onde a maioria do nosso povo vive.
*Assistam trecho do maravilhoso filme " O grande debate" que encerram meus argumentos a favor das cotas.
Friday, June 19, 2009
UM LIVRO DE CRÔNICAS
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Abs.
Sérgio Vaz

Brasinhas do espaço,
Eram criaturas
De um planeta imaginário.
Herméticos neste mundo
Todos se chamavam Speed Racer,
E falavam uma língua estranha
Que os adultos não entendiam.
Vorazes,
Alimentavam-se de sonhos,
Liberdade, vento,
De K-suco e pão com mortadela.
Esses monstrinhos
Queriam dominar a terra.
Chegavam aos montes
Descendo ladeiras,
Pilotando naves exóticas
Feitas de tábua de compensado
E rodinhas de rolimã.
Não fosse o tempo
Teriam dominado o universo.
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Sérgio Vaz
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*do livro Colecionador de pedras
Vídeo-poema "Porém" tem 8000 acessos no youtube
o vídeo-poema "Porém" (poema extraído do livro Colecionador de pedras) produzido pelo Gustavo atingiu 8000 acessos no youtube. Sei que não é nada, mas pra gente que não vende muitos livros, é uma forma da nossa poesia atingir um número maior de pessoas.
São essas pequenas vitórias que mantém a gente firme na luta. Obrigado.
Se por acaso você ainda não viu, acesse e dê uma moral pra esse vira-lata da literatura, que vive por aí fuçando o lixo alheio.
Abs.
SV
DESPEDIDA (uma pequena homenagem à Violeta Parra)
Despedida
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Pai
Faltam-me palavras
A lâmina do medo
Percorre minha garganta
Tenho medo de sopra-las
E manchar meu corpo de sangue....
sigo sem nome.
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Falta-me luz
E a sombra em círculos
Escorre em meu caminho de pedras
Que se amontoam em minha frente
Tenho medo de topa-las
No escuro do deserto
E cair em braços diferentes....
sigo sem rumo.
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Faltam-me gestos
O silêncio do corpo
Devora minha alma
A calma manifesta
Em braços pálidos
E passos curtos.
Tenho receio de dançar
No sustenido mortal desta orquestra
Regida pelo labirinto da vida....
sigo imóvel.
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Falta-me alegria
Os espinhos das lágrimas
Espetam minha face
falida de afagos.
E a adaga triste da solidão
Fere meus lábios.
E com a ferrugem do meu beijo
Tenho medo de contaminar a multidão....
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Sigo triste.
Agora me falta ar,
Adeus.
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Sérgio Vaz
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*do livro "Colecionador de pedras (global editora)
Thursday, June 18, 2009
VAMOS À LUTA
SARAU DA COOPERIFA AQUECE FRIO DE SÃO PAULO
Wednesday, June 17, 2009
COMENTÁRIOS NO BLOG
Povo lindo, povo inteligente,
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Sérgio Vaz
Vira-lata da literatura
Tuesday, June 16, 2009
SARAU DA COOPERIFA
Os Miseráveis filhos de deus
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OS MISERÁVEIS FILHOS DE DEUS - Sérgio vaz
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Eles não tem dentes, eles não cortam os cabelos, eles não tomam banho, pedem-nos esmolas, dormem no nosso caminho de casa, e nós, a não ser que peguem fogo, simplesmente não os vemos.
Um por um.
REPRISE DA ENTREVISTA
Monday, June 15, 2009
HOJE É DIA DE CINEMA NA LAJE
* Se tiver muito frio o filme será exibido no bar
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MUITO ALÉM DA MÚSICA
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Venha descobrir porque o padrinho do soul é considerado uma dos maiores
ídolos negros da história da humanidade

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A NOITE QUE JAMES BROWN SALVOU BOSTON
De David Leaf
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Dia 15 de junho (segunda-feira) 20hs30
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Laje do Zé Batidão
Rua bartolomeu dos Santos, 797 Chácara Santana
Zona Sul - SP
If. 72074748.
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“A noite que James Brown Salvou Boston” é um documentário que mostra a reação da população negra norte-americana após a morte de Martin Luther King, em abril de 68. Na noite de 5 de abril de 1968, os EUA arderam em chamas, literalmente. O caos se instalou em mais de cem cidades, depredadas e incendiadas após o assassinato do líder negro Martin Luther King, no dia anterior. O mesmo teria acontecido em Boston, mas James Brown evitou esta tragédia. Prevendo tumultos, o prefeito de Boston pensou em cancelar uma apresentação de Brown agendada para aquela noite, no ginásio local, mas concluiu que a medida poderia ampliar a revolta. Então decidiu pôr em prática um plano arriscado: transmitir o show pela TV para tentar manter os negros em suas casas. As palavras de James Brown evitaram inúmeros distúrbios na cidade. Conheça essa surpreendente história neste documentário emocionante..
Direção: David Leaf
Saturday, June 13, 2009
GOG ESCREVE PARA ANA CARLA (meu luto é minha luta)
Olá Ana Carla,.
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BOCA SUJA

Boca suja
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Porra
caralho
a fome
é foda.
Respeitar o que,
seus filhos da puta?
Ficam aí
cagando leis
no caminho da gente...
É isso mesmo:
vão pra puta que pariu!
Bando de cuzão.
Ontem
vi seus eleitores
pedindo esmola na calçada,
tinha até criancinha.
Não viu não, seu merda?
É isso mesmo,
boca vazia
fica nervosa
e suja fácil.
Vão tomar no cu.
Agora eu é que sou indecente. Sei.
Ainda tem
uns cu de burro
que tem coragem
de ir à missa
no culto rezar pra cristo ajudar.
É um milagre
que o povo não se revolte
e coma as vísceras dessas hienas.
E deus,
tá fazendo o que que não vê isso?
Não rezo. Pra ninguém.
Criança comendo
resto de comida
e os vermes vendendo
pedaço de céu.
Os putos
não dão um puto
pro pedaço de pão
e ainda bota tudo
na conta do pecado.
Eu é que não digo amém.
É foda
uns roubam pra comer
e uns comem pra roubar,
e quando acabar
o indecente sou eu.
Não, ninguém tem culpa,
a culpa é minha
que cuspo palavras
de baixo calão. Só.
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Sérgio Vaz
Friday, June 12, 2009
BATE-PAPO COM MARÍLIA GABRIELA
Thursday, June 11, 2009
UMA PEQUENA HOMENAGEM AO AMOR
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Os Brutos também amam - Sérgio Vaz
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Sem o menor traquejo com a poesia, e devoto da Santa adolescêscia das bocas desamparadas, recitava em meus pensamentos coisas do tipo: “Deus, por favor... faça o tempo parar... faça com que minhas pernas parem de tremer”.
Se alguém um dia se encontrar com deus, e se realmente ele existir, pergunte a ele, ele vai confirmar.
Enquanto a música brincava de ser feliz às minhas custas, colado aquele anjo, fui me deixando levar cantando baixinho o refrão ao seu ouvido: “letis guere riron...”.
Putz, se não sei inglês hoje, imagine com quinze anos, coitada.
Tirando o cheiro de terra depois da chuva, almíscar tem cheiro de eternidade.
Havia pensado neste dia há semanas, mais precisamente, quinze anos.
Beijei-a por uma tarde inteira com todas as bocas que tinha o meu pequeno coraçãozinho de menino apaixonado. Que tarde!
Por conta desta troca divina de saliva, e na dúvida, nunca mais cuspi no chão.
E como sou testemunha desse amor quero lembrá-los que por mais belo que seja a lembrança do primeiro beijo ou do primeiro amor, nada, absolutamente nada, é mais importante que o último.
E todo dia é pra sempre.
CINEMA NA LAJE
Sinopse:
Preto e Branco
legendado
SARAU DA COOPERIFA DA DE GOLEADA NA CHUVA
Povo lindo, povo inteligente, não adianta nada a novela, jogo do Brasil ou a chuva, nas noites de quarta-feira o sarau da Cooperifa da de goleada no marasmo. E ontem não foi diferente, o bagulho foi da hora. Lançamento do livro da Suzi Frankl sobre literatura marginal, lançamento do jornal Boletim do Kaos, e pasmem, 49 poetas se apresentaram na noite. Quarenta e nove poetas!Wednesday, June 10, 2009
NEGROCÍDIO - NELSON MACA
SARAU DA COOPERIFA
Sobre a obra: primeira publicação da Coleção Work in Progress (Publiel/Unicamp, 2008), o livro foi fruto de dois cursos de pós-graduação sobre o tema. Tendo em vista as noções de identidade e alteridade em debate desde pelo menos a década de 50 do séc. XX, este livro in progress estuda como algumas manifestações literárias abordam identidades sociais próprias de movimentos revolucionários terceiro-mundistas, tais como as identidades raciais e a violência. Na hoje chamada Literatura Marginal ou Periférica, procura os índices de concepções libertárias e igualitárias. Para tanto analisa, nos romances e poemas propostos, como são caracterizados os pobres e os negros.
A intenção é dar continuidade ao exame das obras da literatura marginal e periférica que vêm sendo produzidas e publicadas, a fim de acompanhar as linhas de desenvolvimento do movimento cuja importância social é inegável – e cuja importância para a história da literatura brasileira poderá se revelar já, ou em prazo difícil de ser predito.
Sobre a autora: Suzi F. Sperber nasceu em São Paulo em 1939. Apesar do nome e da cara, é brasileira genuína. Filha de mãe luterana e pai judeu, é católica casada com judeu. Com pai suicida, passou a vida afirmando a vida e acolhendo a positividade. Estudou a obra de Guimarães Rosa. Publicou, entre outros, “Caos e Cosmos – Leituras de Guimarães Rosa” (1976) e “Guimarães Rosa: Signo e Sentimento” (1982). Reeditou “Natalika”, do poeta Guilherme de Almeida (1993). Coordena desde 1996 o LUME (Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais da UNICAMP).
Monday, June 08, 2009
BOCA DE OURO
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COLECIONADOR DE PEDRAS VENDE MAIS QUE O NOVO LIVRO DO CHICO
Bate-papo com Marília Gabriela
Povo lindo, povo inteligente, dias atrás fui ali bater uma papo com a jornalista Marília Gabriel na GNT. Falamos um pouco sobre os meus vinte anos de poesia, Cooperifa, mas principalmente sobre literatura, minhas influências, os livros que li, o que achei da hora. Saturday, June 06, 2009
SEXTA-FEIRA FOI DIA DE SARAU NO EJA "DALVA BARBOSA"
Friday, June 05, 2009
NOSSA SENHORA DA ESQUINA - AUGUSTO
Nossa Senhora da esquina - Augusto (p/ Marçal Aquino).
Morreu ontem,
com muita dignidade,
a puta mais velha da cidade.
Da sua idade
não estou bem certo,
mas sei que dos oitenta
chegou perto.
Veio a morte
pela parede fria
do seu quarto,
onde jazia
um quadro de São Jorge.
Usava um antigo
vestido vermelho,
mesma cor do batom na boca,
que nunca abriu pra falar mal do governo.
Por esposas iradas,
mas de uma vez,
foi desafiada.
Sofreu sevícias
na mão dos homens
da policia.
Um cliente muito terno,
que escrevia poesia
sem um caderno,
lhe jurou amor eterno.
Deu jóia,
roupa cara
comida para o sustento...
Mas ela fugiu
quando ele propôs a ela
um casamento.
Ela não se contentava
com paixões reles.
Não queria ser tratada
igual as outras mulheres.
Que se vendem para os maridos,
pr´os patrões e para os filhos;
em suas sinas resignadas...
A troco de nada!
Preferiu os bregas,
o Parque do Ibirapuera
e idas ocasionais a São Vicente.
Sempre achou deprimente
visitar o filho no domingo.
Macarrão
Faustão
e a nora tida como santa.
Espanta esse critério
que define
o que é
e o que não é
sério.
A puta mais velha da cidade...
Morreu sem alarde
sem companhia.
Morreu de pneumonia;
mas não houve melancolia
e nem luto.
Com sua morte anunciada,
as putas os putos
largaram as calçadas do Trianom
e foram fazer folia
lá longe, na periferia,
em que ela morava.
Foi um grande frissom!!!
Teve festa com seresta
com samba e com cachaça.
Veio criança, velho,
politico...
E até o padre, sumido,
deu o ar da sua graça.
Todos celebraram a passagem
daquela dama fina
que um dia
saiu menina
do raio da silibrina.
E agora é canonizada
a Nossa Senhora da Esquina.
Literatura e resistência
A PERIFERIA NÃO PARA
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Povo lindo, povo inteligente a periferia não para, mil fitas, mil trutas e nenhuma treta. E ontem foi dia do Ferréz lançar seu documentário "Literatura e resistência" no Itau Cultural na abertura do Antídoto, sobre seus 11 anos de correria e de luta pela literatura. POESIA NO MEMORIAL DA AMÉRICA LATINA

Povo lindo, povo inteligente, como a poesia não pode parar, nesta quinta-feira fui participar de um encontro de Poesia lá no Memorial da América Latina junto com o Sacolinha, Rui Mascarenhas, Frederico Barbosa e o Antônio Vicente Pietroforte, com a presença dos alunos e Professores do curso de letras da Uninove.Thursday, June 04, 2009
SARAU DA COOPERIFA AQUECE FRIO DE SÃO PAULO
Povo lindo, povo inteligente, tô meio atrasado nos textos porque a correria está muito louca, não para. É aqui, ali e acolá. Estou tipo aquela música: "é só chamar que eu vou..." E naquele frio de quarta-feira o sarau pegou fogo novamente. lançamento do livro do Afro-x, presença do Ferréz e de gente maravilhosa de uma pá de lugar. E é claro, o presente maior, era aniversário do Zé Batidão, nosso mecenas. Noite quente.É isso. Fui.
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Sérgio, Vazgabundo
Wednesday, June 03, 2009
COLECIONADOR DE PEDRAS

Tuesday, June 02, 2009
FÁBRICA DE ASAS - SÉRGIO VAZ
Fábrica de asas - Sérgio Vaz
com número e letras
asas e poemas.
Para colher lírios,cravos e alfazemas.
Agricultor,
o bom mestre sabe,
que espinhos e pétalas
fazem parte da primavera.
Porque ensinar
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A escola para mim sempre fora um lar. Minha classe, como se fosse o quarto que sempre sonhei, mas que nunca tive. O Pátio, a sala de estar. E o melhor de tudo, com todos os meus amigos morando junto comigo.
E por gostar tanto da escola e não gostar de estudar, repeti de ano duas vezes, na 3ª série do primário e na 7ª série do ginásio, parece pouco, mas para quem só fez o colegial, é como se o futuro andasse em direção ao passado. É como se a gente colasse da pessoa errada.
Minha matéria preferida sempre fora o recreio, e a bagunça era uma prova para o qual não precisava estudar, e se ficar em silêncio enquanto escrevo este texto, sou bem capaz de ouvir a molecada descendo as escadas depois do sinal, como uma manada enfurecida -entorpecida pela magia da infância-, correndo pra casa. Ou quem sabe, fugindo do lar.
Num tempo em que a merenda para alguns era a única refeição, na periferia, “lar” e “casa” eram duas coisas extremamente diferentes, e se nós, os filhos da dor, desenhávamos nosso momento com giz colorido, em casa, muitas famílias escreviam a alegria a lápis, para que ficasse mais fácil para a tristeza apagar.
Outra coisa que gostava muito na escola era dos professores, só naquele tempo eu não sabia, descobri somente anos depois, quando não estudava mais.
Lógico que naquela época da ditadura, alguns mais pareciam torturadores do DOPS que professores, e tudo isso, com o consentimento dos pais, os cúmplices.
E sabem por que? Porque estava desenhando um relógio à caneta, no pulso, enquanto ela explicava alguma coisa, quando percebeu a minha desatenção, me perguntou as horas, e eu respondi. Na hora errada. Ui.
Hoje em dia, recitando poesia nas escolas públicas do país, descobri que estes que puxavam o cabelo das crianças, não existem mais, foram engolidos pelo dragão do tempo, e foram substituídos por uma trupe de guerreiros e guerreiras que mesmo abandonados pelo estado, insistem em educar os nossos filhos. Não é da hora?
Autodidata, aprendi a sofrer por conta própria, e aprendi também que é possível construir o universo longe da universidade, só que demora mais, quando não se tem asas para voar.
Poeticamente falando, todas as alternativas estão corretas.
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SARAU DA COOPERIFA

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Lançamento do livro "Ex- 157" de Afro-x
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Dia 03 de junho a partir das 20hs
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Bar do Zé Batidão
Rua Bartolomeu dos Santos, 797 Chácara Santana
Zona Sul - SP
F: 58917403
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* O Livro
Na autobiografia, o cantor conta como entrou e saiu da vida do crime. Dos iniciais roubos de motos para sair do sufoco da falta de dinheiro até a ambição de todo bandido de “fazer a boa”, Cristian de Souza Augusto conheceu os dois lados da vida bandida.
A adrenalina de viver num filme policial todos os dias, o dinheiro fácil, as roupas caras, os carros de última geração e as mulheres,muitas mulheres nas garupas das motos o transformaram, por algum tempo, em quase um rei, no Jardim Calux, em São Bernardo. A ambição,Os desafetos e a relação promíscua com policiais levaram o jovem pela primeira vez – em novembro de 1994 – para trás das grades. Depois, veio a fuga e outra prisão que o levou para o então maior complexo penitenciário do Brasil. No relato em primeira pessoa, Afro-X relembra momentos que marcaram sua vida dentro e fora da cadeia. O reencontro com Dexter no Carandiru, os dias de acerto de contas, o encantamento pelo rap e a formação do 509-E em 1999. O envolvimento com a cantora Simony, as 24horas de angústia dentro da maior rebelião da história, em 2001. O alívio em colocar os pés na rua após 7,5 anos de reclusão e o recomeço quase do zero.
Seria pretensão analisar o sistema carcerário ou todos os fatores que levam a criminalidade. Por isso, Cristian preferiu contar apenas a história de mais um jovem que, ao contrário de todas as estatísticas, aprendeu que o crime constrói apenas castelos de areia.
CINEMA NA LAJE AQUECE FRIO DE SÃO PAULO
Povo lindo, povo inteligente, ontem o frio glacial de Sampa não foi suficiente para afastar o público da Cooperifa que foi assistir o doumentário "Corporation", no cinema na laje.



































































































































































