Monday, June 29, 2009

PENSAMENTOS VADIOS

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ENQUANTO NETUNO DORMIA
OS MENINOS ESCONDERAM O MAR
COLOCARAM-NO EM VÁRIAS CONCHINHAS
E PRESENTEARAM AS MENINAS COM UM BELO COLAR.
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Sérgio Vaz
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CELEBRAÇÃO

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Aniversariantes Casulo, eu e a Lu Souza


Brau Mendonça

Alessandro Buzo e Marilda Borges


Doca
Zé Pompeu

Casulo e Rodrigo
Sônia, Marilda, Rose, De lourdes, Ligia e Léia

Beth e seu irmão

Família: Camila e Patrícia

Asduba

Família

Família


Rodrigo e Lu Souza

Tubarão no pandeiro, começou a chover

Amigos dão sorte

Rosee Fernandinho



OFICINA POÉTICA NO EJA

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Na sexta-feira fiz uma oficina de poesia com os alunos do EJA da Escola Therezinha Volpato ( 1ª a 4ª série) dentro do projeto "caminhos poéticos da educação" da Secretaria de Educação de Taboão da Serra. Fizemos um poema coletivo e um sarau no final.
Na foto acima vemos um pai que faz aulas com o filho no colo, nada mais poético. Poética mesmo foi a participação deles, interação total. Senti-me abraçado. Foi da hora.
Num certo momento, uma mulher de mais ou menos uns trinta anos, fez um poema, ou, uma frase, e perguntei:
- Foi você quem fez?
- Sim, fui eu.
- Bonito, por que você não termina?
-É que não sei escrever, faço assim curtinho pra ficar guardado na cabeça.
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Analfabetismo dói. Aí, te pergunto: que país é este?
Este é o país do "marimbondo de fogo" José Sarney.
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Abs.
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SV

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NÃO, VOCÊS NÃO PODEM

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Luís Fabiano (Brasil 3 x 2 USA)
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A COOPERIFA NÃO PARA

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HOJE TEM CINEMA NA LAJE
*Em caso de frio ou chuva o filme será exibido no bar
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Cinema na laje é um espaço criado pela COOPERIFA e que acontece quinzenalmente às segundas-feiras para exibições de documentários e filmes alternativos de todas as partes do Brasil e do mundo, exibidos gratuitamente para a comunidade. Também criado principalmente para dar luz ao cinema produzido pelos jovensda região, e levar cidadania através da sétima arte.O cinema Paradiso da periferia também conta com um lanterninha vestido a caráter para dar um charme especial no projeto.
A Entrada é franca. A Pipoca é grátis. E a lua sincera.


CINEMA NA LAJE
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Documentário "VERSIFICANDO"
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Dia 29 de junho (segunda-feira) 20HS
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Bar do Zé batidão

Rua bartolomeu dos Santos, 797 Chácara Santana
Zona Sul - SP
Inf. 58917403
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Versificando
Sinopse:
Todas as grandes culturas orais do mundo desenvolveram formas de improvisação poética. No Brasil das muitas influências étnicas e culturais, isso só poderia ser fonte de uma diversidade sem paralelo.Uma criação da 13 Produções, Versificando busca captar as origens, as formas e os sentidos do verso improvisado na cultura musical brasileira, convidando a um passeio que percorre desde os gêneros mais antigos do improviso poético no país, como o repente, a embolada, o jongo e o cururu, até os mais recentemente estabelecidos, como, o samba de partido-alto e o hip-hop freestyle, viajando na São Paulo pluralista pelas diferentes vertentes da arte de se cantar de maneira improvisada.Em saborosas visitas aos principais artistas, estudiosos e conhecedores dos diferentes gêneros musicais do verso improvisado, Versificando é uma porta de entrada para o que há de mágico nessa (nem sempre) efêmera forma de expressão artística.
13 Produções
Direção: Pedro Caldas
Cor
52 minutos

Friday, June 26, 2009

CRÔNICA DE ANIVERSÁRIO

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AMIGOS DÃO SORTE - Sérgio vaz

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São só 16.380 dias, parece pouco, porém de onde venho chegar nesses números são muito importantes. Nada a ver com numerologia, mas com sobrevivência. Nasci contra a vontade dos astros no vale do Jequitinhonha, norte de Minas Gerais, o lugar mais pobre do mundo. Dois irmãos não tiveram a mesma sorte. Minha mãe era negra, meu pai continua branco.
De forma irônica, a parteira que ajudou minha mãe a dar a luz tinha um olho só, mas com espírito iluminado, disse que eu era um bitelão. Era um vinte seis de junho de mil novecentos e sessenta e quatro, inverno no sudeste, as vinte e uma horas e trinta minutos, do signo de câncer. Um dia como outro qualquer, tanto é, que às vezes, até eu esqueço.
Cresci sem bolo, sem vela de aniversário, sem pedidos, sem brinquedos e sem desmerecer ninguém, durante muito tempo o travesseiro foi meu melhor amigo. Ele era triste também. Aprendi a dizer a verdade com ele. Mentir é coisa minha.
Sem sono passei muitas noites tentando enganar carneirinhos. Contava de dois em dois. Dormir doía, assim como a vida.
Demorei pra gostar de viver e tinha uma tristeza que me visitava até mesmo nos dias de alegria. Por conta disso, aprendi a sorrir com economia. Quando dei por mim, por conta do desuso, alguns dentes me abandonaram. Deixava pra rir aos domingos.
Não tinha nem oito anos vi um homem morto caído nas garrafas dentro de um bar. Ele tinha um buraco na testa. Durante muito tempo achei que os fantasmas que me adotaram saíam dali. Daquele buraco. Não senti pena. Nem medo. Nem inveja.
Achei esquisito como a morte se apresentou pra mim, assim, dessa forma tão violenta.
Como naquela época morria muita gente assim, com buracos no corpo, acharam por bem fazer um cemitério onde meu time jogava bola. Se já não bastassem os meus fantasmas...
Quando o asfalto chegou tatuando as ladeiras, descia de carrinho de rolimã rindo como se fosse feliz, como se fosse outro. Não sei porque, mas o carinho do vento deixava a gente besta. Tinha um amigo que morava num barraco de madeira que ria também. Um vez, eu e ele, fizemos um carrinho com pedaços da sala da mãe dele.
Um dia, cansado de bolinha de gude e empinar pipa em dias sem vento, a maça do amor lambeu meu coração. Achei que estava doente. Tão desacostumado com a alegria, chorei de felicidade. Lágrimas doces. Não é coisa de poeta, eram doces mesmo. Meu travesseiro chorou também. Foi a primeira vez que me senti um bitelão. Não lembro mais do rosto dela. Ela tinha todos os dentes, mas era eu quem ria pelos dois. Como ria naquela época.
Nessa época comecei a trabalhar todos os dias: Sábados, domingos e feriados.
Anestesiado pelo amor não percebi a tristeza fazendo sombra no meu sol. Quando ele se foi, o amor, trabalhar me ensinou o valor da liberdade. Sem saber onde era Palmares fiquei ali por doze anos.
Então, passei a amar com mais frequência, para esquecer o trabalho Por solidariedade alguns amigos iam brincar comigo no trabalho. Na senzala, Nelson Mandela começou a fazer sentido pra mim. Zumbi também.
Ainda por cima servi o exército, então não era uma, mas sim, duas senzalas. Um escravo para duas senzalas. Meu irmão fugiu. A escrava Isaura levava uma vida bem melhor que a minha. Ainda por cima ela não tinha que estudar. Era branca. E novela, por mais longa que seja, tem hora pra acabar. Pra mim todo bar tem um pouco de navio negreiro.
Lia os livros como quem foge das galés. Cada remada, um livro. Cada livro um continente. Gabriel Garcia Márquez me ensinou a não ter medo de oceanos. Neruda, a amar e despedir. Clarice, atalhos para o coração. Quintana, a ser moleque. Gullar, a sujar o poema.
Lendo Victor Hugo descobri que já não era escravo de ninguém. De nada. Só de mim mesmo.
Cansado da banda de Chico, "fim de semana no Parque Santo Antônio" dos Racionais me pegou à toa na vida. Analfabeto, escrevi alguns poemas que viraram livros. No lançamento fiz frango frito com salada de maionese. Isso já faz vinte anos. Ou, sete mil duzentos e oitenta dias.
Numa fábrica sobre ruínas ajudei a construir um sonho que tinha, sem saber que tinha, em seguida, o sarau, que ensinou outras pessoas a gostarem de poesia na periferia. O GOG estava nesse dia que a gente botou fogo no pavio. Ele viu.
Tem gente que voltou a estudar só para aprender a escrever poemas. Foi no sarau que conheci o seu Lourival, Dinho Love e Dona Edite. E mais um bando de gente sem noção da realidade. Gente que sonha enquanto faz. Um povo lindo e inteligente.
Voltei a sorrir no lugar que me fazia chorar. Outro dia soltamos mais de quinhentas bixigas no ar, todas com poesia. Aprendi a joelhar e pedir perdão.
Tem dias que o sarau tem mais de duzentas pessoas ouvindo e falando poesia. Outras pessoas também escreveram livros na quebrada. Tem gente que não gosta de mim por causa disso. Outras já gostam. Vai entender. Engraçado, de tanto sofrer acabei fazendo outras pessoas felizes.
Uma vez uma estava sorrindo distraidamente e uma pessoa me perguntou por que, naquele tempo não sabia, agora eu sei. O amor de deu uma mulher e uma filha. Família me deixa feliz.
A felicidade tem dívidas comigo, por isso não faz mais do que a obrigação me manter alegre e satisfeito. Mesmo feliz estou sempre revoltado.
Michael Jackson Acaba de morrer. Gostava mais dele quando era preto. Lá pelos anos setenta, quando eu era triste também. Sabia dançar, agora... Perdi alguns amigos que não sabiam que gostava deles. Devia dito quando vivo. Não acredito em vida após a morte. Gosto de risco de desaparecer.
Está a maior garoa lá fora. Faz frio também. Dias de frio são bons para remoer lembranças. Meu aniversário cai sempre na época de frio. Por isso careço de abraços. E de fogueiras.
Não sei quem me disse que estou ficando velho, desconfio que seja o contrário. Apesar dos cabelos que começam a embranquecer estou aprendendo a ser jovem, mas quando corro não da pra disfarçar que passei dos quarenta.
Sabia que de vez em quando eu fico rindo sem saber por quê. Deve ser riso represado. Rir é da hora. Agora que acostumei ando esperto. O destino não é confiável. Gosto de rir com amigos. Falando em amigos. Tenho alguns. Amigos são pessoas que a gente escolhe pra sorrir com a gente. Pode até chorar, mas tem que rir também.
Descobri com o tempo que amigos dão sorte.
Queria agradecê-los. São 16380 dias. Sozinho ia ser foda.
Sintam-se abraçados.

A POESIA NÃO PARA

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HOJE TEM POESIA NO EJA
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CAMINHOS POÉTICO DA EDUCAÇÃO
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Dia 26 de junho sexta-feira 19hs30
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Oficina literária com o poeta Sérgio Vaz
EJA(Escola de jovens e Adultos)
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Caminhos poéticos da Educação é um projeto da Secretaria de Educação de Taboão da Serra que tem como objetivo promover o acesso à cultura através da literatura, cinema, teatro, dança e música à comunidade presente, com ciclos de debates no espaço escolar.
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EMEF Therezinha Volpato Baro
Rua Manoel Leite da Cunha, 70 Parque São Joaquim
Taboão da Serra - SP
F. 41385175
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SARAU RAP

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Povo lindo, povo inteligente, a poesia não me da descanso, e tampouco estou cansado, por isso, é pau no gato sem massagem. Ontem rolou mais um sarau rap, evento que faço na Ação Educativa e que me enche de orgulho e esperança na poesia que vem sendo propagada na periferia.
Estamos ali já há dois anos, e é visível a olho nu a nossa evolução, estamos melhorando mais a cada dia. Sem contar o clima de família que a gente conseguiu. Cara feia só pro sistema.
No final recebi uma pequena homenagem dos amigos, fiquei feliz com a família do rap, de estar aprendendo sempre, e de ter este privilégio deste momento fértil de poesia. De amizade.Desse tempo em que a palavra é repartida entre os que se respeitam, e que atiram pedras na mesma direção em que a gente também atira. É nóis!
Obrigado.
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Sérgio Vaz
Família sarau Rap
Obrigado

Gaspar Záfrica Brasil

O livro, sempre ele



Rodrigo Círiaco


Gegê

Rocha

Katiara

Prof. Ewerton

Du Bod

Claudio Laureart e Katiara





Márcio Batista

Thursday, June 25, 2009

SARAU DA COOPERIFA...

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...SIMPLESMENTE MARAVILHOSO!
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Povo lindo, povo inteligente o sarau da Cooperifa de ontem foi simplesmente maravilhoso, catártico e possivelmente a noite mais maravilhosa do ano. Bom, pelo menos na minha opinião. Tinha umas trezentas pessoas, ou mais, sei lá, só sei que estava lotado, dentro e fora, gente querendo entrar às 22hs30 quando o sarau já está perto do fim. E a gente ainda estava esperando um grupo de 30 pessoas do Itapoesia de Itapecerica da Serra, que não sei porque não vei, já pensou...
gente de tudo quanto é lado, de todas as cores, dores e lugar, tudo no mesmo espaço, convivendo como todo dia deveria ser, com respeito e harmonia. Estamos aprendendo e ensinando ao mesmo tempo.
Só de poetas tinha mais de cinquenta, cada qual com seu jeito, com a sua força, seu estilo. E ontem rolou um puta respeito, pois todo mundo conseguiu falar até às 23hs que é o horário que está combinado com a comunidade para acabar. Muita gente não sabe, e acha que é chatice, mais tem dia que algumas pessoas ficam sem falar, aí...
Ontem a palavra foi comungada com elegãncia e a periferia do extremo sul de São paulo teve uma noite repleta de magia, que só a literatura é capaz de proprorcionar. Agora sei porque alguns intelectuais não querem saber de gente pobre se metendo com a literatura. É porque o bagulho é mó da hora. Poesia é do caralho. Poesia deixa a gente mais feliz. literatura deixa a gente mais esperto. Literatura deixa a gente mais humilde, porém com a raiva necessária para suportar as dores do dia a dia.

Eu que não vou pedir autorização pra ninguém para poder escrever poemas e fazer sarau na periferia.
Aliás, quem é que da autorização para as pessoas da periferia escreverem, a academia? A USP? A Academia Brasileira de Letras?
Ninguém. A gente escreve quando quiser. Na hora quiser. Quem não gostar que não leia. Ou então que apareça numa noite dessas no sarau da Cooperifa ou em um dos mais de 40 saraus que estão acontecendo na periferia de sampa e diga:" tá proibido a periferia escrever."
No sarau da Cooperifa a gente usa e abusa de literatura, numa noite como a de ontem, a gente tem quase a certeza que um dia a literatura vai ser democrática, e que ninguém mais vai se incomodar de ouvir palavra bonita na boca de gente "feia".
Quem quiser que espere esse dia chegar, pois na Cooperifa esse dia chegou há quase oito anos. Fodeu. Agora já era. Desculpaí.
Noites mágicas como essa estão se epalhando pelas quebradas, que apesar de tudo e de todos, esse povo lindo e inteligente, ainda arranjam tempo pra comungar a poesia.
É festa de favela, mas todos são bem vindos. Todos. Não reproduzimos preconceitos.
Abs.
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Sérgio Vaz
Vira-lata da literatura


fotos do sarau da Cooperifa

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Catarse!

" É festa na favela..."



Wésley Noóg indo pra Paris

WN e gaspar Záfrica Brasil

Esmeralda Ribeiro Quilombhoje

A Massa Cooperiférica

Márcio barbosa Quilombhoje


Casulo

Fotos do sarau





O lado de dentro

O lado de fora

A Comunidade tentando entrar para ouvir poesia

A geral


Ô lugar

Augusto


Seu Lourival

FOTOS DO SARAU

noite de poesia

marcelo

A massa

Cocão

Rose


Lids da Ademar







Gastão

Brau e lu Souza

Ibrahim

As Guerreiras do Sarau
O descanso dos guerreiros

A POESIA NÃO PARA

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HOJE TEM SARAU RAP
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SARAU RAP - Poesia das ruas
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Dia 25 de junho (quinta-feira) 20hs
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Projeto "Poesia das Ruas" Ritmo e Poesia.
O Projeto Poesia das Ruas é um sarau dirigido a rimadores e rimadorasdo Rap.
É um espaço para o exercício da criação poética.Sem música, MCs declamarão suas letras, compartilhando talento literário.
Iniciativa do poeta Sergio Vaz, o Sarau do Rap é realizado em parceria com a Ação Educativa e acontece toda última quinta-feira do mês.
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Fundador e coordenador do Sarau da Cooperifa, Vaz, pretende buscar,através da oralidade, um incentivo para a criação poética.

Rap é ritmo e poesia (rythman and poetry).
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Ação Educativa
Rua: General Jardim, 660 - Vila Buarque - SP
Entrada: Gratuita
Capacidade de lotação: 200 pessoas

Wednesday, June 24, 2009

ANTÍDOTO

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Violência, pobreza, desigualdade. Qual o antídoto, qual a solução?
O que você faria?
Entre hoje e sexta-feira, o Itaú Cultural e o Grupo Cultural AfroReggae promovem debates para discutir possíveis soluções para a violência. Convidados do Afeganistão, do Brasil, do Canadá, do Líbano, da Nigéria, da Palestina e do Sudão contam suas experiências e propõem alternativas na quarta edição do Antídoto - Seminário Internacional de Ações Culturais em Zonas de Conflito. Se você não estiver em São Paulo, assista à transmissão ao vivo dos debates em itaucultural.org.br. Para saber mais, acesse o hotsite Antídoto 2009.

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SARAU DA COOPERIFA

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SARAU DA COOPERIFA
Poesia de periferia
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Sarau da Cooperifa: o milagre da poesia
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LITERATURA, PÃO E POESIA - SÉRGIO VAZ
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A literatura na periferia não tem descanso, a cada dia chega mais livros. A cada dia chega mais escritores, e, por conseqüência disso, mais leitores.
Só os cegos não querem enxergar este movimento que cresce a olho nu, neste início de século. Só os surdos não querem ouvir o coração deste povo lindo e inteligente zabumbando de amor pela poesia. Só os mudos, sempre eles, não dizem nada. Esses, custam a acreditar.
Não quero nem falar dos saraus que estão acontecendo aos montes, pelas quebradas de São Paulo. Isto me tomaria muito tempo. Haja visto as dezenas de encontros literários, pipocando nas noites paulistanas. Cada qual do seu jeito, cada qual com seu tema, cada qual a sua maneira de cortejar as palavras.
Mas eu quero falar mesmo e da poesia que se espalhou feito um vírus no cérebro dos homens e mulheres da periferia. Pois é, essa mesma poesia que há tempos era tratada como uma dama pelos intelectuais, hoje vive se esfregando pelos cantos dos subúrbios à procura de novas emoções.
O Tal poema, que desfilava pela academia, de terno e gravata, proferindo palavras de alto calão para platéias desanimadas, hoje, anda sem camisa, feito moleque pelos terreiros, comendo miudinho na mão da mulherada.Vocês, por acaso, já ouviram falar do tal poema concreto? Pois é, os trabalhadores e desempregados estão construindo bibliotecas com eles, nas favelas. E o lobo mau pode assoprar que não derruba. Apesar da pouca roupa que lhe deram está se sentindo todo importante com sua nova utilidade.
A periferia nunca esteve tão violenta, pelas manhãs é comum ver, nos ônibus, homens e mulheres segurando armas de até 400 páginas. Jovens traficando contos, adultos, romances. Os mais desesperados, cheirando crônicas sem parar. Outro dia um cara enrolou um soneto bem na frente da minha filha. Dei-lhe um acróstico bem forte na cara. Ficou com a rima quebrada por uma semana.
A criançada está muito louca de história infantil. Umas já estão tão viciadas, que, apesar de tudo e de todos, querem ir para as universidades. Viu, quem mandou esconder a literatura da gente, Agora nós queremos tudo de uma vez!
Dizem por aí que alguns sábios não estão gostando nada de ver a palavra bonita beijando gente feia. Mas neste país de pele e osso, quem é o sábio ? Quem é o feio? E olha que a gente nem queria o café da manhã, só um pedaço de pão. Que comam brioches!
Não, não é Alice no país da maravilha, mas também não é o inferno de Dante.
É só o milagre da poesia.

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PÉ-DE-PATO

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PRESENTE DE GREGO

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Ganhei de aniversário este presente de grego do cartunista
F. Pontes
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Tuesday, June 23, 2009

SEMANA DO MEIO AMBIENTE DO EXTREMO SUL DE SP 2009

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SEMANA do Meio Ambiente 2009
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As novas dimensões das manchas urbanas se tornaram um marco importante do novo ciclo urbano. Em 1960, existiam no mundo 64 cidades com mais de 1 milhão de habitantes; ao final dos anos 80, o número saltou para 272, atingindo em 1995 a marca de 316. E a previsão da ONU, de que 28 aglomerações teriam mais de 10 milhões de habitantes na virada do século, foi confirmada por dados do início desta década.

Assim, observando a cidade de São Paulo a partir dos anos 50 até o final do século XX, e principalmente neste início do XXI, podemos constatar um fenômeno que auxilia a análise de sua conjuntura atual. A história urbana e econômica nos mostra que, no momento de instalação da grande indústria, as regiões mais desenvolvidas do país competiam tendo como parâmetros decisivos os seguintes elementos: disponibilidade de energia barata; presença de grandes glebas para abrigar as plantas industriais; e um sistema rodoviário bem estruturado e conectado a um terminal portuário. Esta conjugação favoreceu o município de São Paulo na década de 1950, quando o governo federal elegeu os municípios vizinhos - o ABC paulista -- como lugar estratégico para a instalação da grande indústria nacional. Ali estavam as unidades indústrias e no município sede se localizou todo o aparato e suporte para a atuação da grande indústria.

Rompida a cadeia produtiva, cuja localização concentrada em distritos industriais suburbanos é definitivamente ultrapassada, uma longa lista de impactos começa a emergir no território urbano. Ao longo da década de 1990, os estudos mostraram que é na cidade e no território urbanizado que o fenômeno da globalização deixa transparecer a sua face mais contraditória.
Explorar o meio ambiente com responsabilidade e sustentabilidade, além de propiciar uma exploração dos recursos disponíveis por tempo muito maior, permite ainda um ganho em qualidade de vida e uma melhoria financeira das populações envolvidas.
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Semana do Meio Ambiente 2009
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A Semana do Meio Ambiente 2009 começa a ser preparada na região de M' Boi Mirim.
Uma série de atividades será realizada no mês de junho, para refletir sobre a sustentabilidade local.
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Tendo sido a região que mais se industrializou no paradigma instaurado nos anos 50, de substituição de importações, a zona sul de São Paulo recebeu um enorme fluxo migratório que, na ausência de uma política pública de desenvolvimento urbano, levou a um crescimento caótico gerando situações de imensa precariedade para extensas camadas da população. Parcela significativa da população vive, circula e trabalha em condições inaceitáveis, incompatíveis com a riqueza gerada pela cidade.

Dr. Augusto Rossini membro da promotoria comunitária e mediador do Grupo Organizado de valorização da vida entende que o seminário pretende trazer para debate questões vinculadas ao desenvolvimento sustentável da cidade, proporcionando intercâmbio de experiências, participação da comunidade no planejamento urbano-ambiental juntamente com poder público, para poder interagir no processo de nossa cidade.

"As práticas socioambientais fazem parte da nossa rotina e é nosso papel atuar como disseminadores de uma postura ambientalmente responsável" comenta Henrique Abreu, membro eleito pela comunidade para representar o conselho de desenvolvimento sustentável, meio ambiente, e cultura de paz de M' Boi Mirim.

O enfoque que norteará as atividades desse ano é moradia nas áreas de mananciais. O evento conta com atividades que envolvem toda a comunidade e contribuem para o desenvolvimento sustentável.

Este evento tem em apreço:
a) o cadastramento de famílias a serem removidas;
b) a apresentação e discussão do projeto de remoção e reassentamento junto aos movimentos e lideranças locais e de moradia;
c) a seleção de áreas para a implantação de novas unidades habitacionais;
d) a elaboração, revisão ou atualização dos projetos específicos (viário, redes de drenagem, sistemas de água e esgoto, iluminação, urbanização,etc.);
e) a regularização jurídica das áreas adquiridas, envolvendo a regularização da posse, se for o caso;
) acompanhamento social.


*27/06/2009 Seminário moradia e meio ambiente, mostra de documentários e debate com poder público no Céu Guarapiranga ás 08hs.

Estr. da Baronesa, 1.120

SARAU DA COOPERIFA

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UH, COOPERIFA! UH, COOPERIFA!
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"É festa de favela, tem que saber chegar,
chega no miudinho, chega devagar..."
Wésley Noóg
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SARAU DA COOPERIFA
Poesia de periferia
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Dia 24 de junho 21hs
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Endereço:
Bar do Zé Batidão
No cume da ladeira, terreno fértil de poemas e poetas
Periferia- SP
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CAMINHOS POÉTICOS DA EDUCAÇÃO

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CAMINHOS POÉTICO DA EDUCAÇÃO
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Dia 26 de junho sexta-feira 19hs30
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Oficina literária com o poeta Sérgio Vaz
EJA
(Escola de jovens e Adultos)
Caminhos poéticos da Educação é um projeto da Secretaria de Educação de Taboão da Serra que tem como objetivo promover o acesso à cultura através da literatura, cinema, teatro, dança e música à comunidade presente, com ciclos de debates no espaço escolar.
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EMEF Therezinha Volpato Baro
Rua Manoel Leite da Cunha, 70 Parque São Joaquim
Taboão da Serra - SP
F. 41385175
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SEXTA-FEIRA É DIA DE PANELAFRO

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clique no cartaz para ampliar

SARAU RAP


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SARAU RAP - Poesia das ruas
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Dia 25 de junho (quinta-feira) 20hs
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Projeto "Poesia das Ruas" Ritmo e Poesia.O Projeto Poesia das Ruas é um sarau dirigido a rimadores e rimadorasdo Rap.É um espaço para o exercício da criação poética.Sem música, MCs declamarão suas letras, compartilhando talento literário.
Iniciativa do poeta Sergio Vaz, o Sarau do Rap é realizado em parceria com a Ação Educativa e acontece toda última quinta-feira do mês.
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Fundador e coordenador do Sarau da Cooperifa, Vaz, pretende buscar,através da oralidade, um incentivo para a criação poética.
Rap é ritmo e poesia (rythman and poetry).
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Ação Educativa
Rua: General Jardim, 660 - Vila Buarque - SP
Entrada: Gratuita
Capacidade de lotação: 200 pessoas
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CINEMA NA LAJE

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VERSIFICANDO
De Pedro Caldas
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Cinema na laje é um espaço criado pela COOPERIFA e que acontece quinzenalmente às segundas-feiras para exibições de documentários e filmes alternativos de todas as partes do Brasil e do mundo, exibidos gratuitamente para a comunidade. Também criado principalmente para dar luz ao cinema produzido pelos jovensda região, e levar cidadania através da sétima arte.
O cinema Paradiso da periferia também conta com um lanterninha vestido a caráter para dar um charme especial no projeto.
A Entrada é franca. A Pipoca é grátis. E a lua sincera.
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CINEMA NA LAJE
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Documentário "VERSIFICANDO"
;
Dia 29 de junho (segunda-feira) 20HS
.
Bar do Zé batidão
Rua bartolomeu dos Santos, 797 Chácara Santana
Zona Sul - SP
Inf. 58917403
.
Versificando
Sinopse:
Todas as grandes culturas orais do mundo desenvolveram formas de improvisação poética. No Brasil das muitas influências étnicas e culturais, isso só poderia ser fonte de uma diversidade sem paralelo.
Uma criação da 13 Produções, Versificando busca captar as origens, as formas e os sentidos do verso improvisado na cultura musical brasileira, convidando a um passeio que percorre desde os gêneros mais antigos do improviso poético no país, como o repente, a embolada, o jongo e o cururu, até os mais recentemente estabelecidos, como, o samba de partido-alto e o hip-hop freestyle, viajando na São Paulo pluralista pelas diferentes vertentes da arte de se cantar de maneira improvisada.
Em saborosas visitas aos principais artistas, estudiosos e conhecedores dos diferentes gêneros musicais do verso improvisado, Versificando é uma porta de entrada para o que há de mágico nessa (nem sempre) efêmera forma de expressão artística.
13 Produções
Direção: Pedro Caldas
Cor
52 minutos


Monday, June 22, 2009

SEMANA DE ANIVERSÁRIO

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SEMANA DE ANIVERSÁRIO
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Povo lindo, povo inteligente, na sexta-feira faço aniversário, 45 anos, mas com o coração igual ao da foto acima, quando tinha 8 anos. A semana vai ser louca porque tem sarau da Copoperifa, Sarau Rap, Sarau nas escolas e Panelafro, todo dia vou comemorar um pouquinho, afinal não foi nada fácil chegar até aqui.
É isso. Será bom se a gente se trombrar num desses dias.
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Abs.
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Sérgio Vaz

Sunday, June 21, 2009

NESTA QUINTA-FEIRA TEM SARAU RAP

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AGENDE-SE!
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SARAU RAP - Poesia das ruas
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Dia 25 de junho (quinta-feira) 20hs
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Projeto "Poesia das Ruas" Ritmo e Poesia.
O Projeto Poesia das Ruas é um sarau dirigido a rimadores e rimadorasdo Rap.É um espaço para o exercício da criação poética.Sem música, MCs declamarão suas letras, compartilhando talento literário.
Iniciativa do poeta Sergio Vaz, o Sarau do Rap é realizado em parceria com a Ação Educativa e acontece toda última quinta-feira do mês.
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Fundador e coordenador do Sarau da Cooperifa, Vaz, pretende buscar,através da oralidade, um incentivo para a criação poética.Rap é ritmo e poesia (rythman and poetry).
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Ação Educativa
Rua: General Jardim, 660 - Vila Buarque - SP
Entrada: Gratuita
Capacidade de lotação: 200 pessoas
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COTAS JÁ!

Cotas infernais – Sérgio Vaz

Povo lindo, povo inteligente, esta semana de moda "Fashion Week" que aconteceu em São Paulo novamente o assunto sobre cotas de modelos Negros no desfile veio à baila, e como sempre, muita discussão sobre o tema, que pouco avança em solução, mas uma coisa em especial me chamou atenção. É que alguém, não me lembro o nome agora, disse que o negro precisava conseguir o espaço com esforço próprio, e que essa coisa de cota só desvalorizaria o trabalha da pessoa, e coisa e tal.
outro dia também participei de uma reunião com intelectuais da literatura que estavam preparando um novo prêmio para novos e velhos talentos da escrita. Num dado momento alguém que se esbarrou em mim por acaso com o olhar me perguntou o que achava. Disse que era legal, mas que precisávamos fazer uma coisa parecida aqui na periferia, já que a cena literária não para de crescer, e blá, e blá, enfim.
Mas aí um cara me falou:
-Mas aí, se criar um prêmio pra periferia vai criar uma divisão...
-Sim, é isso que eu quero: dividir. - Argumentei.
Lógico que ninguém ouviu o que eu disse, e o mínimo que consegui foi apenas um mal- estar na roda literária. Nunca mais fui.
Por que será que as pessoas tem dificuldades para dividir as coisas?
E se as pessoas não tem oportunidades iguais, como disputar de igual para igual?
Tudo se resume a uma coisa só: falta de generosidade. E o que mais me preocupa é que a maioria das pessoas que são contra, são cristãs, seguidoras de cristo.
Sim, Cristo, aquele mesmo, o que dividiu os pães e distribuiu os peixes com os mais carentes, que faz cego enxergar, surdo ouvir (?) e deficiente andar, que pregou a paz entre os seres humanos.
Já pensou, no que uma pessoa que acredita no diabo é capaz de fazer então?
Xô satanás, já temos demônios demais aqui na terra.
Juro que pra mim é difícil entender porque uma pessoa que já tem sapatos se incomoda
quando alguém descalço também quer um. Essa tal gente do bem, me enche o saco com tanta maldade.
Essa gente prefere que lhes roubem os tênis a entrelaçar os cadarços. Prefere ficar com as mãos para o alto a retirar as pedras do coração. Prefere o medo do semáforo a abrir as portas da escuridão.
Se alguém puder me responder, por favor, responda: "que gente é essa?"
O diabo devia reservar uma cota de 100% no inferno para essas pessoas. Mas não em qualquer inferno, no nosso, onde a maioria do nosso povo vive.





*Assistam trecho do maravilhoso filme " O grande debate" que encerram meus argumentos a favor das cotas.


Friday, June 19, 2009

UM LIVRO DE CRÔNICAS

Povo lindo, povo inteligente,
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estou pensando em lançar um novo livro, só que desta vez de crônicas, sei que é muita ousadia, e não é a minha praia, mas não custa tentar. São coisas que venho aguardando já algum tempo e queria dividir com outras pessoas. Tá pronto. Ontem dei o primeiro passo, depois passo a caminhada. Ainda não tem título. Vocês tem alguma sugestão?
São textos como "Gol contra" que lembram de um tempo da infância, que apesar da alegria da idade, era uma época em que o algodão não era tão doce.
Em breve. Muito breve.
.
Abs.
Sérgio Vaz

Gol contra - Sérgio Vaz
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No meu tempo de moleque ninguém tinha uma profissão em mente para se apegar no futuro, e todos, sem exceção queriam ser jogadores de futebol. E olha que naquela época nem dava tanto dinheiro assim. Mas não sei se pelo romantismo, pela magia ou simplesmente pela falta de perspectiva... sei lá, só sei que todos nós queríamos ser jogadores de futebol. Eu apesar da idade confesso que ainda quero.
Mas tempo passou, o Morumbi e o Maracanã envelheceram em mim e a memória, esse estádio vazio, toma dribles maravilhosos da lembrança, e tudo que me lembro foram os gols perdidos. Perdi muitos gols cara a cara com o goleiro, por isso não sou jogador, por isso não sou doutor. Tomei muita vaia do destino.
Não lembro de nenhum amigo desta época que tenha sequer passado na peneira de algum time profissional, poucos viraram doutores e uns tantos não "lerão" este artigo, se é que vocês me entendem.
A Violência sempre fez muitas faltas no nosso jogo, e quase todas por trás. Dói só de lembrar.
Apesar dos intervalos, lembro-me de partidas inesquecíveis, dessas que começavam pela manhã e seguiam tortuosas pela tarde, interrompidas apenas pelo almoço e o café das três.
São momentos inenarráveis passados com estes parceiros de time, esses meninos sábios e imortais, sem presente e sem futuro deslizando os pés descalços pelo chão. Corpos quase nus riscávamos a paisagem com nossas peles cravejadas de ossos e temperadas de suor. Eram os melhores momentos de um tempo em que o destino entrava de sola em nossas vidas.
Hoje em dia, aquele campinho de terra que esculpimos com as nossas próprias mãos é um grande cemitério, e muitos deles, craques interrompidos, estão ali, enterrados com seus sonhos, antes mesmo do jogo acabar.
Outros, por desrespeitarem as regras cometeram pênaltis desnecessários (?), e, por ordem dos juízes, foram mais cedo para o chuveiro.
Para minha tristeza muitos ainda continuam a cometerem faltas, sem medo de tomar cartões vermelhos ou amarelos, sem se importar com a força do adversário, sem se importar com a cor da camisa, sem se importar com os derrotados, se importando apenas em vencer, e vencer a qualquer preço.
Às vezes, muitos são substituídos com o jogo em andamento, alguns, antes mesmo de tocarem na bola.
Quando fecham-se as cortinas, perder sem jogar é uma derrota difícil de aceitar.
Por isso, quando a dor sai do vestiário e a saudade entra em campo, faço um minuto de silêncio, deixo uma lágrima rolar e jogo por eles a prorrogação.
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Sérgio Vaz
Brasinhas do espaço
,
Eram criaturas
De um planeta imaginário.
Herméticos neste mundo
Todos se chamavam Speed Racer,
E falavam uma língua estranha
Que os adultos não entendiam.
Vorazes,
Alimentavam-se de sonhos,
Liberdade, vento,
De K-suco e pão com mortadela.
Esses monstrinhos
Queriam dominar a terra.
Chegavam aos montes
Descendo ladeiras,
Pilotando naves exóticas
Feitas de tábua de compensado
E rodinhas de rolimã.
Não fosse o tempo
Teriam dominado o universo.
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Sérgio Vaz
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*do livro Colecionador de pedras

Vídeo-poema "Porém" tem 8000 acessos no youtube

Povo lindo, povo inteligente,

o vídeo-poema "Porém" (poema extraído do livro Colecionador de pedras) produzido pelo Gustavo atingiu 8000 acessos no youtube. Sei que não é nada, mas pra gente que não vende muitos livros, é uma forma da nossa poesia atingir um número maior de pessoas.
São essas pequenas vitórias que mantém a gente firme na luta. Obrigado.

Se por acaso você ainda não viu, acesse e dê uma moral pra esse vira-lata da literatura, que vive por aí fuçando o lixo alheio.

Abs.

SV




DESPEDIDA (uma pequena homenagem à Violeta Parra)

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Despedida
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Pai
Faltam-me palavras
A lâmina do medo
Percorre minha garganta
Tenho medo de sopra-las
E manchar meu corpo de sangue....
sigo sem nome.
.
Falta-me luz
E a sombra em círculos
Escorre em meu caminho de pedras
Que se amontoam em minha frente
Tenho medo de topa-las
No escuro do deserto
E cair em braços diferentes....
sigo sem rumo.
.
Faltam-me gestos
O silêncio do corpo
Devora minha alma
A calma manifesta
Em braços pálidos
E passos curtos.
Tenho receio de dançar
No sustenido mortal desta orquestra
Regida pelo labirinto da vida....
sigo imóvel.
.
Falta-me alegria
Os espinhos das lágrimas
Espetam minha face
falida de afagos.
E a adaga triste da solidão
Fere meus lábios.
E com a ferrugem do meu beijo
Tenho medo de contaminar a multidão....
.
Sigo triste.
Agora me falta ar,
Adeus.
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Sérgio Vaz
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*do livro "Colecionador de pedras (global editora)

DOMINGO TEM SARAU DA ADEMAR

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Thursday, June 18, 2009

VAMOS À LUTA

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NOVOS DIAS - SÉRGIO VAZ

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“Este ano vai ser pior...
Pior para quem estiver no nosso caminho."
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Então que venham os dias.
Um sorriso no rosto e os punhos cerrados que a luta não para.
Um brilho nos olhos que é para rastrear os inimigos (mesmo com medo, enfrente-os!).
É necessário o coração em chamas para manter os sonhos aquecidos. Acenda fogueiras.
Não aceite nada de graça, nada. Até o beijo só é bom quando conquistado.
Escreva poemas, mas se te insultarem, recite palavrões.
Cuidado, o acaso é traiçoeiro e o tempo é cruel, tome as rédeas do teu próprio destino.
Outra coisa, pior que a arrogância é a falsa humildade.
As pessoas boazinhas também são perigosas, sugam energia e não dão nada em troca.
Fique esperto, amar o próximo não é abandonar a si mesmo.
Para alcançar utopias é preciso enfrentar a realidade.
Quer saber quem são os outros? Pergunte quem é você.
Se não ama a tua causa, não alimente o ódio.
Por favor, gentileza gera gentileza. Obrigado!
Os Erros são teus, assuma-os. Os Acertos Também são teus, divida-os.
Ser forte não é apanhar todo dia, nem bater de vez em quando, é perdoar e pedir perdão, sempre.
Tenho más notícias: quando o bicho pegar, você vai estar sozinho. Não cultive multidões.
Qual a tua verdade ? Qual a tua mentira? Teu travesseiro vai te dizer. Prepare-se!
Se quiser realmente saber se está bonito ou bonita, pergunte aos teus inimigos, nesta hora eles serão honestos.
Quando estiver fazendo planos, não esqueça de avisar aos teus pés, são eles que caminham.
Se vai pular sete ondinhas, recomendo que mergulhe de cabeça.
Muito amor, mas raiva é fundamental.
Quando não tiver palavras belas, improvise. Diga a verdade.
As Manhãs de sol são lindas, mas é preciso trabalhar também nos dias de chuva.
Abra os braços. Segure na mão de quem está na frente e puxe a mão de quem estiver atrás.
Não confunda briga com luta. Briga tem hora para acabar, a luta é para uma vida inteira.
O Ano novo tem cara de gente boa, mas não acredite nele. Acredite em você.
Feliz todo dia!

SARAU DA COOPERIFA AQUECE FRIO DE SÃO PAULO

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Povo lindo, povo inteligente,
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ontem no sarau da cooperifa foi a noite de comungar a palavra, a poesia e principalmente, a periferia. Não adianta, tudo que a Cooperifa faz, é em nome dela, pra ela, e quem mais chegar.
E olha que chegou gente de tudo quanto é lugar, desde de Assis, interior de São Paulo, a Porto Rico. Além dos nossos amigos e amigas de todas as quebradas de Sampa.
Foi uma noite maravilhosa, linda e inenarrável. E como diz Wésley Noóg: "É festa de favela, tem que saber chegar, chega no miudinho, chega devagar!"
Aí. Vocês precisam ver o clima de harmonia, mesmo com poemas fortes e poetas de personalidade, acho que ontem a comunidade foi tratada com o devido respeito. Eu acho que é isso que está fazendo a diferença: o respeito.
Estamos aprendendo com nossos erros. Também, já estava mais do que na hora, são quase oito anos de atividade, o que da mais ou menos 350 saraus. Pois é.
E pra quem não nos conhece, a gente ainda faz a chuva de livros, prêmio Cooperifa, Cinema na laje, mostra cultural, ajoelhaço, poesia no ar, sarau nas escolas, mas tudo feito com amor. E vocês sabem, quem ama erra.
A periferia está aprendendo a gozar. Fazer filho a gente já sabe.
É isso. Não é nada demais, é só o milagre da poesia.
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Abs.
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Sérgio Vaz
Vira-lata da literatura


Catarse!

Preto Will e Wésley Noóg

Casca do Quinteto branco e preto

Maurício Lambê

Chapinha samba da vela

Eu, no "Porém"

B Valente

Andréa

PH bone

A massa Cooperiférica

É nois q tá

Elas no comando


Dona Edite

Silêncio

Luciana

Marcio e Lu Souza

B Valente, Cocão e Rose

Ô lugar!

Wednesday, June 17, 2009

COMENTÁRIOS NO BLOG

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Povo lindo, povo inteligente,
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queria agradecer as pessoas que tem tido o trabalho e a gentileza de comentar no blog, e que só não respondo porque não sei como fazer. Sim, sou analfababyte.
Então, se alguém quiser um retorno ou trocar uma idéia peço por gentileza que deixe o emeio, e assim que posível faço questão de retornar.
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Valeu mesmo.
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Sérgio Vaz

Vira-lata da literatura

Tuesday, June 16, 2009

BRAU MENDONÇA NO VILLAGIO CAFÉ

CLIQUE NO CARTAZ PARA AMPLIAR

SARAU DA COOPERIFA

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SARAU DA COOPERIFA AQUECE FRIO DE SÃO PAULO
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SARAU DA COOPERIFA
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Hoje 21hs
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Bar do Zé Batidão
Rua Bartolomeu dos Santos, 797
Periferia-SP
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Os Miseráveis filhos de deus

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OS MISERÁVEIS FILHOS DE DEUS - Sérgio vaz
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A história de Ivanildo é que ele simplesmente não tem história. Morador de rua virou notícia porque teve 85% corpo queimado por gasolina e faleceu na última terça-feira (27), e é só, mais nada.
O assassino, conforme as investigações policiais, era outro morador de rua, e o crime, vejam vocês a ironia da miséria humana -, foi motivado por conquista de território. Dizem que precisavam de mais espaço para viverem na rua.
Pois é, as calçadas. Há pessoas em guerra pelas calçadas frias da cidade de São Paulo.
Não conheci Ivanildo nem o seu algoz piromaníaco, mas tenho uma vaga idéia de quem sejam os infelizes. Já os vi queimando na retina dos meus olhos, numa dessas noites geladas e indignas, em suas casas de papelão que se movem como fantasmas pela nossa imaginação.
Ivanildo não devia ter documentos tampouco identidade, indigente deve ter sido enterrado com seus trapos numa vala qualquer, de um cemitério qualquer, que é o lugar certo para qualquer um de nós, miserável ou não.
Outro dia vi um Ivanildo fuçando uma lata de lixo à procura de comida que sobra dos nossas pratos, mas o dono da lanchonete apareceu para expulsá-lo com um cabo de vassoura.
Fiquei com a impressão que mendigos trazem má sorte para o comércio, e que restos de comida não são para restos de pessoas. Nós, os filhos de Deus, privatizamos até as migalhas.
Tenho a impressão que os únicos que gostam dos moradores de rua são os cachorros. Aliás, de raça ou não, não conheço nenhum cachorro que não tenha um mendigo pra cuidar, quer seja nas calçadas, ou em mansões.
Mas moradores de rua são uma espécie rara de seres humanos.
Eles não tem dentes, eles não cortam os cabelos, eles não tomam banho, pedem-nos esmolas, dormem no nosso caminho de casa, e nós, a não ser que peguem fogo, simplesmente não os vemos.
É difícil vê-los. Somos cristãos demais para enxergá-los.
E tem mais, dizem que são invisíveis a olho nu. Mas não são.
Suas sombras miúdas se arrastam em nossas orações, para o deleite da nossa hipocrisia. Fingir que gostamos de deus é a melhor forma de agradar o diabo.
Um ser humano pegando fogo na calçada e os nossos joelhos doendo de tanto rezar pela nossa felicidade material...
Deus sabe o que faz, a gente não. Devia ser o contrário.
Se dependesse de mim, a humanidade já tinha pegado fogo há muito tempo.
Um por um.

REPRISE DA ENTREVISTA

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Cooperifa, poesia e periferia
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Quem não viu o bate-papo com a Marília Gabriela pode ver a reprise hoje à noite às 22:30hs na GNT 41.
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Monday, June 15, 2009

FESTIVAL RAP DA FUNDAÇÃO CASA

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HOJE É DIA DE CINEMA NA LAJE

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* Se tiver muito frio o filme será exibido no bar
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A NOITE QUE JAMES BROWN SALVOU BOSTON
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MUITO ALÉM DA MÚSICA
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Venha descobrir porque o padrinho do soul é considerado uma dos maiores
ídolos negros da história da humanidade
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CINEMA NA LAJE
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A NOITE QUE JAMES BROWN SALVOU BOSTON
De David Leaf
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Dia 15 de junho (segunda-feira) 20hs30
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Laje do Zé Batidão
Rua bartolomeu dos Santos, 797 Chácara Santana
Zona Sul - SP
If. 72074748.

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Sinopse:
“A noite que James Brown Salvou Boston” é um documentário que mostra a reação da população negra norte-americana após a morte de Martin Luther King, em abril de 68. Na noite de 5 de abril de 1968, os EUA arderam em chamas, literalmente. O caos se instalou em mais de cem cidades, depredadas e incendiadas após o assassinato do líder negro Martin Luther King, no dia anterior. O mesmo teria acontecido em Boston, mas James Brown evitou esta tragédia. Prevendo tumultos, o prefeito de Boston pensou em cancelar uma apresentação de Brown agendada para aquela noite, no ginásio local, mas concluiu que a medida poderia ampliar a revolta. Então decidiu pôr em prática um plano arriscado: transmitir o show pela TV para tentar manter os negros em suas casas. As palavras de James Brown evitaram inúmeros distúrbios na cidade. Conheça essa surpreendente história neste documentário emocionante..
Direção: David Leaf


70 minutos


Preto e Branco


legendado

Saturday, June 13, 2009

GOG ESCREVE PARA ANA CARLA (meu luto é minha luta)

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Olá Ana Carla,
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Só queria te dizer que também tenho muita vergonha.
Vergonha de fazer parte, há 25 anos, de um movimento que tem feito muito pouco para mudar a realidade que você acabou de expor.
Pela lógica, seus entes deveriam ser fans do Hip Hop, e, principalmente do Rap
que se auto-proclama "a voz da favela", mas que carece de ação e organização no seu habitat.
Se o mundo está em crise, essa é a nossa.
Carência de ações efetivas, transformadoras, renovadoras, que dialoguem e pensem o coletivo.
Meu argumento é duro, verdadeiro, desanimador, mas não vou pedir pra sair. Porque ao mesmo tempo tenho muito orgulho desse movimento.
Orgulho, porque sei, que em meio ao joio, tem muito trigo. Gente que não se orienta apenas pelos lados artístico, financeiro e oportunista.
Gente que chora e se indigna ao ler o seu desabafo.
Gente que trabalha todo o dia, com a sensação de "nadar contra a correnteza", mas não desiste, nunca!
A rebelião é dever de casa e questão de sobrevivência, assim eles dizem.
Sabe Ana, talvez o Hip Hop seja bem menor do que eu imaginava e eu tenha sonhado grande.
Vejo um campo de ação imenso, repleto de terras devolutas, não habitadas.
O gigante tem muitas veias, mas falta sangue vivo para encharcá-las.
Temos que fazer nossa reforma agrária, já!
Aí, não sentirei mais vergonha, apenas indignação.
Um beijão no coração é o meu conforto a você e a sua amada mãe.
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GOG!
Ação, senão revolução acaba em moda.
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BOCA SUJA

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Boca suja

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Porra

caralho

a fome

é foda.

Respeitar o que,

seus filhos da puta?

Ficam aí

cagando leis

no caminho da gente...

É isso mesmo:

vão pra puta que pariu!

Bando de cuzão.

Ontem

vi seus eleitores

pedindo esmola na calçada,

tinha até criancinha.

Não viu não, seu merda?

É isso mesmo,

boca vazia

fica nervosa

e suja fácil.

Vão tomar no cu.

Agora eu é que sou indecente. Sei.

Ainda tem

uns cu de burro

que tem coragem

de ir à missa

no culto rezar pra cristo ajudar.

É um milagre

que o povo não se revolte

e coma as vísceras dessas hienas.

E deus,

tá fazendo o que que não vê isso?

Não rezo. Pra ninguém.

Criança comendo

resto de comida

e os vermes vendendo

pedaço de céu.

Os putos

não dão um puto

pro pedaço de pão

e ainda bota tudo

na conta do pecado.

Eu é que não digo amém.

É foda

uns roubam pra comer

e uns comem pra roubar,

e quando acabar

o indecente sou eu.

Não, ninguém tem culpa,

a culpa é minha

que cuspo palavras

de baixo calão. Só.

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Sérgio Vaz

Friday, June 12, 2009

BATE-PAPO COM MARÍLIA GABRIELA

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Se você não tiver nada importante pra fazer...
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BATE-PAPO COM MARÍLIA GABRIELA
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DOMINGO 22HS GNT CANAL 41
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POESIA, COOPERIFA E PERIFERIA
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Thursday, June 11, 2009

UMA PEQUENA HOMENAGEM AO AMOR

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Os Brutos também amam - Sérgio Vaz
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Era um domingo de inverno, há quase trinta anos, quando eu conheci o amor pela primeira vez. O amor chegou em mim da forma mais discreta possível, apesar do baticum do meu coração.Enquanto dançava com os olhos fechados e o peito aberto, desfilava pelo baile – sem sair do lugar - carregando nos braços aquela que seria a lembrança mais feliz da minha vida: o primeiro beijo.
Não recordo bem se era Marvin Gaye (let’s get it on) ou Bee Gees (Reaching out) que rolava nas pick ups, só consigo me lembrar de estar ali, com os lábios ansiosos pelo fogo e pelo desconhecido, implorando aos céus que aquele momento, que ainda nem havia acontecido, não acabasse nunca.
Sem o menor traquejo com a poesia, e devoto da Santa adolescêscia das bocas desamparadas, recitava em meus pensamentos coisas do tipo: “Deus, por favor... faça o tempo parar... faça com que minhas pernas parem de tremer”.
Se alguém um dia se encontrar com deus, e se realmente ele existir, pergunte a ele, ele vai confirmar.
Eu ainda não a tinha beijado. Pelo menos não pessoalmente, mas em sonho... com os olhos...
Enquanto a música brincava de ser feliz às minhas custas, colado aquele anjo, fui me deixando levar cantando baixinho o refrão ao seu ouvido: “letis guere riron...”.
Putz, se não sei inglês hoje, imagine com quinze anos, coitada.
A Adolescência tem cheiro de almíscar, sei disso porque esse era o perfume que ela usava, e durante muito tempo esse perfume permaneceu na minha memória.
Tirando o cheiro de terra depois da chuva, almíscar tem cheiro de eternidade.
Sentindo o aroma da vida fui lentamente virando meu rosto para o encontro daquela boca linda. Daqueles lábios que mencionavam, ou cantavam, o meu nome da forma mais poética do mundo.
Havia pensado neste dia há semanas, mais precisamente, quinze anos.
Nunca vou esquecer este beijo. Até porque foi o meu primeiro beijo pra valer, e segundo, porque quase quebrei o sorriso dela.
Beijei-a por uma tarde inteira com todas as bocas que tinha o meu pequeno coraçãozinho de menino apaixonado. Que tarde!
Beijei-a com todos os meus cincos sentidos, e quase fiquei sem os sentidos por conta disso. Quase que morro no meu primeiro dia de vida. Beijei-a com quem agradece por estar vivo.
Por conta desta troca divina de saliva, e na dúvida, nunca mais cuspi no chão.
Nos anos setenta, época mais brava da ditadura no Brasil, eu estava ali, com a cara cheia de espinhas exercitando a minha revolução: o primeiro amor.
Resolvi escrever sobre isso porque acabo de receber o convite de casamento de dois grandes amigos.
E como sou testemunha desse amor quero lembrá-los que por mais belo que seja a lembrança do primeiro beijo ou do primeiro amor, nada, absolutamente nada, é mais importante que o último.
Ah, também lembrei de uma outra coisa, os dias não envelhecem.
E todo dia é pra sempre.

CINEMA NA LAJE

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A NOITE QUE JAMES BROWN SALVOU BOSTON
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MUITO ALÉM DA MÚSICA
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Venha descobrir por o padrinho do soul é considerado uma dos maiores
ídolos negros da história da humanidade
.
CINEMA NA LAJE
.
A NOITE QUE JAMES BROWN SALVOU BOSTON
De David Leaf
.
Dia 15 de junho (segunda-feira) 20hs30
.
Laje do Zé Batidão
Rua bartolomeu dos Santos, 797 Chácara Santana
Zona Sul - SP
If. 72074748
.
Sinopse:
“A noite que James Brown Salvou Boston” é um documentário que mostra a reação da população negra norte-americana após a morte de Martin Luther King, em abril de 68. Na noite de 5 de abril de 1968, os EUA arderam em chamas, literalmente. O caos se instalou em mais de cem cidades, depredadas e incendiadas após o assassinato do líder negro Martin Luther King, no dia anterior. O mesmo teria acontecido em Boston, mas James Brown evitou esta tragédia. Prevendo tumultos, o prefeito de Boston pensou em cancelar uma apresentação de Brown agendada para aquela noite, no ginásio local, mas concluiu que a medida poderia ampliar a revolta. Então decidiu pôr em prática um plano arriscado: transmitir o show pela TV para tentar manter os negros em suas casas. As palavras de James Brown evitaram inúmeros distúrbios na cidade. Conheça essa surpreendente história neste documentário emocionante.
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Direção: David Leaf
70 minutos
Preto e Branco
legendado

SARAU DA COOPERIFA DA DE GOLEADA NA CHUVA

Povo lindo, povo inteligente, não adianta nada a novela, jogo do Brasil ou a chuva, nas noites de quarta-feira o sarau da Cooperifa da de goleada no marasmo. E ontem não foi diferente, o bagulho foi da hora. Lançamento do livro da Suzi Frankl sobre literatura marginal, lançamento do jornal Boletim do Kaos, e pasmem, 49 poetas se apresentaram na noite. Quarenta e nove poetas!
Tá bom ou quer mais? Sei que falar é mais fácil que fazer, mas mano(a), fazer da um puta prazer. Ah, lembrei-me de uma outra coisa, "humildade não é uma palavra, é um sentimento."
É isso. Fazendo e errando, mas principalmente, praticando a literatura.
SV
Wagner da Brasa

Domingues

Vista panorâmica

Paulinhho e Lid´s

A Lua, ausente e abstrata

Prof. Fábio e esposa

Seguranças do sarau

Márcio Batista

Cocão

Suzi Frankl

Preto Will

Seu Jorge Esteves

Sarau da Cooperifa

Luan

Casulo

Fábio
Jairo, Crônica e Toni C.

Crônica (A Família)

Elas

Wednesday, June 10, 2009

NEGROCÍDIO - NELSON MACA

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"Negrocídio" por Nelson Maca
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Amigos de todo Brasil e mais outros lugares, aqui, na Bahia, continuamos contando, em praça pública, as dezenas de corpos de nossos jovens pretos assassinados diariamente!
O lado que sambamos é o lado menos elegante do baile. Somos os ingredientes deste caldeirão de babárie que nosso Estado nos reserva. Engrossamos esse caldo escuro e grotesco que a tropicália esqueceu de cantar, que a axé music filtra e expurga diariamente com suas cantantes alvas e perfumadas....
A Ana Carla Portela é uma amiga muito querida minha.
Foi minha aluna no curso de letras na UCSal. É a ativista estudantil que mais apreciei e aprecio nesta minha sina também militante por dentro dos muros das estruturas... Uma menina ainda hoje, mas já, àquela época, portava aquela altivez que só a experiência de vida de um trajeto com causas nobres permite.
Aberta para as questões estudantis, políticas e culturais sem hierarquias de valor ou de ação, fez tudo o que tinha que fazer de coletivo na condição de secundaristas e graduanda. Depois partiu para outros vôos, sendo, agora, uma colega de profissão de quem me orgulho muito e sempre. Não por ser carinhosamente tratado por ela como mestre, mas, principalmente, por ter sido aceito, sem desconfiança, como seu Irmão mais velho.Para você ter uma idéia da importância dela na minha trajetória, foi num encontro nacional de estudantes de letras (ENEL) que a Blackitude realizou sua primeira ação em Salvador. Ela nos convidou... apostou em nós! Foi nossa estréia efetiva, pois, antes disso, eramos mais blá-blá-blás de projetos futuros do que ações de presente.... e o que conta mesmo é bola na rede, não é?Ela é a primeira madrinha da Blackitude....
Ler e pubicar esse depoimento para mim é doído demais! Mas não podemos empurrar a sujeita que depositam, dia-a-da, na porta de nosso templo e alma para "debaixo" do tapete que nos invisibiliza e silencia! É uma tragédia nossa demais! Familiar demais!! Partilhada!Também aqui, na famosa Bahia de Todos os Mitos (de paz, harmonia, felicidade e cordialidade racial), vivemos permanentemente acuados em nosso estado de sítio. Somos, cotidianamente, abatidos como moscas que importunam a sopa do povo escolhido!
Só que não dá mais para calar, porque - como aponta a própria Irmã - nosso luto nos empurra para nossa luta!
Meu luto é luta! por Ana Carla Portela
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O exercício da voz sempre foi meu principal instrumento de materialização dos sentimentos e de luta pelas coisas que acredito. Embora na vida algumas coisas exijam silêncio, chegou o momento de falar.Os que partilham o meu mundo sabem que os últimos três anos eu perdi três irmãos, um a cada ano, em contextos distintos, mas com os requintes da tragédia social que vitima milhares dos nossos todos os anos nesta cidade.
Que vergonha!Realmente, sinto vergonha, como disse no enterro de Guto há um mês. Sinto vergonha, sim, de não saber como lutar contra isso. Sinto vergonha por ser acadêmica e não ter nenhuma teoria que ilumine a minha esperança. Sinto vergonha de ser militante orgânica e não enxergar nas estruturas políticas a reversão deste quadro. Sinto vergonha de ser professora e não visualizar na educação, apesar da equívoca responsabilidade que nos é imposta, a tão sonhada mudança. Sinto vergonha, sim!Estou envergonhada da minha desesperança.
Perguntam-me sempre: “eles eram envolvidos?”. É interessante a pertinência social, apesar de historicamente vergonhosa desta pergunta, que parece tão natural e é tão absurda!
No bojo dela, está a legitimação dos crimes de exetermínio praticados contra os pretos desta cidade, sob a roupagem de um suposto envolvimento. Essa legitimação entrava os mecanismos de justiça e acentua a banalização dos crimes contra jovens negros da periferia, os quais ocorrem com a tolerância do Estado, por omissão ou participação efetiva.
Os familiares dos ditos envolvidos se escondem atrás de sua vergonha e se culpabilizam pala tragédia que lhes atinge, como se este fosse um problema individual, de uma família, e não a doença de uma sociedade.Cada vez que vou à delegacia em busca de justiça, guardo cada palavra dita pelos agentes, na maioria das vezes, também pretos. Guardo-as, pois elas me escancaram o meu lugar histórico e social, melhor que qualquer teoria. Essas palavras, corpo da injustiça que silencia o negrocídio, associada à dor que consome as minhas entranhas são a minha senda.
Não espere de mim a tristeza dos fracos ou fragilizados pelas violências cotidanas. Não ficarei macambúzia e cabisbaixa! Tenho muito a conquistar, inclusive pelos meus irmãos, pelos meus.
A dor nos olhinhos de minha mãe me reveste de uma coragem sem tamanho. Resisto também ao endurecimento, ao embrutecimento, que aprisiona a subjetividade e sensibilidade dos nossos nesta atmosfera de dor e desencanto. Parece que temos que nos desumanizar para suportar.Não!Continuarei sendo a mesma mulher que de tão fêmea e forte: sente, ama, chora, goza, sofre, ri... e a tudo transforma em poesia.
Meu nome é Ana Carla Portela e meu luto é luta!
(Ana Carla Portela)

SARAU DA COOPERIFA

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LANÇAMENTO DO LIVRO
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"IDENTIDADE E ALTERIDADE:
CONCEITOS, RELAÇÕES E A PRÁTICA LITERÁRIA"
DE SUSI FRANKL SPERBER
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SARAU DA COOPERIFA
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10 DE JUNHO 21HS
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Bar do Zé Batidão
Rua Bartolomeus dos Santos, 797
Zona Sul - SP
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“Identidade e Alteridade: conceitos, relações e a prática literária”, de Suzi Frankl Sperber.
Sobre a obra: primeira publicação da Coleção Work in Progress (Publiel/Unicamp, 2008), o livro foi fruto de dois cursos de pós-graduação sobre o tema. Tendo em vista as noções de identidade e alteridade em debate desde pelo menos a década de 50 do séc. XX, este livro in progress estuda como algumas manifestações literárias abordam identidades sociais próprias de movimentos revolucionários terceiro-mundistas, tais como as identidades raciais e a violência. Na hoje chamada Literatura Marginal ou Periférica, procura os índices de concepções libertárias e igualitárias. Para tanto analisa, nos romances e poemas propostos, como são caracterizados os pobres e os negros.
A intenção é dar continuidade ao exame das obras da literatura marginal e periférica que vêm sendo produzidas e publicadas, a fim de acompanhar as linhas de desenvolvimento do movimento cuja importância social é inegável – e cuja importância para a história da literatura brasileira poderá se revelar já, ou em prazo difícil de ser predito.
Sobre a autora: Suzi F. Sperber nasceu em São Paulo em 1939. Apesar do nome e da cara, é brasileira genuína. Filha de mãe luterana e pai judeu, é católica casada com judeu. Com pai suicida, passou a vida afirmando a vida e acolhendo a positividade. Estudou a obra de Guimarães Rosa. Publicou, entre outros, “Caos e Cosmos – Leituras de Guimarães Rosa” (1976) e “Guimarães Rosa: Signo e Sentimento” (1982). Reeditou “Natalika”, do poeta Guilherme de Almeida (1993). Coordena desde 1996 o LUME (Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais da UNICAMP).

Monday, June 08, 2009

BOCA DE OURO

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BOCA DE OURO - Sérgio Vaz
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Filé na panela
tem a faca e o queijo,
mas só dá mortadela
Barriga vazia, favela
Barriga cheia, tramela!

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Mente vazia, camela
o diabo, toma conta dela.
Se cabeça farta, nivela,
nem sandália de prata
pode com pé-de-chinela.
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Mas se vê estrelas da janela
e não une os versos,
As portas se fecham para elas.
Se na luz do dia, você luz de vela
não adianta boca de ouro
se no zóio, tem remela.

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COLECIONADOR DE PEDRAS VENDE MAIS QUE O NOVO LIVRO DO CHICO

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O LIVRO
COLECIONADOR DE PEDRAS
VENDE MAIS
na rua onde eu moro
QUE "LEITE DERRAMADO",
NOVO LIVRO DO
CHICO BUARQUE
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ou pelo site

Bate-papo com Marília Gabriela

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Povo lindo, povo inteligente, dias atrás fui ali bater uma papo com a jornalista Marília Gabriel na GNT. Falamos um pouco sobre os meus vinte anos de poesia, Cooperifa, mas principalmente sobre literatura, minhas influências, os livros que li, o que achei da hora.
Devido nosso trabalho estar muito voltado à periferia quase ninguém quer saber sobre poesia, ou literatura em geral. E quase nunca eles falam dos nossos livros. É. As vezes a gente tem que pedir para o jornalista para mostrar o trabalho, porque se não o papo só rola na esteira da violência. De repente acho que a gente também tem culpa nisso. Sei lá.
Não sei se ficou bom, e só sei que vai ao ar neste mês de junho, depois passo a data certa.
É isso. Um dia aqui, outro ali, mas sempre comendo pelas beiradas.
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Abs.
Sérgio Vaz

Saturday, June 06, 2009

SEXTA-FEIRA FOI DIA DE SARAU NO EJA "DALVA BARBOSA"

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A POESIA NÃO PODE PARAR
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Povo lindo, povo inteligente, como a poesia não pode para nesta sexta-feira fiz uma oficina-sarau com os alunos do EJA da escola Dalva Barbosa que fica no Jd. Salete, Taboão da Serra, dentro do projeto "Fazendo arte na escola" da Secretaria de Educação.
Torno a repetir, essas oficinas dão um puta gás na caminhada e ajudam a difundir a poesia na periferia. Foi bom também que a gente trocou umas idéias sobre porque o país não gosta de ler. E este fenômeno não é um privilégio das pessoas mais simples, pois nem a classe A nem a B, C e D tem o habito da leitura, o que é muito triste, pois são pessoas que tem condições para tal.
O que nos deixa claro que não é só o preço do livro que afasta o leitor, mas também o desconhecimento do prazer que a leitura dá.
Que tal se a gente fizesse uma campanha de incentivo à leitura aqui na periferia? Eu topo.
Qualquer coisa liga "nóis", tô com apetite para as coisas concretas.
É isso. Que as ruas nos abençoem.
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Abs.
Sérgio Vaz
Vira-lata da literatura









Friday, June 05, 2009

NOSSA SENHORA DA ESQUINA - AUGUSTO

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Nossa Senhora da esquina - Augusto (p/ Marçal Aquino)


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Morreu ontem,
com muita dignidade,
a puta mais velha da cidade.
Da sua idade
não estou bem certo,
mas sei que dos oitenta
chegou perto.
Veio a morte
pela parede fria
do seu quarto,
onde jazia
um quadro de São Jorge.
Usava um antigo
vestido vermelho,
mesma cor do batom na boca,
que nunca abriu pra falar mal do governo.
Por esposas iradas,
mas de uma vez,
foi desafiada.
Sofreu sevícias
na mão dos homens
da policia.
Um cliente muito terno,
que escrevia poesia
sem um caderno,
lhe jurou amor eterno.
Deu jóia,
roupa cara
comida para o sustento...
Mas ela fugiu
quando ele propôs a ela
um casamento.
Ela não se contentava
com paixões reles.
Não queria ser tratada
igual as outras mulheres.
Que se vendem para os maridos,
pr´os patrões e para os filhos;
em suas sinas resignadas...
A troco de nada!
Preferiu os bregas,
o Parque do Ibirapuera
e idas ocasionais a São Vicente.
Sempre achou deprimente
visitar o filho no domingo.
Macarrão
Faustão
e a nora tida como santa.
Espanta esse critério
que define
o que é
e o que não é
sério.
A puta mais velha da cidade...
Morreu sem alarde
sem companhia.
Morreu de pneumonia;
mas não houve melancolia
e nem luto.
Com sua morte anunciada,
as putas os putos
largaram as calçadas do Trianom
e foram fazer folia
lá longe, na periferia,
em que ela morava.
Foi um grande frissom!!!
Teve festa com seresta
com samba e com cachaça.
Veio criança, velho,
politico...
E até o padre, sumido,
deu o ar da sua graça.
Todos celebraram a passagem
daquela dama fina
que um dia
saiu menina
do raio da silibrina.
E agora é canonizada
a Nossa Senhora da Esquina.

ANA PAULA NO MONÓLOGO "INFORMAL"

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FUZZIL NO ENCONTRO COM O AUTOR

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Clique no cartaz para ampliar

Literatura e resistência

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A PERIFERIA NÃO PARA
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Esta foto de Marilda Borges foi adquirida de forma ilícita do blog do Buzo
Povo lindo, povo inteligente a periferia não para, mil fitas, mil trutas e nenhuma treta. E ontem foi dia do Ferréz lançar seu documentário "Literatura e resistência" no Itau Cultural na abertura do Antídoto, sobre seus 11 anos de correria e de luta pela literatura.
Saí do memorial a milhão, mas mesmo assim não deu tempo de assistir o documentário. Dizem que foi da hora, quando for pras ruas descolo o meu.
Cheguei no finalzinho, mas ainda deu tempo de ouvir o bate-papo e de falar uma poesia a convite do malandro. Só progresso.
A Periferia tá foda, as coisas não param de acontecer, e é só coisas boas: jornais, saraus, documentários, debates, cinema, lançamento de livros, etc. etc. etc.
O mais legal desses eventos também é pode trombar os amigos que por conta da correria a gente não tem o prazer de encontrar todo dia. Não vou nem citar nomes pra não ser deselegante. Putz, mó da hora.
Bom poder estar vivo pra ver tudo isso acontecendo. Axé pra nóis que a gente merece.
É isso. O melhor ainda está por vir, é só acreditar.
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Sérgio Vaz
Vira-lata da literatura

POESIA NO MEMORIAL DA AMÉRICA LATINA

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Povo lindo, povo inteligente, como a poesia não pode parar, nesta quinta-feira fui participar de um encontro de Poesia lá no Memorial da América Latina junto com o Sacolinha, Rui Mascarenhas, Frederico Barbosa e o Antônio Vicente Pietroforte, com a presença dos alunos e Professores do curso de letras da Uninove.
Foi um bate-papo legal onde cada um dos poetas contou um pouco sobre sua experiência com a literatura e leu alguns poemas. Coisa simples, mas parece que eles, os alunos, gostaram muito. Eu também achei da hora. Pra mim tanto faz EJA em Taboão da Serra ou faculdade Uninove na Barra Bunda, se pintar uma brecha pra falar sobre a Cooperifa, periferia e poesia, tô nessa.
Queria agradecer o convite do Rui, a presença do pessoal do sarau Da Ademar, da Brasa, Griots, Everton do Sarau Rap, Rose, Jairo, Ligia, e mais uma pá de gente que foi lá dar uma moral pra gente. Estas pessoas é que fortalecem a caminhada. Valeu.
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É isso. Que as ruas nos abençoem.
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Sérgio Vaz
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Vira-lata da literatura




Thursday, June 04, 2009

SARAU DA COOPERIFA AQUECE FRIO DE SÃO PAULO

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Aniversário do Zé Batidão
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Povo lindo, povo inteligente, tô meio atrasado nos textos porque a correria está muito louca, não para. É aqui, ali e acolá. Estou tipo aquela música: "é só chamar que eu vou..." E naquele frio de quarta-feira o sarau pegou fogo novamente. lançamento do livro do Afro-x, presença do Ferréz e de gente maravilhosa de uma pá de lugar. E é claro, o presente maior, era aniversário do Zé Batidão, nosso mecenas. Noite quente.
É isso. Fui.
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Sérgio, Vazgabundo


Frio, onde?

Casulo

Fuzzil

Cocão

Ferréz

Vista panorâmica

É o amor

bastidores

A massa cooperiférica

A razão de viver

Athayde Instituto Oxfan

Toni C

Lúcia helena e Brau Mendonça

veja luz

Afro-x e Keli

É nóis q tá

Família

Wednesday, June 03, 2009

COLECIONADOR DE PEDRAS

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ORNITORRINCO
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Jamilton
Nasceu no Pará
Numa usina de carvão.
Como o pai, seu Vavá,
Também começou aos seis
Com uma pá na mão.
Cresceu sem vitaminas
Cheirando fumaça
E inalando dioxinas.
A brasa
Queima os sonhos
A pele
Os pés
E as mãos.
Só não queima
O catarro preto
Que sai do pulmão.
Aos onze,
Doente e mutilado
Depois de tanto trabalhar,
O menino churrasco
Por invalidez
Vai se aposentar.
Carne de segunda,
Este bicho,
Não tem pêlo
Não tem pena
Só osso.
Os dedos,
Unidos pelo fogo,
Parecem uma pata.
Também pudera
Ele é filho
De um animal estranho: gente.
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Sérgio Vaz
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*do livro "Colecionador de pedras" Global Editora

Tuesday, June 02, 2009

FÁBRICA DE ASAS - SÉRGIO VAZ

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Fábrica de asas - Sérgio Vaz


“ Adubar a terra
com número e letras
asas e poemas.
Para colher lírios,cravos e alfazemas.
Agricultor,
o bom mestre sabe,
que espinhos e pétalas
fazem parte da primavera.
Porque ensinar
é regar a semente sem afogar a flor ."
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A Vida é algo mesmo muito engraçado, agora pouco, antes de começar a escrever este texto em homenagem aos educadores e educadoras que conheço, me lembrei de uma coisa da minha adolescência, e que eu nunca entendi bem direito, é que eu não gostava de estudar, mas adorava a escola. Pena não ter sido o contrário, mas...
A escola para mim sempre fora um lar. Minha classe, como se fosse o quarto que sempre sonhei, mas que nunca tive. O Pátio, a sala de estar. E o melhor de tudo, com todos os meus amigos morando junto comigo.
Às vezes ter parentes nem sempre é ter uma família, e para muitos, a hora da merenda era quase uma santa ceia.
Não lembro de ter sido bom em alguma matéria, da para contar nos dedos as notas "dez" que eu tirei, também não fui o pior de todos, meu boletim era tipo colorido, vermelho e azul, e de acordo com cada série, umas cores se destacavam mais do que as outras.
E por gostar tanto da escola e não gostar de estudar, repeti de ano duas vezes, na 3ª série do primário e na 7ª série do ginásio, parece pouco, mas para quem só fez o colegial, é como se o futuro andasse em direção ao passado. É como se a gente colasse da pessoa errada.
Minha matéria preferida sempre fora o recreio, e a bagunça era uma prova para o qual não precisava estudar, e se ficar em silêncio enquanto escrevo este texto, sou bem capaz de ouvir a molecada descendo as escadas depois do sinal, como uma manada enfurecida -entorpecida pela magia da infância-, correndo pra casa. Ou quem sabe, fugindo do lar.
Num tempo em que a merenda para alguns era a única refeição, na periferia, “lar” e “casa” eram duas coisas extremamente diferentes, e se nós, os filhos da dor, desenhávamos nosso momento com giz colorido, em casa, muitas famílias escreviam a alegria a lápis, para que ficasse mais fácil para a tristeza apagar.
Outra coisa que gostava muito na escola era dos professores, só naquele tempo eu não sabia, descobri somente anos depois, quando não estudava mais.
Lógico que naquela época da ditadura, alguns mais pareciam torturadores do DOPS que professores, e tudo isso, com o consentimento dos pais, os cúmplices.
Uma vez uma professora, que mais parecia uma madrasta de contos de fada, puxou o meu cabelo com tanta força, que até hoje me dói o couro cabeludo.
E sabem por que? Porque estava desenhando um relógio à caneta, no pulso, enquanto ela explicava alguma coisa, quando percebeu a minha desatenção, me perguntou as horas, e eu respondi. Na hora errada. Ui.
Traumatizado, nunca mais usei relógio em minha vida. Por isso que às vezes atraso, adianto, nunca sei a hora de chegar.
Hoje em dia, recitando poesia nas escolas públicas do país, descobri que estes que puxavam o cabelo das crianças, não existem mais, foram engolidos pelo dragão do tempo, e foram substituídos por uma trupe de guerreiros e guerreiras que mesmo abandonados pelo estado, insistem em educar os nossos filhos. Não é da hora?
Autodidata, aprendi a sofrer por conta própria, e aprendi também que é possível construir o universo longe da universidade, só que demora mais, quando não se tem asas para voar.
a) Lição de casa se aprende na escola.
b) O Professor é aquele que confecciona asas. E voa junto.
c) "Ensinar é regar a semente sem afogar a flor."
D) Quem faz lição de casa colhe castelos.
Poeticamente falando, todas as alternativas estão corretas.

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SARAU DA COOPERIFA

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AFRO-X LANÇA LIVRO "EX-157" NO SARAU DA COOPERIFA
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SARAU DA COOPERIFA
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Lançamento do livro "Ex- 157" de Afro-x
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Dia 03 de junho a partir das 20hs
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Bar do Zé Batidão
Rua Bartolomeu dos Santos, 797 Chácara Santana
Zona Sul - SP
F: 58917403
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* O Livro
Na autobiografia, o cantor conta como entrou e saiu da vida do crime. Dos iniciais roubos de motos para sair do sufoco da falta de dinheiro até a ambição de todo bandido de “fazer a boa”, Cristian de Souza Augusto conheceu os dois lados da vida bandida.
A adrenalina de viver num filme policial todos os dias, o dinheiro fácil, as roupas caras, os carros de última geração e as mulheres,muitas mulheres nas garupas das motos o transformaram, por algum tempo, em quase um rei, no Jardim Calux, em São Bernardo. A ambição,Os desafetos e a relação promíscua com policiais levaram o jovem pela primeira vez – em novembro de 1994 – para trás das grades. Depois, veio a fuga e outra prisão que o levou para o então maior complexo penitenciário do Brasil. No relato em primeira pessoa, Afro-X relembra momentos que marcaram sua vida dentro e fora da cadeia. O reencontro com Dexter no Carandiru, os dias de acerto de contas, o encantamento pelo rap e a formação do 509-E em 1999. O envolvimento com a cantora Simony, as 24horas de angústia dentro da maior rebelião da história, em 2001. O alívio em colocar os pés na rua após 7,5 anos de reclusão e o recomeço quase do zero.
Seria pretensão analisar o sistema carcerário ou todos os fatores que levam a criminalidade. Por isso, Cristian preferiu contar apenas a história de mais um jovem que, ao contrário de todas as estatísticas, aprendeu que o crime constrói apenas castelos de areia.

CINEMA NA LAJE AQUECE FRIO DE SÃO PAULO

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Povo lindo, povo inteligente, ontem o frio glacial de Sampa não foi suficiente para afastar o público da Cooperifa que foi assistir o doumentário "Corporation", no cinema na laje.
Na verdade não era público, eram heróis e heroínas, pois o frio estava de lascar, alguns não aguentaram, mas a maioria seguiu firme na laje. E quem ficou não se arrependeu, o filme atendeu às expectativas e não deixou por menos, foi informação do começo ao fim. De forma simples e objetiva o documentário foi destrinchando as grandes corporações. Quem são, como agem e os efeitos colaterais. Da hora.
Depois fizemos uma mesa informal para discutir o filme, o clima pegou fogo, todos estavam eletrizados com a quantidade de informações, e todos queria dar suas opiniões, foi uma noite rica. Quem não foi perdeu.
É isso. Discurso e pratica.
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Sérgio, o vazgabundo

Monday, June 01, 2009

DEBATE NO MEMORIAL DA AMÉRICA LATINA

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AFRO-X LANÇA LIVRO NO SARAU DA COOPERIFA

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Clique na capa para ampliar
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Sarau da Cooperifa
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Dia 03 de junho (quarta-feira) 20hs
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Bar do Zé batidão
Rua bartolomeu dos Santos, 797
Periferia_SP